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'Geni' é uma travesti do Porto e Zepelim um traficante vingativo no 'Espaço InCasa'

Da Redação - Isabela Mercuri

25 Abr 2017 - 11:00

Foto: Divulgação

'Geni' é uma travesti do Porto e Zepelim um traficante vingativo no 'Espaço InCasa'
Na Ópéra do Malandro, peça de teatro escrita por Chico Buarque em 1978, a personagem Geni é uma travesti que salva a cidade de um enorme Zepelim. Em Cuiabá, em 2017, a personagem se transforma em uma travesti do bairro do Porto, na apresentação dirigida por André D’Lucca, que acontece no espaço InCasa dos dias 27 a 30 de abril.

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O espetáculo foi feito a partir de uma criação coletiva, e é o primeiro em Cuiabá a ter uma mulher transexual como protagonista, Bi Pinheiro, que interpreta Geni. “A primeira vez que eu ouvi essa música eu tinha uns sete anos de idade. Eu estava na casa de uma prima e a música me chamou a atenção. Eu não entendi muito bem a história, mas eu fiquei com dó da Geni pela questão dela ser apedrejada o tempo todo no refrão da música”, lembra o diretor André.
 
Além de Geni, outros onze personagens participam da trama, dentre eles ‘José Pelintra’, um traficante que veio de São Paulo a negócios, foi traído e ficou quinze meses preso no Pascoal Ramos. Quando saiu, prometeu se vingar de Cuiabá, mas mudou de ideia ao conhecer Geni.
 
Claudia Tremer, socialite que zela por sua Ong “Belas Recatadas e do Lar”, Marta do Santo Espírito, beata muito preocupada com a salvação, Pastor Átila, um hipócrita, Lilli, melhor amiga da Geni, antropóloga e blogueira, César Mattar, prefeito e banqueiro da cidade, Kaka, prostituta, Bartolomeu, filho de Marta, e Serena, uma sulista que veio morar em Cuiabá, são os outros que compõem essa história.
 
Além de D’Lucca, diretor, participam da produção da peça Eloá Pimenta, a coreógrafa Aline Fauth e a preparadora vocal Laura Pompeu. “Em meus 15 anos como coreógrafa é a primeira vez que trabalho em um projeto de teatro tão intimista. O meu trabalho de direção de corpo é imprimir nos personagens personalidade e características distintas que ajudam o público a identificar suas peculiaridades e criar empatia entre o público e o papel do personagem. Já como coreógrafa o meu papel é o de criar um contexto entre a música, a cena, a coreografia, os personagens e o público, imergindo todos na narrativa. Apesar de toda minha bagagem com teatro mu    sical, esta experiência tem sido de valor significativo, tanto profissional, quanto pessoalmente relevante!”, pontua Aline Fauth.
 
A classificação indicativa da peça é de 16 anos. Os ingressos custam R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), para estudantes, professores, doadores de sangue, policiais, funcionários públicos e amigos da rede social de André D`Lucca, no Espaço Incasa. Mais informações pelo telefone (65) 9 9292-9907.
 
Serviço

 
Geni
Local: Espaço InCasa – Rua das Violetas, 130 – Jardim Cuiabá
Data: De quinta (27) a domingo (30)
Horários: 19h e 20h30
Ingressos: R$60 (inteira) / R$30 (meia)
Informações: (65) 99292-9907
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