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Sexta-feira, 15 de outubro de 2021

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Triglicerídeos: quando o índice é sinal de alerta

Autor: Movimento Saúde Unimed Cuiabá

03 Nov 2015 - 17:51

Arquivo Pessoal

A palavra não costuma integrar o vocabulário rotineiro das pessoas, mas o que ela representa faz parte, sim, do dia a dia de todo mundo. Estamos falando dos triglicerídeos, que são as principais gorduras do nosso corpo e compõem a maior parte das gorduras de origem animal e vegetal, servindo de reserva energética importante em períodos de jejum ou alimentação insuficiente. Quando seus índices estão dentro dos limites recomendados pela medicina, ponto para a saúde. Quando extrapolam estes limites, sinal de alerta.

Segundo o médico cardiologista e cooperado da Unimed Cuiabá Fernando Pompeo de Barros, os triglicerídeos podem ser adquiridos através da alimentação ou produzidos no fígado. “Quando comemos carboidratos em excesso como doces, massas e pães, o fígado transforma esses açúcares em triglicerídeos, para serem estocados como reserva energética nos
tecidos adiposos”, explica.

Ao mesmo tempo em que a medida certa dessa substância beneficia o corpo humano, tendo como função principal reservar energia para o organismo, se a gordura estiver circulando no sangue em excesso, pode gerar a
hipertrigliceridemia, ou seja, quando o nível sanguíneo de triglicerídeos ultrapassa de 150mg/dl. Em geral, a hipertrigliceridemia não provoca sintomas. Dessa maneira, para detectá-lo, um exame de sangue é pedido pelo médico.

Conforme Fernando Pompeo, as causas das alterações nos níveis de triglicerídeos são várias. Algumas vezes por alterações genéticas, outras por dietas hipercalóricas ou, sob a presença de determinadas doenças como obesidade, diabetes mellitus, hipotireoidismo, insuficiência renal crônica e alcoolismo, ou até mesmo por uso de alguns medicamentos.

Sintomas dos triglicerídeos altos

Fernando Pompeo explica que alguns pacientes com níveis elevados cronicamente de triglicerídeos, acima de 500mg/dl, podem apresentar xantomas, ou seja, depósitos subcutâneos de gordura sob a forma de nódulos ou placas amareladas, frequentemente nas palmas das mãos, ao redor dos olhos, nos pés ou articulações.

Triglicerídeos elevados também são um dos componentes da síndrome metabólica. Esta síndrome é um conjunto de doenças (obesidade, pressão alta, alterações do colesterol, glicemia e triglicerídeos), que, associadas, vão levar ao aumento do risco de problemas cardiovasculares, e, segundo o cardiologista, pode aumentar em até três vezes o risco de
mortalidade.

“Níveis elevados de triglicerídeos também estão ligados à esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado”, pontua.

Tratamento

O tratamento consiste em reduzir os níveis dos triglicerídeos e o risco de doenças cardiovasculares.

Como explica o cardiologista Fernando Pompeo, manter hábitos saudáveis como uma alimentação adequada e prática de exercícios físicos são formas de se ter uma vida saudável. “Os níveis de triglicérides são influenciados pela alimentação saudável e atividade física”, frisa.


Outras dicas do médico são: perder peso, controlar os diabetes e o colesterol. Para isso, faz-se necessário a orientação de um nutricionista e educador físico.

Em relação à dieta, deve-se evitar o consumo de alimentos ricos em carboidratos e gorduras como: refrigerantes ou qualquer bebida rica em açúcar, bebidas alcoólicas, doces, chocolates, pães, biscoitos, massas, pizzas, batata, sorvetes, tortas, bolos, leite integral, frituras, queijos gorduroso, dentre outros.

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