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Segunda-feira, 06 de julho de 2020

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Mulher mascarada assombrava carnaval e levava apaixonados para cemitério na década de 50

Da Redação - José Lucas Salvani

08 Abr 2019 - 16:30

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Mulher mascarada assombrava carnaval e levava apaixonados para cemitério na década de 50
Durante a década de 1950, por conta da falta de uma universidade em Cuiabá, muitos cuiabanos iam estudar no Rio de Janeiro, principalmente para o curso de Direito. Com a chegada de férias e feriados prolongados, eles retornavam para a capital mato-grossense. Foi em uma dessas voltas que um estudante foi surpreendido por uma belíssima mulher, conforme conta Aníbal Alencastro ao Olhar Direto.



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Era noite de carnaval. O jovem estava curtindo mais uma de várias festas carnavalescas com os amigos onde hoje fica localizado o Clube Feminino, no Centro. Em meio a festa, ele avistou uma bela mulher mascarada, chamada Isadora. Gamado na moça, ele a chamou para dançar. Eles dançaram a noite inteira. Ele queria dar pausas de descanso, mas ela não deixava ele sentar dizendo que “queria aproveitar a noite”.

Em meio a muita dança, a mulher perguntou ao rapaz que horas eram e, ao descobrir ser quase meia-noite, se desesperou, dizendo que precisava urgentemente ir embora. O rapaz questionou a pressa dela e até mesmo pediu para que permanecesse mais tempo, afinal, era carnaval, mas ela o ignorou, descendo as escadarias e saiu em meio a chuva do salão de festas.

Preocupado, o homem pegou sua capa de chuva que tinha deixado na recepção do salão, foi até ela, a cobriu e chamou um táxi para que pudesse ir embora. Por fim, ele acabou por acompanhá-la durante todo o trajeto e pediu para ela tirasse a máscara, mas Isadora não quis, alegando que não poderia tirar.

Chegando próximo à Avenida Getúlio Vargas, Isadora começa a guiar o taxista até chegar no Cemitério Piedade, um dos principais de Cuiabá, localizado hoje próximo ao Instituto Federal de Mato Grosso. Ela disse “para aqui” e abriu a porta do carro. O rapaz ficou intrigado com a situação, questionando se ela morava ali por perto, e ela respondeu dizendo que morava no cemitério.

Saindo do carro, os portões do cemitério se abriram sozinhos para ela, que entrou logo em seguida. O jovem e o taxista ficaram apavorados com toda a situação e foram embora.

No dia seguinte, o rapaz, totalmente intrigado com o que havia acontecido na noite anterior, foi até o ponto de táxi onde se encontrava o taxista que havia levado a misteriosa mulher mascarada até o cemitério. Os dois juntos retornaram até o cemitério para investigar o que tinha acontecido.

Os dois checaram as sepulturas com os nomes de Isadora até encontraram uma com uma foto que se assemelhava a ela. A confirmação veio, na verdade, de forma inesperada: a capa de chuva emprestada pelo rapaz estava dobrada em cima da sepultura. Na lista de pessoas enterradas no Cemitério Piedade, checada depois pelos dois, constava que ela havia falecido há cinco anos por causas desconhecidas.


A história é tão conhecida por cuiabanos que já teve algumas reinterpretações ao longo dos anos. O conto da mulher mascarada pode ser encontrado no próprio livro de Aníbal, “Cuyaba: história, crônicas e lendas”, como “Minha Namorada do Além”, e também já foi tema de intervenção artística em 2018. De qualquer forma, caso aconteça de você encontrar uma mulher mascarada e ela pedir para ser deixada em um cemitério, já saiba: você topou com Isadora.

7 comentários

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  • Samir Nicola Saddi
    11 Abr 2019 às 19:14

    Já houve essa história ou estória. . Além de usar máscaras, seu vestido era branco. O motorista do táxi eu não lembro mais o nome. Mas me lembro muito dele. Eu era criança e fiquei com muito medo. Não passava na porta do cemitério nem a pau.

  • Julio
    09 Abr 2019 às 17:51

    Olá. Esta é uma história fascinante. Em Maceió conheci o caso igualzinho, da "mulher da capa preta". Lá, o jovem enamorado vai ao endereço passado pela mulher misteriosa, que era de sua família. Lá descobre que a citada jovem havia morrido há anos. Ele volta ao cemitério e descobre que sua capa estava sobre o túmulo da amada. O bacana é que a lenda virou atração turística, e o túmulo de Caroline está ornado com uma capa de bronze.

  • RENATTUS
    09 Abr 2019 às 16:32

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Marcos
    09 Abr 2019 às 08:37

    Essa com certeza é mais um dos causos originados no imaginário popular. Tem uma música, um modão de viola de Jacó e Jacozinho, chamada, A Capa do Viajante que conta quase a mesma história. Claro que são muito interessantes esses causos.

  • Ana Maria
    08 Abr 2019 às 18:24

    Coisa de povo atrasado.

  • Andre
    08 Abr 2019 às 17:11

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Daniel Boone
    08 Abr 2019 às 16:57

    Taxi em Cuiaba na decada de 1950? Ah faça-me o favor. Podia ao menos ter inserido uma jardineira para dar credibidade à lenda.

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