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Artista plástico chapadense 'volta às origens' e expõe obras que retratam o cerrado em cidade natal

Da Redação - Isabela Mercuri

27 Jul 2016 - 14:15

Foto: Divulgação

Obra de Márcio Aurélio

Obra de Márcio Aurélio

Telas, pedras e até mesmo elementos da sociedade de consumo como latas, arames, pedaços de madeiras, plásticos e telhas são transformados em arte pelas mãos de Márcio Aurélio e estão expostos na cidade de Chapada dos Guimarães até o próximo dia 20 de agosto.

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O artista plástico, nascido no cerrado chapadense, volta às terras natais com o incentivo do edital Circula MT, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura. Suas obras estão disponíveis para visitação pública no Núcleo de Estudos e Organização da Mulher, localizada no antigo Hospital Frei Osvaldo, de terça-feira a domingo, das 13h às 18 horas.

“Voltar a Chapada e revelar para ela como eu a vejo é uma coisa que sonhei nessa vida. Foi nesta cidade que a arte começou a fluir em mim. Aos seis anos, minha tia fez uma laje de rio, em um a roda e aí descobri o poder da transformação. Quando criança, fabricava brinquedos, subia em cabo de vassouras e voava. O cavalo criava asas. Acho que é o poder da criação exercitado desde criança. Foi nessa fase que descobri as cores da piçarra, tudo que faço hoje, faço desde o começo. Acho que meu objetivo é enaltecer a inutilidade das coisas. As transformo em oração”, comenta o artista.

Carlos Ferreira, mestre em Estudos de Cultura Contemporânea pela UMFT (ECCO), é amigo de Márcio e comenta a relação ‘fraternal’ das obras com o artista:


“A obra de Márcio Aurélio dos Santos tem a essência do cerrado e se inscreve absorta como a vegetação contorcida. Desse que, para sobreviver, vai buscar água até três metros de profundidade. Por isso a sua obra tem um percurso sinuoso, lento, pachorrento, calmo e silencioso como também são as águas dali, que lava pedra por pedra sem fazer alarde, esculpindo escrituras pictóricas como se estivesse escrevendo uma carta em pergaminho, sem pressa de chegar ao destinatário”, diz.

Aline Figueiredo, crítica de arte e curadora da mostra, complementa que as obras de Mário também denunciam sua personalidade ‘curiosa’: “Mário Aurélio captura o cerrado, entrando mesmo dentro da paisagem, com o domínio fitogeográfico do registro. Parece um desenhista expedicionário a traduzir também a memória utópica de um jardim do Éden”, destaca.

De acordo com a assessoria, a exposição em Chapada conta com o apoio do Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT e as prefeituras municipais de Cuiabá e Chapada dos Guimarães.

Serviço

Reflexões Telúricas, em Chapada dos Guimarães
No NEOM - Núcleo de Estudos e Organização da Mulher
Rua Stº Antonio, 160 – Antigo Hospital Frei Osvaldo
Visitação de terça-feira a domingo, das 13h às 18h

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