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Terça-feira, 01 de dezembro de 2020

Colunas

Vamos trilhar?

Autor: Simone Alves

14 Dez 2018 - 14:37

Fazer trilha é algo muito especial. Cada grupo tem características próprias. Tem a completude da união das diversas personalidades de seus integrantes. Fazer trilha é estar rodeado de gente do bem, onde cada um tem sua história. São narrativas de sucesso, intempéries, dores, alegrias ou de quem está ali puramente buscando a socialização. Trilhar é revigorar a alma. Entenda o porquê!

Vamos para a trilha pensando em fazer um mergulho profundo em nós mesmos, em nossos mais reservados sentimentos. Contudo, não paramos para pensar que nos imergimos também no próximo. Sim! Pois, caminhando, em meio à natureza, e deixando de lado a vida corrida da cidade grande conseguimos nos concentrar no outro. Ao nos preocupar com o bem-estar dos parceiros de trilha, recuperamos nossa proatividade. Ficamos disponíveis a ajudar, dar as mãos, aquele incentivo, um impulso ou até um empurrão. Acolhemos continuamente, pois sempre tem gente chegando ou indo e voltando.

E na trilha nos salta aos olhos alguns detalhes: a roupa mais colorida, a mochila mais cheia dos ‘paranauês’, o chapéu mais apropriado, o celular “top das galáxias”, sunga vermelha, aquele biquíni ou maiô que parece de alfaiataria ou mesmo aquele comprado na lojinha da esquina que faz tanto sucesso quanto no meio da galera. 

E nos jeitinhos de ser encontramos: comilões fits, esfomeados que nem ligam paradieta, meigos que se encantam até com uma pedrinha comum, bravinhos, tímidos, expansivos, apressados, impacientes que perguntam o tempo se está chegando, há quem fala baixinho, fala muito alto, há quem parece que trabalhou no circo, investigadores, agitadíssimos, medrosos, zelosos, zombadores, líderes, sossegados, os que renovam os sentimentos por uma ex a cada trilha e por aí vai. Como dito no início deste texto, um complementa o outro.  

E as fotos que o amigo tanto deseja não podem faltar. Às vezes a imagem não sai como a expectativa, e tudo bem! Tentamos mais umas dezenas de vezes. O colega que arrume paciência para o dia de modelo de cada um. E todos viram modelos mesmo. E isso tem muito valor.

E quando pensamos em tudo isso, claramente percebemos o quão é importante ser empático e interagir. O calor humano nos deixa mais calmos e abertos para a vida! Ali na trilha ou já no sussurrar da cachoeira não queremos guerra com ninguém, só paz, alegria, gargalhadas e mil aventuras. O resultado é o prazer de se ter muitas histórias para contar!

Simone Alves, jornalista em Cuiabá e aprendiz de aventureira  

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