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Terça-feira, 20 de outubro de 2020

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Cuiabano e sócios criam game sobre surto de presidente no dia do impeachment

Da Redação - Isabela Mercuri

10 Mai 2016 - 17:05

Foto: Reprodução / Braising

Página do jogo 'Impeachment - Dia de Fúria'

Página do jogo 'Impeachment - Dia de Fúria'

Um cuaiabano e dois curitibanos desenvolveram um jogo chamado “Impeachment – Dia de Fúria”, uma paródia da situação política do Brasil. Gratuito, o game pode ser acessado em seu navegador e será lançado também em aplicativo gratuito para Android.

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Formada pelo cuiabano Diego Duarte, que mudou-se para Curitiba, por seu sócio Venyton Izidoro e o estagiário Rodolfo, a empresa Braising,responsável pelo jogo, trabalha principalmente com desenvolvimento de serviços web e aplicativos móveis, mas também tem um setor de arte 3D e jogos.

Essa não foi a primeira ideia de jogo relacionado a temas políticos da empresa. Neste ano, eles já desenvolveram o ‘Corre Molusco. “Nesse jogo o jogador controla um ex-presidente fictício chamado Molusco, que foi acusado de alguns crimes e deve correr das viaturas da polícia pela cidade. Enquanto foge ele deve coletar sacos de propina para ganhar pontos”, explica Venyton.

A ideia do jogo do impeachment veio logo depois, enquanto eles produziam um game satírico, não relacionado com o tema, e pensaram que o atual cenário político se encaixaria perfeitamente na ‘trama’.

No jogo, uma presidente prestes a sofrer um impeachment entra em um surto psicótico e resolve destruir tudo a seu redor. “O jogo tem 30 fases, cada uma com um objetivo específico. Alguns exemplos são: "Destrua 10 vans da imprensa golpista", "Elimine 50 parlamentares traidores", "Derrote o juiz golpista", "Golpe militar? Destrua 10 tanques de guerra!", "Destrua 30 caixas de evidências", etc. O jogo também conta com quatro "chefes"," o Japa" (um policial), a jurista "Jana", "Dudú" o Traidor Golpista, e "O Juiz". A mecânica do jogo permite que o jogador possa coletar e usar diversas armas e pilotar qualquer veículo do cenário (de simples carros até tanques de guerra, jatos e helicópteros de combate). Praticamente todo o cenário é destrutível, até os edifícios. É o caos total! Muito divertido”, explica Venyton.

Apesar de nova no mercado, a Braising já lançou cinco jogos. Sobre a ideologia por trás, eles afirmam que criticam ‘os dois lados’: “Temos no jogo críticas à corrupção e desordem no governo. Temos no jogo também paródias de parlamentares de oposição ao governo, que são completamente agressivos e querem derrubar a presidente a todo custo. Há também referências a alguns personagens do judiciário, parlamento e da polícia federal que são realmente "durões" e bem difíceis de derrotar”, finaliza o sócio.

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