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Grupo de siriri é selecionado para maior festival de dança do mundo e faz rifa para pagar passagens

Da Redação - Isabela Mercuri

08 Jul 2019 - 11:00

Foto: Divulgação

Grupo de siriri é selecionado para maior festival de dança do mundo e faz rifa para pagar passagens
O grupo cultural ‘Flor de Atalaia’ foi um dos selecionados para a 37ª edição do Festival de Dança de Joinville, o maior festival de dança do mundo seguindo o Guinness Book, que acontece entre os dias 16 e 27 de julho. Até agora, no entanto, faltam cerca de R$12 mil para pagar o transporte de todos os participantes. Por este motivo, eles realizam uma rifa de uma tela do artista plástico Wander Melo, um liquidificador, uma batedeira e uma apresentação do grupo.

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O grupo chegou a fazer uma ‘Vaquinha Virtual’ para arrecadar fundos, mas só conseguiu R$500. Desde então, os participantes realizam diversas ações, e já conseguiram juntar uma parte do dinheiro. Nesta última alternativa, cada pessoa que comprar a rifa já ganha um copo de brinde, e ainda concorre aos prêmios.

O ‘Flor de Atalaia’ vai participar do festival nos palcos abertos. “Infelizmente a gente não conseguiu para a mostra competitiva, mas graças a Deus conseguimos, porque foram muitos e muitos grupos que se inscreveram, e só de a gente conseguir ser selecionado, pra gente é uma vitória muito grande. E vamos trabalhar para melhorar e ir para a competitiva ano que vem. Mas vale a experiência e levar o nome do grupo e o siriri para mais pessoas conhecerem”, afirmou Danielle de França Dias, uma das integrantes, ao Olhar Conceito.

Foi no Parque Atalaia que, há cerca de seis anos, Cristina Zuita decidiu fazer uma festa de aniversário com tema ‘Cuiabá’ e contratou um coreógrafo para aprender a dançar Siriri. Quem participou da brincadeira gostou tanto que quis continuar, e assim nasceu o grupo. Em maio de 2016, eles já tinham ido para um Festival no Rio de Janeiro, onde ganharam diversos prêmios.

O grupo já participou de festivais no Rio de Janeiro, Campo Grande (MS), Rio Grande do Sul, São Paulo e até mesmo na Argentina. Entretanto, com cerca de 40 pessoas envolvidas no grupo, seja com a dança e a música, o principal desafio para participar dos festivais é sempre o custo da locomoção. Para esse festival, estima-se que as despesas ficam na casa de R$ 30 mil, e ainda faltam R$12 mil para fechar a conta.

O festival ocorre todos os anos no mês de julho. Foi criado em 1983 pelo professor de balé Carlos Tafur e pela artista plástica Albertina Tuma. Cada edição do festival dura em torno de duas semanas, geralmente nas duas últimas semanas de julho. Junto com o festival, vários outros eventos acontecem, como a Mostra de Dança Contemporânea, o Festival Meia Ponta, a Feira da Sapatilha, o Encontro das Ruas, Rua da Dança, Palcos Abertos e Passarela da Dança.

Quem quiser ajudar, basta entrar em contato com eles por meio do Facebook.

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