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Auditor do TCE é premiado em salão nacional de arte por obras 'geométrico abstratas'

Da Redação - Isabela Mercuri

06 Ago 2016 - 14:42

Foto: Isabela Mercuri / Olhar Conceito

Rodrigo Sávio

Rodrigo Sávio

O cuiabano Rodrigo Sávio, 40, foi o único mato-grossense a ser premiado no 32° Salão de Artes de Jacarézinho, no Paraná. A mostra, que começa no próximo dia 31 de agosto na cidade paranaense, premiou três obras do artista plástico (duas delas ficarão como acervo permanente).

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A história profissional de Rodrigo com a arte é recente, mas de forma amadora a vocação apareceu desde a infância. “Desde criança eu desenhava, mas sempre com régua, transferidor, esquadro, e não à mão livre. Por isso não tinha muito incentivo, como se fosse um demérito”, conta. Hoje, suas obras – que ele chama de geométricas abstratas ou abstratas – são reconhecidas nacionalmente.

Auditor do Tribunal de Contas do Estado, Rodrigo só voltou a pintar em 2006, aos 30 anos de idade, quando entrou em contato com a arte para decorar seu apartamento. “A decoradora fez tudo, colocou algumas gravuras, mas deixou um espaço em branco e me disse que era pra eu escolher uma obra de arte para colocar lá. Eu fui comprar, e depois não parei mais, fui comprando outras”. Aos poucos, Rodrigo voltou sua atenção para a arte.



Depois disso, em uma viagem a trabalho para Arenápolis, encontrou com uma professora de arte que o instigou a pintar. “Ela perguntou se eu nunca tinha pintado, e eu disse que não tinha coragem, mas tinha vontade. Aí ela foi comigo na papelaria, comprou os materiais, e durante as três noites que fiquei na cidade me ensinou as primeiras noções”.

Seis anos depois, em 2012, Rodrigo colocou na cabeça que deveria ter a arte como profissão. No ano seguinte, fez sua primeira exposição na Casa do Parque e continuou. “Expus no TCE, em São Paulo, e minha primeira exposição individual foi em Mato Grosso do Sul, na comemoração de aniversário do estado”.

A ‘escolha’ pela arte abstrata, na realidade, não foi racional. “Minha tendência sempre foi para a área abstrata e geométrica, porque neste tipo de arte permite que uma pessoa veja hoje e remeta a uma coisa, e daqui a dez anos veja de novo e sinta outra coisa. Gosto dessa arte livre, que não esteja vinculada e presa a um significado. Eu posso ter pintado pensando em uma coisa, mas se a pessoa vê e sente outra, também está certo”, afirma.



Nova técnica

Depois de anos de experimentação, o artista autodidata começou a pesquisar uma técnica de cristalização das obras. “Eu assisti a uma palestra sobre uma feira de arte que aconteceu na Espanha e achei a técnica linda, principalmente porque ela deixa a obra duradoura, ela fica conservada com vivacidade. O acabamento tem um estilo diferenciado”, afirma o artista.

Foi essa técnica (segundo Rodrigo, não há outro artista brasileiro que usa) que deu a ele os últimos prêmios e nomeações. Neste ano, participou do 30° Salão de Artes Plásticas de Arceburgo (MG), em setembro participa do 1° Salão Pan-Amazônico de Artes, em Manaus, e do 32° Salão de Artes de Jacarézinho, onde foi premiado.

“E eu vou me inscrevendo em vários, inclusive fora do Brasil. Já me inscrevi para salões na Itália, Estados Unidos, Espanha, Luxemburgo. Vamos tentando”.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho de Rodrigo pode entrar em seu SITE.

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