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Rondonopolitana selecionada para o Bolshoi Brasil pede ajuda financeira para continuar na escola

Da Redação - Isabela Mercuri

19 Jan 2016 - 17:00

Foto: Arquivo Pessoal

Rondonopolitana selecionada para o Bolshoi Brasil pede ajuda financeira para continuar na escola
A rondonopolitana Sara Centenaro, 11, já está um ano mais próxima de seu sonho: se formar uma bailarina do Bolshoi. Depois que foi uma das 22 garotas do Brasil a ganhar uma bolsa de estudos na Escola de Teatro Bolshoi no Brasil, com sede em Joinville (única filial do Teatro Bolshoi de Moscou presente no mundo), em novembro de 2014, a garota passou a viver em Santa Catarina e respirar balé. Agora, no entanto, sua carreira está ameaçada por falta de recursos para viver na cidade.

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A garota começou a dançar aos oito anos, convidada por uma amiga. As aulas, em Mato Grosso, ela fazia gratuitamente na Fundação Maria Menina. Em pouco tempo, sua professora enxergou nela um grande potencial e a inscreveu em uma seletiva em Goiás: “Eram 500 meninas e ela foi selecionada para a próxima etapa, que foi em Joinville. Lá eram duas mil, e ela foi escolhida dentre as 20”, conta orgulhosa a mãe, Eridam Silva.

No começo de 2015, então, mãe e filha se mudaram para Joinville. Lá, o Bolshoi custeava transporte, uniforme e alimentação de Sara enquanto ela estava na escola, mas Eridam trabalhava como operadora de caixa em um posto para pagar aluguel e outras despesas. “Só que eu tive um problema de saúde e tive que passar por uma cirurgia, o que prejudicou porque tive que parar de trabalhar”, conta a mãe.

Depois do incidente, mãe e filha voltaram para Rondonópolis, nas férias da escola, e agora não sabem se Sara conseguirá retornar ao Bolshoi: “Eu não posso mais morar em Joinville com ela, tenho outros filhos aqui. A solução seria ela ficar na Casa Social da escola”, explica Eridam. “Só que para morar nesta casa ela tem que pagar mil reais por mês, e eu não tenho condições”.

Agora, mãe e filha buscam ajuda para seguir o sonho. Faltam apenas sete anos para a garota se formar bailarina, e quem sabe seguir para a Rússia, para outras companhias, ou até dar aulas na escola. “Tem meninas que com três, quatro anos já vão para a Rússia”, conta Eridam.

Enquanto está em Joinville, Sara tem que frequentar a escola e ter bons resultados: “A escola não aceita alunos que não tem notas boas. Neste ano, Sara até ganhou um selo de garota de ouro da Bolshoi por causa das boas notas”, conta Eridam, orgulhosa.

Como bailarina Sara também se destacou, e neste primeiro ano já apresentou o Quebra Nozes e outros espetáculos. Agora, espera ajuda para continuar realizando seu sonho. Qualquer pessoa que quiser ajudar, tanto com as mensalidades quanto com as passagens para Joinville, pode entrar em contato com a mãe da garota pelo telefone (66) 9661-1827. 

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