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Jovem cuiabana se encontra na fotografia de retrato

Da Redação - Vitória Lopes

03 Jun 2018 - 15:08

Foto: Mellissa Rocha

Jovem cuiabana se encontra na fotografia de retrato
A fotografia de retrato diz muito sobre profundidade e representação. A objetiva da câmera captura o momento subjetivo, que revela o sentimento oculto do fotografado. E foi na fotografia alternativa de retratos que Mellissa Rocha, de 21 anos, descobriu seu propósito e rumo.

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A história de Mellissa com a fotografia não se distancia da história de muitos fotógrafos em seu primeiro encontro com a câmera. Ela sempre gostou de clicar, desde muito jovem. O primeiro equipamento foi o celular do pai, aos 10 anos – e na época, as câmeras dos celulares não eram tão desenvolvidas.

“De 15 anos, eu pedi uma câmera fotográfica e ganhei uma simples, nem era profissional, era aquela superzoom. Mas quando eu a ganhei, não sabia mexer e não tinha curso, acabei deixando ela guardada por um tempão”, conta.

E foi no fundo de uma gaveta que Mellissa redescobriu sua câmera, e tudo fez sentido. Já há alguns semestres estudando psicologia e se sentindo deslocada no curso, ela precisava de um norte para seguir. Em uma tarde monótoma, produziu uma colega e tirou umas fotos. Autodidata e guiada pela intuição, o resultado a surpreendeu, e assim surgiu o ‘Foto Sem Rumo’.

“Por que ‘Foto Sem Rumo?’ O nome já diz. Eu tinha fotos de amigas e amigos e da minha mãe. Eram fotos ‘brincando’, sem produção alguma, mas que tinham rendido algo. E eu pensei em dar um rumo pra essas fotos, e criei um Instagram. Quando criei, eu não tinha nenhuma ideia de que eu seria profissional um dia”, explica.

A fotografia foi um divisor de águas em sua vida, porque como Mellissa mesmo conta, ela havia passado em um concurso na Secretaria de Saúde para um estágio de psicologia. Um dia antes, foi ao local assinar o contrato pra no dia seguinte trabalhar. Entretanto, recebeu uma ligação de uma agência, a chamando para fotografar.

“Na hora que fui assinar, comecei a pensar: ‘será que assino e começo a trabalhar aqui ou vou nessa agência e viver de fotografia mesmo?’”. Por uma clarividência do destino, pediu para ir ao banheiro e tomou rumo ignorado.
 
Após experimentar vários ramos, como eventos e até newborn, foi na sensibilidade do retrato que ela se encontrou. “E quando eu digo retrato, digo sem estúdio. Porque eu comprei tripé, investi em iluminação, mas não me identifiquei. O que eu gosto é foto ao ar livre ou que seja interno, mas como luz natural. O retrato é uma coisa que flui naturalmente sem que eu me sinta perdida, como fotografar um aniversário. No retrato me sinto mais a vontade”, complementa.

No retrato, o objeto é humano, profundo e intimista. Ao posar para a lente, cada indivíduo revela sua autonomia. “O conceito é fotografia alternativa, justavamente porque não tem um rumo que limita. O que eu gosto de mostrar com a minha fotografia é a personalidade da pessoa, através das lentes. Por isso eu gosto sempre de perguntar pra pessoa o que ela quer, por que ela quer fazer o ensaio?”.


Veja mais fotos no Instagram Foto Sem Rumo.
 

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