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Sábado, 05 de dezembro de 2020

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Artista plástico cuiabano Valques Pimenta irá expor no Carrossel do Louvre

Da Redação - Vitória Lopes

02 Abr 2018 - 17:00

Casamentos em Paris, acrílico s/tela, 110x80cm, 2018

Casamentos em Paris, acrílico s/tela, 110x80cm, 2018

As cores e a espontaneidade dos quadros do artista plástico cuiabano Valques Pimenta ganhará o corredor do Carrossel do Louvre, a galeria comercial do famoso museu de Paris (França). Aos 35 anos, o artista que já se consagrou em Cuiabá e expôs nos Estados Unidos, irá mostrar sua obra “Casamentos em Paris” na cidade luz nos dias 25, 26 e 27 de maio.

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Ícone da arte naïf, a obra “Casamentos em Paris” é inédita, pintada ainda este ano. A composição do quadro surgiu após uma visita de Valques à Paris, quando observou o comportamento amoroso dos franceses e a naturalidade dos casamentos.  

“Eu pintei sem objetivo. Escolhi a obra porque estive em Paris e lá as pessoas são muito íntimas em questão de casamento, eles amarram aqueles cadeados na ponte, né?”, disse, em referência a Pont des Arts, que atravessa o rio Sena e atrai casais do mundo todo com a promessa de amor inquebrável, após prender o cadeado na ponte e lançar a chave no rio.

Por instinto, como caracteriza seu estilo próprio, a obra de acrílico sobre tela foi pintada e em seguida, Valques foi convidado pela curadora Angela Oliveira para a exposição no Louvre. “Muitos outros artistas vão participar, e eu fui um dos escolhidos. Quis mandar só uma [tela] também, pois é muito longe e tem que pedir autorização para enviar obra de arte fora do Brasil”, comenta sobre a burocracia de exposições internacionais.

Anteriormente assinando como Valques Rodrigues, o pintor passou a usar o sobrenome do pai, o também artista plástico Nilson Pimenta, que faleceu em dezembro de 2017, como forma de homenageá-lo. Para ele, expor na galeria comercial do Louvre é uma alegria, além de um refresco para sua carreira, que começou aos 6 anos.

“É muito bom para minha carreira, sou jovem ainda. Após perder um pai e uma irmã, é muito bom [a exposição], pra ver se dá uma melhorada”, afirma, animado. Ele recebeu a notícia enquanto pintava no Chateau Camalote, na Chapada dos Guimarães, onde possui um acervo.

Arte naïf, do francês “arte ingênua”, se caracteriza como a arte da espontaneidade, em que o fazer artístico surge por instinto, sem conhecimento de técnicas acadêmicas. Autodidata, mesmo com um pai artista, Valques se descobriu no estilo e segue nele há 30 anos.

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