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Sexta-feira, 15 de outubro de 2021

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Cirurgia bariátrica, em que momento fazer?

Autor: Da Assessoria - Unimed Cuiabá

15 Set 2015 - 14:41


Dr. Juliano Canavarros (Foto: Bruno Cidade/Mídia News)

Considerada o maior problema de saúde do planeta, as projeções referentes à obesidade são alarmantes. A Organização Mundial de Saúde estima que o mundo terá, em 2025, pelo menos 2,3 bilhões de pessoas adultas com sobrepeso e mais de 700 milhões de indivíduos obesos. Recente levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatístiva (IBGE) mostra que atualmente, no Brasil, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso, ou seja, têm um índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25. Além disso, 20,8% das pessoas são classificadas como obesas por terem IMC igual ou maior que 30. dados e projeções preocupam, sobretudo, em razão da obesidade ser um importante fator de risco ipara doenças como hipertensão, diabetes e câncer.

Dentre as medidas de combate à obesidade e aos seus efeitos prejudiciais à saúde, destaque para a cirurgia bariátrica. Popularmente conhecida como “redução de estômago”, sua realização tem crescido no país. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o Brasil é o segundo em número de cirurgias realizadas, ficando atrás, apenas, dos Estados Unidos.

Segundo o médico cooperado da Unimed Cuiabá Juliano Blanco Canavarros, que é cirurgião bariátrico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, a realização deste procedimento cirúrgico apresenta importantes avanços. Técnicas atualmente utilizadas reduzem o tempo de recuperação do paciente e os riscos de infecção, além de serem menos dolorosas e proporcionarem maiores benefícios estéticos, por não deixarem marcas. Dentre o rol de avanços, o especialista desta, ainda, a redução no tempo dos procedimentos por meio da introdução da vídeo cirurgia e da adoção de materiais de alta tecnologia, como endogrampeadores e pinças. Hoje, o tempo de duração de uma cirurgia bariátrica varia de 40 minutos a uma hora e meia.

Mesmo sendo amplamente divulgada, ainda existem muitas dúvidas a respeito da cirurgia bariátrica como, por exemplo, em que momento é necessário passar pelo procedimento. “A cirurgia é indicada em duas situações: paciente com obesidade grau II (IMC entre 35 e 39,9Kg/m2) associado a comorbidades (doenças que são causadas pela presença da obesidade como diabetes, apneia do sono, hipertensão arterial de difícil controle, patologias ortopédicas, etc) e pacientes com obesidade mórbida (IMC > 40Kg/m2)”, explica Juliano Canavarros.

Técnicas - É importante ressaltar que existem três diferentes tipos de cirurgias.”Temos as restritivas (Gastroplastia Vertical em “Sleeve”), no qual a perda de peso se faz pela redução da ingestão de alimentos. Outro tipo são as chamadas cirurgias mistas (Bypass gástrico), nesse caso acontece a redução do tamanho do estômago, havendo assim redução de ingestão e diminuição de absorção de alimentos. O último tipo são as cirurgias disabsortivas (Duodenal Switch e Scopinaro), conhecidas como desvio do intestino, pois desviam parte do caminho que os alimentos fazem, assim com um circuito menor, propicia uma menor absorção de nutrientes”, observa.

O cirurgião pontua que cada caso deve ser avaliado individualmente, antes de decidir qual método usar. “Cada uma tem suas vantagens e desvantagens, suas indicações e contra indicações. O paciente deve ser criteriosamente avaliado para que seja estabelecido o plano cirúrgico que melhor se aplica ao caso concreto. Por exemplo, é comedor de doce? É comedor de volume? É diabético? Tem doença intestinal? Tem doença esofagiana? Dessa forma, conhecendo o caso concreto, poderemos indicar esta ou aquela técnica cirúrgica”, enfatiza.

Com relação à perda de peso o médico explica que é variável. “A perda de peso está ligada à variante indivíduo e tipo de cirurgia realizada. No caso da alimentação, há também mudanças. No pós-operatório imediato e precoce, até 20 a 30 dias, costumamos deixar os pacientes operados em uso de dieta liquidificada, para após esse período progredir a dieta, que também poderá sofrer variações de acordo com a cirurgia realizada. Logo, do ponto de vista nutricional, os pacientes operados, serão acompanhados por um longo período de tempo, para serem orientados para uma dieta qualitativamente adequada. A perda de peso varia de acordo com a técnica utilizada, é esperada a perda de peso de um a um ano e meio após a cirurgia.”

Gravidez - Segundo Canavarros, mulheres que realizam a cirurgia bariátrica também podem engravidar, mas devem aguardar um período de 15 a 18 meses antes desse feito. “Temos muitas mulheres que quiseram emagrecer até para ajudá-las no quesito engravidar, já que sabemos que a obesidade é um fator limitador desse objetivo. Existem artigos mostrando que algumas técnicas, em especial as que levam a algum grau de desabsorção, estão envolvidas com o amadurecimento placentário precoce, o que poderia levar a necessidade de se fazer um parto prematuramente e o surgimento de suas conhecidas complicações para o feto. Por isso, é importante a paciente informar ao obstetra que fez uma gastroplastia, o tipo de cirurgia e fazer um bom pré-natal”, explica o cirurgião.

Na hora da decisão - Juliano Canavarros afirma que o interesse em realizar mudanças tem que partir da própria pessoa. “O paciente deve ser o maior interessado na sua saúde. Por isso, orientamos quem tem o desejo de passar pela cirurgia bariátrica a consultar um serviço onde a equipe tenha experiência, onde exista um movimento cirúrgico de vários pacientes operados mensalmente e não deixe de investigar se o seu médico tem titulação e habilidade comprovada para lhe dar a segurança que você merece”, pontua o médico, que deixa algumas recomendações para os pacientes que estão no pós-operatório, a saber: mastigar lentamente, incorporar novos hábitos alimentares, fazer refeições ou lanches intermediários, alimentar-se em local adequado, inclusive com a TV desligada, ingerir muito líquido (mínimo de 2 litros/dia) e evitar o consumo de frituras e doces.

Prevenção – A Unimed Cuiabá, que em 2015 completa quatro décadas de atuação, zela pela saúde e bem estar de seus 227 mil clientes, estimulando a adoção de práticas que evitem doenças como a obesidade e suas consequências.

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