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Arte e Sonho se misturam em feira de artesanato realizada na FIT Pantanal

Da Redação - Lázaro Thor Borges

23 Abr 2017 - 14:11

Foto: GCom MT

Arte e Sonho se misturam em feira de artesanato realizada na FIT Pantanal

A pele tostada pelo sol, a cabeça branca e o corpo franzino fazem de Gilson Espósito, artesão e agricultor de 66 anos, uma figura atávica. Mas é justamente do seu avô que o velhinho tira a inspiração para marchetar a madeira, lixar a casca do côco e ver nascer pelas suas próprias mãos os objetos quase mágicos que vende na Feira Internacional de Turismo do Pantanal (FIT - Pantanal), desde a última quinta-feira (20).

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“Sou artesão há mais de 15 anos, eu tenho trabalhos aqui como essa colher de pau, que é herança do meu avô. E depois que eu comecei a trabalhar com artesanato eu lembrei do meu avô, parece que quando eu estou trabalhando ele está junto de mim”, conta Espósito ao rememorar o avô paranaense, principal influenciador de seu ofício.

 

Cada artesão que expõe na FIT deste ano tem uma história diferente para contar. O “Seu Gilson”, por exemplo, percorreu 774 km do município de Juína até a capital mato-grossense para expor suas chaleiras de côco e de castanha-do-pará. Um artesanato produzido e retirado no antro sempre verde da floresta amazônica, no sítio onde ele também planta e colhe para complementar a renda.

 

A diversidade de Mato Grosso reflete nas pequenas obras de arte dispostas em cada estantes do local. Enquanto a castanha extraída da floresta vira bule, o fruto suculento dos Campos Cerrados vira doce. Artesanato também é comida. Por isso é que a artesã Deise Martins exibe orgulhosa os seus potes coloridos e cheios da mais deliciosa frutose, açúcar que escorre da seiva das fruteiras para o tacho de onde sai a sobremesa cuiabana.

 

“Olha aqui eu tenho várias doces. Eu tenho o furrundú, eu trabalho com o caju, com a nossa mangaba que vem lá de Chapada, do nosso Cerrado. Eu já estou até vendendo de encomenda para o pessoal de outras cidades que veio aqui e gostou e querem revender no interior”, conta satisfeita a doceira.

 

Depois de comprar comida de verdade, o turista curioso só precisa dar mais alguns passos para encontrar comida de mentirinha. É o biscuit da artesã Sideneia Rocha, que se define como uma biscuiteira da “área regional”. O biscuit - palavra que em inglês significa ‘biscoito” - é produzido a partir de uma mistura de amido de milho, cola branca para porcelana fina e conservantes naturais, como vinagre e limão.

 

Apesar da pegada bairrista, a estante da biscuiteira na FIT Pantanal é cheia de diversidade. No seu stand, tuiuiús, onças e jacarés dividem espaços com bonequinhos anônimos, todos feitos de porcelana branca. É que além de modelar os animais pantaneiros a artesã também faz caricaturas minúsculas de seus clientes, tudo modelado na ponta dos dedos.

 

“Isso aqui é a modelagem mesmo, você tem que ter a manha na mão. E eu já faço isso há oito anos, participando de várias feiras, trabalhando ali do lado da Igreja Matriz, na feira de artesanato, vendendo os meus produtos, vivendo só do artesanato mesmo”, conta ela.

Último dia


Neste domingo (23) o espaço cultural terá shows de artistas regionais a partir das 18h. O primeiro a se apresentar é a dupla Eldes e Candinho, em seguida o grupo Chapada in Concert. Às 20h tem a apresentação do grupo Chalana de Cáceres. E o encerramento da noite fica por conta do trio Pescuma, Henrique e Claudinho.

A programação segue com Feira de Negócios, Esportes de Aventura, Festival Gastronômico, Oficinas no Espaço Gourmet, Feira de Artesanato e Apresentações Culturais. Os portões da feira abrem às 16h e a programação vai até às 22h, no Centro de Eventos do Pantanal.

 
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