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Sexta-feira, 15 de outubro de 2021

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Labirintite, quando o mundo parece girar

Autor: Movimento Saúde Unimed Cuiabá

22 Set 2015 - 11:42

DR. Ernani Preuss

Doença tem cura e crises podem ser prevenidas, explica otorrinolaringologista

Sensação de que tudo ao redor esta girando. Tontura, enjoo, perda de equilibro e mal-estar. Cuidado, você pode estar com labirintite! Labirintite é um termo considerado impróprio, mas muito usado para denominar um distúrbio que consiste no mau funcionamento dos canais semi circulares localizados no ouvido interno, conhecido como Labirinto Posterior.

As causas da labirintite são diversas, conforme explica o otorrinolaringologista e cooperado da Unimed Cuiabá, Ernani Preuss. “Raramente pode ocorrer uma patologia específica, a neuronite vestibular, que pode estar associada a processos inflamatórios e ou virais. Além disso podem ocorrer distúrbios cardiovasculares, tais como, hipertensão arterial, arritmias cardíacas, distúrbios hormonais, hipo ou hipertireoidismo, distúrbios metabólicos, hipo ou hiperglicemia, dislipidemias (aumento de colesterol e triglicerídeos), doenças na coluna cervical, traumatismos no Crânio e na coluna vertebral”.

O médico afirma que existem fatores de risco que aumentam as chances de um indivíduo desenvolver a labirintite. “Tabagismo, etilismo, abuso do açúcar e da cafeína, além do sedentarismo são fortes aliados que vão aumentar as chances da pessoa desenvolver a doença”, pontua Preuss.

Ernani ainda explica que o principal sintoma é a vertigem, que pode vir acompanhada de outros sintomas. “As disfunções labirínticas são classificadas em Centrais e Periféricas. Em todas, o sintoma predominante e característico é a tontura rotatória, que chamamos de Vertigem Objetiva (sensação que os objetos estão girando) e vertigem subjetiva, (sensação que o corpo está girando)”, explica o médico, ao esclarecer como é feito o diagnóstico da doença. “O diagnóstico pode ser realizado a partir de perguntas sobre os sintomas ao paciente, através de exames específicos como, exames físicos e provas labirínticas, além de exames laboratoriais e de imagens”, são várias opções, já que às vezes um simples exame no ouvido não detecta nenhum problema.

Tem cura? - Preuss deixa claro que a labirintite tem cura, que pode ser alcançada com o correto tratamento. “Desde que seja feito o diagnóstico etiológico, ou seja, desde que se descubra a causa, a origem do que causou a disfunção labiríntica. Isso se faz com a procura do especialista em Otorrinolaringologia, que através de exames específicos pode descobrir a causa e tratar o problema”, pontua.

Prevenção - Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir as crises de labirintite. Não existe regra milagrosa para prevenção, mas ter bons hábitos ajudam a melhorar, conforme explica o médico. “Sabemos que adotar bons hábitos alimentares, não abusando do açúcar, do sal e do excesso de gorduras, poderá ser um bom começo. É importante, também, não passar longos períodos em jejum ou haver longos intervalos entre as refeições. Fazer exercícios físicos regularmente, principalmente com movimentações do tronco, cabeça e pescoço, são formas de prevenção eficazes. Não ter vícios, como tabagismo e etilismo, tem grande valor na prevenção. E deve-se evitar a automedicação - ela poderá agravar o quadro clínico”, explica Preuss, acrescentando que é fundamental procurar auxílio médico precocemente, para que seja feito o diagnóstico etiológico (por meio de exame).



Qualidade de vida – A Unimed Cuiabá, cooperativa que completa em 2015 quatro décadas de atuação, zela pela saúde de seus 227 mil clientes e defende práticas de prevenção às doenças que resultam em mais qualidade de vida.

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