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Estudantes projetam luva tradutora de sinais e conquistam vaga entre finalistas de feira de ciência

Da Redação - Naiara Leonor

16 Mar 2016 - 17:04

Foto: Da Assessoria

Estudantes projetam luva tradutora de sinais e conquistam vaga entre finalistas de feira de ciência
Com o auxílio da ciência, estudantes da Escola Estadual Oscar Soares, de Juara, querem facilitar a comunicação das pessoas com deficiência auditiva com o mundo a sua volta. O projeto de uma luva que traduz linguagem de sinais é finalista da Feira Nacional de Ciência e Engenharia (Febrace), que começa nesta terça-feira (15) e vai até sexta-feira (18), na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).

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Para ter a chance de ser escolhido como um dos finalistas da Feira, os projetos deveriam abranger diversas áreas do conhecimento e se destacarem por oferecerem soluções criativas para problemas reais, a exemplo de novos mecanismos de controle do mosquito Aedes aegypti ou de tecnologias para reduzir acidentes por embriaguez ao volante ou monitorar e resgatar crianças esquecidas em automóveis.

O projeto da luva que transforma a Língua Brasileira de Sinais (Libras) em fala, selecionado para participar da Feira, é de autoria do grupo que cursa o Ensino Médio Integrado a Educação Profissional (Emiep), curso técnico em informática, composto pelo aluno João Gabriel dos Santos França, o ex-aluno Adriano dos Santos Freide, orientados pelo professor Cleber Severino Guedes.

Segundo o professor Cleber Severino Guedes, o projeto foi aperfeiçoado para se destacar entre os finalistas da Feira. Sensores foram trocados e um foi acrescentado na região da palma da mão, para captar o eixo e movimento. “Ela permite reconhecer todas as letras do alfabeto e números de zero a nove. Estamos animados por estar participando de um evento em nível nacional, e confiantes que nosso projeto irá alcançar uma boa classificação”, frisou.

E está não é a primeira vez que a dupla de amigos se classifica para participar de um evento científico. João Gabriel e Adriano conquistaram a vaga na Febrace durante a II Feira de Ciências da Educação Básica de Mato Grosso (Feceb-MT), realizada em outubro do ano passado, em Cuiabá, pela Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc).

Apesar da boa intenção, o projeto não é inédito, outras luvas tradutoras já existem, no entanto, elas são caras ou de difícil acesso. A intenção dos estudantes é tornar a tecnologia acessível. Para isso, eles foram apoiados pela direção da escola, que auxiliou com equipamentos. A luva, por exemplo, foi cedida por pessoas que falam libras. O equipamento que segura a placa é uma braçadeira usada por corredores. E demais itens que compõe o trabalho são materiais que foram reutilizados.
Febrace

Esta edição conta com 341 projetos de 752 estudantes dos ensinos fundamental, médio e técnico de escolas públicas e particulares de todo o Brasil, orientados por 476 professores. Os finalistas foram selecionados entre um grupo de mais de 2,2 mil, submetidos diretamente pelos estudantes ou por meio das 125 escolas afiliadas.

Na mostra, os trabalhos serão avaliados por pesquisadores e especialistas de diversas áreas do conhecimento. Os autores dos melhores trabalhos ganharão troféus, medalhas, bolsas e estágios, num total aproximado de 200 prêmios. Também concorrerão a uma das nove vagas para representar o Brasil na Feira Internacional de Ciências e Engenharia da Intel (Intel ISEF), que será realizada em maio, na cidade de Phoenix, Arizona, EUA.

Para a viagem, a equipe de Mato Grosso contou com apoio de instituições, patrocinadores e da Seduc.

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