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Sábado, 26 de setembro de 2020

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Casal de palhaços e equilibrista administram negócio que leva magia de um lugar para outro

Da Redação - Bruna Gomes

26 Jul 2013 - 15:20

Foto: Divulgação

Palhaço Espaguete durante espetáculo

Palhaço Espaguete durante espetáculo

Parece até brincadeira, mas à frente deste negócio estão um casal de palhaços e um filho equilibrista. Isso mesmo. Afinal, para cuidar das finanças e administrar um circo, nada melhor do que quem entende dessa arte. Sendo assim, o Circo Grock Internacional, que chegou a Cuiabá há dois meses está em boas mãos e segue até o dia 20 de agosto, no estacionamento do Pantanal Shopping com o espetáculo “Sonho de um Palhaço”.

Leia mais: Chega à Cuiabá o conto de fadas circense do Circo Grock Internacional

Para investigar como funciona a construção da magia das noites de espetáculo, faz-se necessário também, investigar a essência do cotidiano dessa gente que constrói um mundo fantástico proporcionado pelo Circo. Lion, o filho do palhaço Espaguete e da palhaça Ferrugem, ou Nil e Gena como são suas identidades fora do palco, foi criado em meio à atividade circense e hoje atua como equilibrista no circo da família, além de receber o público e outras pequenas tarefas.

“Ter uma família circense é normal, porque afinal é a única que eu tenho. Mas pelas diferenças que noto indo na casa de amigos, considero um privilégio. Vivemos em um astral diferente, rodeados por arte e criatividade”. “Mãe e pai palhaços, né?”, completa Gena.

O rapaz cursa faculdade de Rádio e TV em Natal, Rio Grande do Norte, mas sua intenção é mesmo seguir no ramo circense. A faculdade seria um recurso para Lion atuar profissionalmente na divulgação do circo (olha o administrador!). A escolha de Lion é a representação de umas tradições do circo: a herança familiar da profissão.

Segundo Nil, a explicação é que o circo não é apenas uma profissão e sim um estilo de vida. “Não se trabalha no circo, é preciso vivê-lo 24 horas por dia. Quando você não está treinando, o que ocupa boa parte do tempo, está pensando em como incrementar o show ou resolver pequenos problemas que aparecem.” A rotina de Nil é preenchida completamente pelo circo: reunião com patrocinadores e fornecedores, treinos, solução de pequenos problemas ou pensando como melhorar o show e criando novos “quadros” para o espetáculo.

Viver de circo e manter viva esta tradição esbarra em algumas dificuldades, segundo Nil os principais problemas são de origem burocrática. “As leis brasileiras não são claras quanto aos eventos. A mesma lei que serve para um evento enorme, com milhares de pessoas, é usada para o circo. A vistoria, por exemplo, tem de ser feita em cada cidade que chegamos. Não basta apresentar o documento comprovando que um bombeiro fez a vistoria dois meses atrás. Todo o processo tem de ser refeito. Tratam um circo da mesma forma que uma construção civil.”

Palhaçada!

Há 26 anos na vida circense, Nil viajou pela Europa e diversas cidade do Brasil antes de criar o Circo Grock. “Eu tinha o hábito de ficar 9 meses trabalhando na Europa e 3 meses no Brasil, fiz isso durante alguns anos, mas então veio a necessidade de me fixar no Brasil e resolvi criar um circo meu.”

A proximidade dele com a arte veio antes de sua paixão pelo circo. Com formação na área cênica, Nil fez um laboratório no circo para um espetáculo infantil do qual participava, e desde então não largou mais o circo. “Me apaixonei”, conta Nil.
A equipe do Circo Grock é formada por 15 pessoas, entre malabaristas, mágicos, palhaços, bailarinas, equilibristas e acrobatas.

A estrutura tradicional de moradia dos artistas de circo são trailers, que servem como pequenas casas com rodas. No entanto, para o período que estão “ancorados” em Cuiabá, o Circo Grock optou por alugar apartamentos para os artistas, “nossos trailers acabam de chegar de uma longa viagem, achamos melhor mantê-los em ‘descanso’ por enquanto”.

Com esta turnê, o Grock viajou por várias cidades do interior do Nordeste Cacó, Currais Novos, Assu, Alto do Rodrigues, Santa Cruz, Paramirim, Monte Alegre, Natal e então, Cuiabá. Além dos espetáculos, o Circo funciona também como escola de circo. A equipe ministrou aulas gratuitas no Pantanal Shopping até o dia 25 de agosto. E segue com as apresentações.Respeitável público, chegou a hora de correr pra lá!

Serviço
 
A atração permanece no estacionamento do Pantanal Shopping até o dia 25 de agosto, com apresentações diárias. Durante o mês de julho, as sessões acontecem de segunda a quarta-feira, às 20h; e de quinta-feira a domingo, às 17h30 e 20h. No mês de agosto, as apresentações ocorrem de terça a sexta-feira, às 20h; e nos sábados e domingos, às 17h30 e 20h.

Os ingressos podem ser adquiridos na Bilheteria do Circo, com duas horas de antecedência a cada sessão, e custam R$ 50 os da Área Vip (central); e R$ 40 a entrada inteira e R$ 20 a meia-entrada para os demais assentos (laterais) do Circo. Têm direito à meia-entrada crianças com até 10 anos de idade, idosos e estudantes, mediante apresentação da Carteira de Estudante.

Pantanal Shopping: Av. Historiador Rubens de Mendonça, 3300 - Jardim Aclimação Cuiabá - MT, 78050-000

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