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Autor: Isolda Risso

09 Mai 2018 - 16:38

Arquivo pessoal

Paul Kordis (consultor empresarial de organizações norte-americanas, co-autor do livro a Estratégia do golfinho e autor de Mane your passion, nos diz: “a velocidade com que mudam os paradigmas da sociedade e da ciência é uma das características mais marcantes da humanidade a partir do século passado”. Ainda não temos claro em que ritmo as mudanças estão ocorrendo e possivelmente nos próximos 25 anos a humanidade progredira mais do que todo século XXI.

Hoje temos a bioengenharia, Nanotecnologia, Macrorrobótica, Machine cognition. Ilustramos somente uma pequena parte das novas ciências. Para muitos (se não for a grande maioria) estes termos são absolutamente novos. Para outros sãoconsiderados do século passado e para um número muito seleto de indivíduos já são ultrapassados. Tão ultrapassados como temos a nítida impressão de que estão determinadas posturas do homem. Vejo como um fato interessante determinados valores, certas expressões e atitudes.

Quando encontramos uma pessoa ética “nos tempos atuais” chega a causar estranheza e este Ser de natural passa a ser considerado um ser interplanetário causando admiração e fomentando elogios. Sou e sempre serei a favor de valorar as conquistas do homem, no entanto a ética, a integridade moral, a responsabilidade social, são posturas que deveriam ser vistas com naturalidade. Fico intrigada com a forma de proceder de determinadas criaturas. Para algumas pessoas, horário deixou de ter o significado que tem.Veja bem, marca-se um determinado horário e já se computa o atraso como algo esperado, naturalíssimo e se você é daqueles que cumpre horário, acaba sendo descriminado.

Hoje existe o jeitinho, uma forma (colorida) de despistar alguma gambiarra, a mentirinha sem maldade, a suave a branca e ate a bem intencionada. Comer em supermercado (sem que seja oferecido ou guardado a embalagem para que seja pago na saída) já não e mais ladroagem, na melhor das hipóteses uma forma de constatar se o produto é bom ou não. Hoje em dia é mãe matando filho, filho estrangulando pai. Corrupção, pessoas que deveriam preservar pela segurança da população são em muitos casos causadores das grandes extorsões. Poderíamos ficar a relatar uma série de distorções, mas esta não é nossa intenção, para tal, já existem outros meios de comunicação.

Como a sociedade se encontra e partindo do princípio de que a sociedade somos nós, sabemos ou deveríamos saber que estamos agindo como náufragos, perdidos entre o que pensamos ser, o que aparentamos, o que desejamos, sem saber ao certo quem de fato somos. Minha pergunta é: como que em meio a tanta evolução intelectual, tecnológica,científica, o homem não evoluiu na mesma proporção a moral? 

Em busca de novas descobertas a criatura humana viaja cada dia a lugares mais distantes. Distância, se aplicada a determinadas situações é uma palavra distante, no entanto,este mesmo homem não encontra tempo e nem passagem para viajar para dentro, distanciando-se cada dia mais de si mesmo. Alimenta-se de sensações. Nos relacionamentos vive na superficialidade, mergulhado em emoções que lhe consomem a calma, não tem tempo para ouvir, muito menos se sentir. Acredito que a moral está diretamente ligada aos conceitos que temos em relação à existência, se não sabemos ao certo quem somos, para que viemos, e para onde vamos.

Onde os meus olhos alcançam, torna-se o ponto máximo de minha subsistência em detrimento de uma verdadeira existência. Viajar, desbravar, investigar, descobrir o nosso e outros planetas sempre fez parte da curiosidade e necessidade humana, no entanto os tempos são outros, a própria insatisfação que o homem vive é nosso maior indicador de que algo anda muito errado com nós mesmos.

Podemos dizer que é o governo, a economia, a padaria ou seja lá o que for. Mas grande verdade é que o homem esqueceu-se de si mesmo, ainda não encontrou tempo de se ouvir, entender a que veio, permanece vagando e sendo mais um em meio a grande multidão, abrindo um espaço cada vez maior entre ele e a paz.

*Isolda Risso é Personal & Professional Coaching Executive, Xtreme Life Coaching, Neurociência no Processo de Coaching, Programação Neurolinguística (PNL) pedagoga por formação, cronista, retratista do cotidiano, empresária, Idealizadora do Café Com Afeto, mãe, aprendiz da vida, viajante no tempo, um Ser em permanente evolução. Uma de suas fontes prediletas é a Arte. Desde muito cedo Isolda busca nos livros e na Filosofia um meio de entender a si, como forma de poder sentir-se mais à vontade na própria pele. Ela acredita que o Ser humano traz amarras milenares nas células e só por meio do conhecimento, iniciando pelo autoconhecimento.

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