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Escritores de Cuiabá lançam selo independente para publicar livros

Da Redação - Vitória Lopes

26 Jan 2019 - 09:54

Foto: Pensar Cultura/Tulio Paniago

Escritores de Cuiabá lançam selo independente para publicar livros
Quatro escritores, que decidiram escancarar a boca e mostrar a ferocidade dos dentes de maneira autônoma ao criar um selo independente para publicar seus próprios livros. Sem amarras de editoras ou lançamento de editais, Lorenzo Falcão, Júlio Custódio, Danilo Fochesatto e Rodrigo Meloni lançam o selo coletivo “Arcada”, que já conta com quatro livros.

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Definido mais como uma “autopublicação” do que um selo propriamente dito, Danilo Fochesatto conta que a ideia foi extraída da raiz de um antigo blog chamado “Arcada Dentária”, que funcionou em meados de 2008, com a participação de escritores de Cuiabá e de fora.

“Estávamos sentados, conversando fiado com todo mundo, e todos tinham livros prontos, mas estava difícil de publicar, porque o mercado editorial é complicado, tem que ter aprovação de editores, toda essa história de lobbys e enfim”, explica Danilo, que é servidor público, mas começou a dar suas primeiras rabiscadas em 2002. Atualmente, ele lançou um livro de contos chamado “Oito”.

Sem medo da crise do mercado editorial, que levou grandes nomes como a Saraiva e Cultura a declarar recuperação judicial, os escritores encontraram apoio um no outro, e de forma mais econômica do que depender de editoras, conseguiram lançar uma tiragem de até 500 livros cada.

“O interessante desse nosso processo de autopublicação é que o escritor acaba que acredita no trabalho dele. Ele não vai botar o dinheiro dele ou eu não vou botar o meu dinheiro na obra de um amigo, se não acreditar no trabalho dele. Então isso fortalece”, esclarece.

Após a abertura para o tratamento do canal, totalmente autônomo desde a distribuição até o projeto gráfico dos livros, o produto no final será vendido mais barato do que no mercado – entre R$ 15 e 20.  

“Distribuidora Falcão – versos no atacado e varejo” de Lorenzo Falcão e “Você derrubou coisas pelo caminho”, de Júlio Custódio, são de poesias. “Lá, onde uma porta jamais deixou de bater”, de Danilo Fochesatto e “Coitado dos homem cujos desejos dependem”, de Rodrigo Meloni, são contos.

O selo, ainda com quatro dentes, pretende ao poucos adicionar outros livros para a arcada. Para a próxima edição, os idealizadores querem lançar escritoras mulheres.

Leia o "esmalte" dos quatro dentes:

"Este livro é a história de um homem chamado Diego Herculano. É a história de sua trajetória, calcificada de dor, desespero, carinho, amor, vingança. Todos os ingredientes que nos formam estão ali. É rio que corre nas veias da vida. Diego é desespero de fugir da sociedade, tão logo é aceito por ela. É carinho, daquele que nasce no nosso peito quando vemos um desgraçado, e de seu destino tentamos salvá-lo. É amor, pois tudo no universo é dele feito, e é vingança, porque bem... da vida precisamos nos vingar.
Este livro, uma formiga pequena, indefesa, pode carregar 100 vezes seu peso dentro de uma poesia, e traz consigo toda a dor de todos os homens do mundo.
Assim como Herculano, este livro é um pouco ternura e um tanto cólera."
'Coitado do homem cujos desejos dependem' é a obra de estreia de Rodrigo Maciel Meloni.



"Não sei aonde a literatura vai me levar. tenho a impressão que nasci poeta, embora fique prosa, às vezes. em mato grosso galguei uma razoável imortalidade, o que me deixa feliz. felicidade é também publicar minhas letras acompanhado por amigos, pessoas próximas acometidas pelo vício da palavra, que nem eu. e assim a gente vai vivendo e tropeçando nessa vocação que é transtornar a realidade do verbo nosso de cada dia"
'Distribuidora de Poemas Falcão - versos no atacado e varejo' é o quinto livro da carreira de Lorenzo Falcão.









 

De acordo com Danil Fochesatto, em 'Lá, onde uma porta jamais parou de bater', o estômago de quem lê encontrará a porção comestível de sua produção literária, inédita ou não. A abrangência da coletânea é de pelo menos uma dúzia de anos. Assim sendo, aquilo que cheirava mal foi, é claro, jogado rio abaixo. O resto alguém requentou. Feito notícia, sabe? Fochesatto desaconselha o uso de guardanapo de papel: as palavras devem sujar a boca de quem as mastiga. Portanto, alimente-se, literalmente, sem talheres. "Veremos, então, como meu discurso se mantém enquanto a comida esfria e a chave-mestra não aparece”, vaticina o autor.

Este livro é resultado de 10 anos de perturbações estéticas e filosóficas, e já foi totalmente reescrito ao menos umas três vezes. Já foi um livro com texto meramente dissertativo, depois virou ensaios, depois pequenos parágrafos soltos e por fim percebi que sua forma mais natural era a poesia, e só assim ele poderia ter sido escrito.”, sobre o livro 'você derrubou coisas pelo caminho', de Júlio Custódio.













Serviço

Pré-lançamento


Data: 16 de março (sábado)
Endereço: Sebo Raro Ruído - Endereço: Av. Edgar Vieira, 420 - Boa Esperança, Cuiabá - MT, 78068-360
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