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No Dia Mundial do Turismo, maior feira do setor abre as portas com discursos otimistas e pedidos ao governo

De São Paulo - Isabela Mercuri

27 Set 2017 - 12:27

Foto: Isabela Mercuri / Olhar Conceito

Abertura da ABAV Expo, em SP

Abertura da ABAV Expo, em SP

Começou na manhã desta quarta-feira (27), a 45 edição da Feira Abav Expo, da Associação Brasileira de Agências de Viagens, e 48 edição do Encontro Comercial Braztoa, em São Paulo. Com o tema ‘reconstrução’, o evento vem com novo fôlego, mostrando um trade turístico  esperançoso. Dentre os convidados, estavam os Ministros da Cultura Sérgio de Sá Leitão e o Ministro do Turismo Marx Beltrão, além dos presidentes de diversas associações ligadas ao setor. O secretário adjunto de turismo de Mato Grosso, Luiz Carlos Nigro, e o presidente da ABAV-MT, Joary Proença, também prestigiaram o lançamento.

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Para Edmar Bull, o anfitrião e presidente da Abav nacional, a realização do evento, inclusive durante o nomeado Dia Internacional do Turismo (27 de setembro) e o Ano Internacional do Turismo Sustentável, declarado pela ONU, veio a calhar. Bull lembrou dos números, como os 7,3 mil empregos diretos que o turismo gera, e afirmou que, somente nesta feira, foram 1200 empregos gerados. Para além disso, pediu ao ministro Marx Beltrão pela flexibilização dos vistos, pela aprovação da nova Lei Geral do Turismo e por mais atenção ao setor.

Edmar Bull, presidente da ABAV (Foto: Isabela Mercuri / Olhar Conceito) 

“Nos estamos num momento de reconstrução. Se ano passado elegemos a união e integração como palavras de ordem, neste, sem sombra de duvida, a palavra é reconstrução. Não só nos nossos agentes de viagens, como na feira, o senhor sabe muito bem, Ministro, a luta que tivemos para colocar a feira em pé”, disse.
 
Magda Nassar, presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), fez questão de trazer números menos empolgantes, principalmente quando comparados a outros países. Ela citou, por exemplo, a porcentagem que o turismo tem no PIB do mundo, que é de 11%, em relação ao do Brasil, de apenas 3,2%. Em comparação, no Chile este número é de 10%, e na Colômbia, de 6%.

Magda Nassar (Foto: Isabela Mercuri / Olhar Conceito) 

“Vamos dar os parabéns pra eles, nossos vizinhos que vão nos ensinar o caminho para chegar lá”, lamentou. “Vamos refletir sobre isso. São números surreais. Nós somos o maior país do continente, nós acabamos de receber as Olimpíadas e a Copa do Mundo, duas grandes janelas, e mesmo assim o Brasil continua como coadjuvante”. A presidente também pediu, para isso, apoio do poder público, e voltou a cobrar o ministro principalmente pela Lei Geral.
 
Em resposta, Marx Beltrão, em seu discurso, de forma mais otimista, afirmou que vai acelerar o processo para a votação. “Estamos num momento muito importante para o turismo brasileiro. Ontem nós reunimos o Paulo Azzi, que é presidente da Comissão de Turismo, o Herculano, que é presidente da Frente Parlamentar de Turismo, o Vinícius que é presidente da Embratur, juntamente comigo e com o presidente do Congresso para que a gente encontrasse uma forma o mais rápido possível para que as ações do turismo fossem votadas em Congresso nos próximos dias. O presidente topou colocar em votação hoje em regime de urgência, para que na semana que vem, ou quem sabe daqui a duas semanas alguns temas importantes para o turismo nacional possam ser votados”. Dentre estes temas, está também a Lei. “Nós fizemos 118 alterações na Lei Geral do Turismo, uma lei que nasceu há oito anos e a modernidade foi passado, 118 alteracoes, tem outras alterações também que o trade nos cobra e quer fazer, e que agora está nas mãos do relator”.

Marx Beltrão, ministro do Turismo (Foto: Isabela Mercuri / Olhar Conceito)
 
O ministro ainda afirmou que trabalha com a flexibilização dos vistos de entrada de estrangeiros, como do Canadá, Japão, Canadá e Estados Unidos, que passarão a ser feitos online e com liberação em 72 horas, e na China, que, embora ainda não seja totalmente virtual, já tem uma série de avanços. “Eu fui até o Itamaraty falar sobre a questão dos vistos, e eles me disseram que era o princípio da reciprocidade. Que reciprocidade, se nós enviamos para os Estados Unidos, todos os anos, mais de doze milhões de turistas, e eles nos mandam 500 mil? Nós queremos facilidade, nós queremos modernidade. Se nós queremos ser competitivos, temos que tirar a burocracia do caminho”, completou.
 
*O Olhar Direto viajou para a ABAV a convite da própria associação.  
  

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