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BUCOMAXILOFACIAL

Cirurgião que operou pilotos da serra do Mangaval explica a importância de tratar traumas e deformidades da face

Da Redação - Isabela Mercuri

09 Jul 2019 - 11:00

Foto: Divulgação

Dr. Judson Lopes Guimarães

Dr. Judson Lopes Guimarães

Muitos se espantam quando sabem que é um dentista, e não um médico, o responsável por fazer cirurgias dos ossos da face. Este profissional, especializado em uma área chamada ‘bucomaxilofacial’, no entanto, conhece como ninguém os ossos do rosto e crânio, e trata desde doenças da cavidade oral, até traumas severos. É o caso, por exemplo, do cuiabano Judson Lopes Guimarães, 39, que operou os pilotos John Venera e Marcelo Balestrin, que caíram na serra do Mangaval, em dezembro de 2018, e foram encontrados com vida quatro dias depois.

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O caso ficou famoso na mídia nacional, e exemplifica o tipo de trabalho que este profissional realiza, que abarca, por exemplo, traumas, fraturas faciais e lacerações na face causadas por acidentes de motocicleta, carro, agressões, arma de fogo, e quedas. No entanto, os tratamentos vão muito além destes.

Judson é formado pela Universidade de Cuiabá há 15 anos, e fez residência no Hospital Geral. Além disso, foi professor da faculdade de odontologia do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), e atua como bucomaxilofacial há doze anos.

Para além dos traumas, o profissional atua, principalmente, com a deformidade óssea e problemas adquiridos, como perda óssea e problemas na Articulação Temporo Mandibular (ATM), a famosa articulação que permite a abertura da boca.

Segundo o cirurgião, nestes casos, a maior parte dos pacientes chega até ele encaminhados pelo ortodontista. Mas nem sempre foi assim. “Antes havia uma resistência do ortodontista de encaminhar o paciente para fazer, por exemplo, uma cirurgia ortognática. Por receio, tentava-se compensar o caso, extraindo algum dente e posicionando os outros de uma forma mais harmônica, mas não era o ideal, porque o problema do paciente que tem deformidade dento facial é ósseo, não é dentário, e o ortodontista não consegue corrigir”, afirma.

A cirurgia ortognática é uma das mais ‘famosas’ realizadas pelo bucomaxilofacial. Ela existe para corrigir a deformidade óssea facial, seja na maxila ou na mandíbula. Judson explica que existem dois tipos de deformidade: o padrão facial 2, quando o paciente ‘parece’ não ter queixo, e o padrão facial 3, quando o queixo parece ser mais protuberante. Em ambos os casos, a maxila ou a mandíbula podem estar 'muito para frente' ou 'muito para trás'. 



Apesar de ser uma cirurgia que traz melhoras estéticas, seu principal objetivo é funcional. “Ela é necessária para trazer um resultado definitivo, e ficar harmônico. Caso o paciente tente fazer somente a compensação com o ortodontista, pode ter desde problemas respiratórios, até perda óssea, perda prematura dos dentes, dificuldade de fala, de mastigação, dentre outras consequências”, explica o cirurgião.

Este tipo de cirurgia deve ser feito após o crescimento ósseo, ou seja, para homens após os 18 a 20 anos, e para mulheres um pouco antes. Somente em alguns casos de deformidade extrema, para evitar sofrimento e bullying, o bucomaxilo pode optar por fazer antes. “Mas a família fica ciente que ainda haverá crescimento ósseo, então poderá ser necessário um procedimento cirúrgico no futuro”, afirma Judson.

Segundo o cirurgião, muitas pessoas precisam desta cirurgia, mas o que as impede de fazê-la é o medo do pós-operatório. No entanto, a imagem que se tinha do paciente com a boca amarrada com fios de aço por cerca de 40 dias ficou no passado. “Mudou muito o material que se usa. O tipo das serras é diferente, o tempo do trans-operatório, ou seja, durante a cirurgia, é diferente, e tudo isso contribui para um melhor pós-operatório”, garante. Se antes o que se usava para serrar o osso era uma broca, por exemplo, hoje a tecnologia já oferece uma serra ultrassônica que só corta onde tem osso, protegendo tecidos moles e terminação nervosa e evitando, assim, a parestesia [dormência] permanente dos lábios. O pós-operatório desta cirurgia não é dolorido, mas o que incomoda, geralmente, é o inchaço e a alimentação, que deve ser líquida e pastosa por cerca de 30 dias. 

Outra intervenção cirúrgica muito comum é realizada na Articulação Temporo Mandibular (ATM). Por conta da degeneração da articulação, ou também de traumas, os pacientes podem apresentar problemas inflamatórios ou até mesmo perder a capacidade de abrir a boca. Os principais sintomas são a dor ao mastigar e logo ao levantar.

“Fazemos desde os tratamentos mais simples, como fisioterapia, até infiltrações, e por último a cirurgia”, explica Judson. “Se for detectado que o disco articular - que é um disco de cartilagem que protege entre o osso do crânio e o da mandíbula - está fora do lugar, conseguimos colocar no lugar. Se ele estiver viável a exercer sua função, reconstruímos o ligamento. Se já houver uma degeneração muito acentuada deste disco, obtemos um meio de substituí-lo com o próprio tecido do organismo. Se tiver um problema muito severo, fazemos sua substituição completa”.

Estes procedimentos de grande porte são realizados em hospitais, sob anestesia geral, assim como o tratamento de traumas e fraturas e grandes enxertos ósseos. Procedimentos mais simples, como suturas, dentes inclusos, retirada de sisos, pequenos tumores benignos, cistos, lesões periapicais, implantes, pequenos enxertos e cirurgias pré-protéticas, no entanto, podem ser feitos nos consultórios e ambulatórios.

Por meio dos procedimentos realizados, os pacientes conseguem melhorar desde o sono, com a diminuição do ronco e apneia, até a alimentação, com maior facilidade de mastigação, e a fala, dentre outros benefícios para melhor qualidade de vida.

Serviço

Dr. Judson Lopes Guimarães
Consultório: Clínica Bucalmed – Av. Presidente Marques, 1600, bairro Santa Helena
Informações e agendamentos: (65) 99618-2808 / (65) 3621-4440
Plantão: Hospital Santa Rosa para urgências e emergências
INSTAGRAM / FACEBOOK / SITE / email: contato@judsonguimaraes.com.br
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