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Segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Colunas

Somos mais que um corpo...

Autor: Isolda Risso

29 Jun 2017 - 18:36

Arquivo Pessoal

Porque será que as pessoas se incomodam tanto com a silhueta alheia ?

Afinal o corpo, o peso, o pé que vai carregar o sobrepeso, a vida é de quem?

Fico intrigada quando ouço: “tem um rosto tão lindo, pena que é gordinha(o) ou  “ela(e) é gorda(o), mas tem um rosto bonito” .

 Já ouvi esses comentários feito por pessoas que beira a obesidade, será que é uma forma de se consolarem vendo o outro tal qual a si mesmos ?

Não basta ter o rosto bonito, precisa ter um corpo perfeito?

De onde surgiu esta neura de ter tudo certinho conforme padrões estabelecidos por quem não tem nada a ver com a gente?

Essa coisa de estar mais gordo ou mais magro tira um tempo precioso da gente. Observa-se uma obsessão por uma silhueta esguia, como se quem for mais cheinho é quase um fora da lei. Pode não ser um fora da lei, mas gordo vira ponto de referência.

Padrões criados por pessoas conhecidas por serem formadores de opiniões, que vivem na mídia, que no mínimo tem lá os seus conflitos como todos nós, e muito mal informados em relação ao corpo humano, pois deveriam saber ou recordar-se de que genética existe, a mulher e o homem não são soldadinhos confeccionados em fábricas de brinquedos e uniformizados, são pessoas com histórias, estruturas corporais, valores, conceitos, culturas e medidas diferentes.

Profissões há, onde se exige medidas alongadas para atender o mercado da moda e exigência da passarela e mesmo assim eu entendo como adequadas e não anorexadas. Aqueles que não estão bem estruturados emocionalmente aceitam esta imposição da mídia e fica a percorrer de forma alucinada estas medidas ditas como corretas. Não estou pregando “vamos todos ser gordos!"

 NÃO, mas esta neurose por um corpo com medidas perfeitas é um absurdo.

Graças a Deus esse conceito esta começando a modificar-se mundo a fora, embora o ser magra permaneça ditando as regras, os corpos esqueléticos já estão sendo vistos como doença e não como referência de beleza. Não questiono os benefícios que uma silhueta magra tem em relação a uma cheinha, mas é importante respeitar nossa estrutura, o que não quer dizer: ah… eu sou gorda mesmo então vou comer tudo que me vem pela frente, a coisa não é bem por ai.

Devemos estar buscando nos sentir melhores sempre que possível, seja emocionalmente, esteticamente, fisicamente, financeiramente e principalmente espiritualmente. Querer estar bem, almejar outros patamares é parte do progresso e do crescimento humano, mas quando esta busca passa a ser obsessiva, podemos classificar como doença e ai é preciso se tratar!

Um abraço…
 
*Isolda Risso é Personal & Professional Coaching Executive, Xtreme Life Coaching, Neurociência no Processo de Coaching, Programação Neurolinguística (PNL) pedagoga por formação, cronista, retratista do cotidiano, empresária, Idealizadora do Café Com Afeto, mãe, aprendiz da vida, viajante no tempo, um Ser em permanente evolução. Uma de suas fontes prediletas é a Arte. Desde muito cedo Isolda busca nos livros e na Filosofia um meio de entender a si, como forma de poder sentir-se mais à vontade na própria pele. Ela acredita que o Ser humano traz amarras milenares nas células e só por meio do conhecimento, iniciando pelo autoconhecimento

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