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Agência cuiabana oferece intercâmbio para adolescentes na Austrália e Nova Zelândia

Da Redação - Isabela Mercuri

20 Mar 2018 - 16:13

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Katia Mackenzie

Katia Mackenzie

Mandar os filhos para estudar fora do país aos catorze anos pode parecer estranho, cedo demais e até amedrontador para alguns pais, mas para a pernambucana Katia Mackenzie, diretora da ‘Discovery Education’ e moradora da Nova Zelândia há 28 anos, não é nada mais do que corriqueiro e, sempre, uma experiência incrível. Levando adolescentes para seu atual país e para a Austrália há mais de vinte anos, ela também mandou o próprio filho, aos catorze, para a Alemanha, e garante que os benefícios são incontáveis: “além da língua, eles voltam mais independentes, mais responsáveis e mais gratos”.

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Katia esteve na última segunda-feira (19) na Experimento Intercâmbio, empresa que abriu as portas em Cuiabá em agosto de 2017, mas é a mais antiga do Brasil na área, com 50 anos de experiência. Sua intenção era divulgar o programa de High School (ensino médio) nestes países da Oceania.

O programa é feito com adolescentes de 14 a 17 anos, que ficam de um trimestre a um ano estudando fora, em escolas cadastradas da Austrália ou da Nova Zelândia. Os estudantes ficam em casas de famílias hospedeiras, estudam meio período e tem a obrigatoriedade de fazer cinco matérias obrigatórias, mais uma eletiva.

Durante este período, os alunos são acompanhados pela escola, pela família e também pela Discovery, agência receptiva. Segundo Kátia, a ideia de fazer intercâmbio cada vez mais cedo tem se popularizado no mundo. “É difícil no Brasil, mas os asiáticos mandam seus filhos a partir de nove anos de idade”, afirma. “Eu mandei o meu filho com 14 anos fazer um intercambio na Alemanha, e é difícil, mas foi super válido, porque o programa é serio, eles vão com guias pra acompanhar, eles têm lá toda uma estrutura séria, não somente da escola, mas das famílias, tem a gente, que representa os pais lá, então existe esse cuidado local, além do cuidado que eles vão ter na escola, que vai ter um coordenador só pra eles, e a família hospedeira que também é cuidadosamente selecionada e que tem suas obrigações de monitorar o progresso e a disciplina do estudante, se está fazendo dever de casa. [Eles] têm horário pra voltar, então tem toda uma estrutura que está ali porque é necessário, o estudante tem que estar seguro”, garante.

Dentre os benefícios de ter essa experiência, segundo Kátia, a fluência na língua estrangeira é apenas um deles, pois os adolescentes também voltam mais independentes, responsáveis e gratos. “Eu acho que na cultura dos brasileiros os pais são muito doadores, não que as outras culturas os pais não sejam, mas que o brasileiro está muito mimado. Os pais dão tudo, os pais sustentam, o filho não sai de casa até casar, às vezes casa e mora dentro de casa... então somos uma cultura muito dependente, e eles vão pra uma cultura que é independente, e eles vão aprender a se virar”, garante.

Como funciona?

Os alunos podem ir para o programa com idades entre 14 e 18 anos, e é preciso ter inglês acima do intermediário para a Austrália, ou nível elementar para algumas escolas da Nova Zelândia. O primeiro passo é escolher o país. “Hoje em dia a gente tem mais procura de brasileiros pela Austrália do que pela nova Zelândia, o que é interessante, porque realmente é um país maravilhoso, mas eu fico curiosa, porque a nova Zelândia é tão bom quanto a Austrália, mas é menor, mais quieta, e o adolescente gosta de mais barulho, movimento”, explica Katia. “A diferença entre os dois é basicamente tamanho. A Austrália é bem maior, tem 25 milhões de habitantes, a nova Zelândia tem menos de cinco milhões, e a segunda maior diferença é o clima, a Austrália é um país tropical, principalmente o nordeste da Austrália, onde a gente está baseado, é bem quente, como Cuiabá no verão, mas no inverno esfria um pouco mais. E a nova Zelândia é um país menor, subtropical, mais friozinho. O verão é bem agradável, não chega a ser tão quente, e o inverno é quando esfria mais”. Outra diferença está no preço, que na Nova Zelândia varia de acordo com a escola, enquanto na Austrália varia de acordo com o departamento de educação (ou região).

Gold Coast: um dos destinos preferidos de brasileiros na Austrália (Foto: Reprodução)

Por exigência do Ministério da Educação do Brasil (Mec), os estudantes tem que escolher obrigatoriamente cinco matérias em áreas distintas. “Tem que ser inglês, matemática, depois ele vai escolher uma matéria na área de ciências, que geralmente eles escolhem biologia, mas pode ser química ou física, uma na área de ciências sociais, que pode ser sociologia, história ou geografia, geralmente eles escolhem geografia, que é mais fácil de entender, e uma matéria na área de educação física ou esporte”, explica a diretora. Como eles podem fazer até seis matérias (de acordo com as regras do país hospedeiro), sobra espaço para mais uma, eletiva.

“As escolas na Austrália e na nova Zelândia oferecem entre 70 a 80 matérias, e os estudantes escolhem apenas seis. No Brasil, eles oferecem de 14 a 18 matérias, e os estudantes tem que fazer as 14 ou as 18, de acordo com cada escola. O foco lá é diferente. Nos primeiros anos de ensino os psicopedagogos vão acompanhando, e os estudantes ao chegar no sênior high school, ou seja, no ensino médio, já vão ter ideia de que área profissional  que vão seguir. Eles já foram acompanhados pelos psicopedagogos e mentores, e mesmo que eles não saibam exatamente que carreira eles vão seguir, eles já tem uma noção da área”, conta Katia.

Auckland, Nova Zelândia (Foto: Reprodução)

Uma das dúvidas dos pais e alunos é se este tempo sem estudar a língua portuguesa não pode fazer falta depois. Segundo Magali Carvalho, proprietária da Experimento, isso não acontece. “O aluno vai fazer as matérias obrigatórias, mas ele vai ter oportunidade de fazer outras matérias que ele não teria chance aqui, como robótica, estudar as estrelas, biologia marinha, que vai pegar o barco e vai lá mesmo... é muito diferente”. “O lado cultural e a experiência de vida supera a perda acadêmica, mesmo porque o terceiro ano é uma revisão pro vestibular, então realmente, ele vai perder o conteúdo x de língua portuguesa, mas vai ser muito mais fácil ele recapitular o que perdeu de língua portuguesa do que ganhar a fluência e a experiência de vida que ganhou lá”, completa Kátia.

Fechado o programa, antes de embarcar, os alunos e os pais recebem todo o suporte da Experimento. “Quando a gente tem um aluno que vai fazer o projeto de high school, muda a vida do aluno que sai daqui, muda a vida da família que recebe ele lá, dos filhos dessa família e da família que fica aqui. A gente prepara essa família toda antes desse aluno fazer isso”, garante Magali. “O aluno as vezes já está pronto, mas os pais não. Então a gente tem primeiro um encontro só com os alunos, que eles vão conhecer outro que está na mesma situação que ele, a gente vai conversar, não tem pai e mãe pra isso. (...) E depois a gente tem um encontro com os pais, que vai ser no outro final de semana, em que a gente vai fazer umas simulações com os pais, chamada ‘e se fosse com seu filho?’. Temos um psicólogo pra acompanhar”, finaliza a empresária.

Experimento



Para conhecer mais sobre o programa, entre em contato com a Experimento, localizada no Shopping Três Américas.

Telefone: (65) 3627-6267 / (65) 99645-3329
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