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pediu mais inclusão

Primeira surda no concurso, representante de MT fica em 3º lugar no Miss Brasil Gay

Da Redação - Isabela Mercuri

18 Ago 2019 - 09:46

Foto: Reprodução / Instagram

Jennifer e Chiquinho Mota, criador do Miss Gay

Jennifer e Chiquinho Mota, criador do Miss Gay

A representante de Mato Grosso ao Miss Brasil Gay 2019, Jennifer Lizz, ficou em terceiro lugar na disputa, que aconteceu na noite do último sábado (17), em Juiz de Fora, Minas Gerais, e foi transmitida pelo Youtube. Jennifer foi a primeira surda a participar do concurso, que já está em sua 39ª edição. A vencedora foi Antonia Gutierrez, de Pernambuco.

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Jennifer é de Poconé (100km de Cuiabá). Em sua antiga conta do Instagram, na época em que venceu a etapa mato-grossense do Miss Gay, Jennifer publicou uma carta. No texto, ela relatava o receio em participar de um dos concursos mais tradicionais para o público LGBTI+ por conta de sua deficiência auditiva. 

Neste sábado, ela agradeceu e comemorou o terceiro lugar: “Saio vitoriosa do @missbrasilgayoficial pelo aprendizado, respeito, carinho e apoio que tive neste concurso. Agradeço por ter alcançado a 3° posição, mas garanto que minha luta para romper barreiras apenas começou peço a atenção de todos para que haja uma verdadeira inclusão social e não apenas palavras”.

Miss Gay

Idealizado e criado pelo cabeleireiro Francisco Mota em 1976, o Miss Gay Brasil é uma competição entre 27 candidatas em busca de serem eleitos como a mais bela transformista do país. Realizado sempre em juiz de fora, o concurso é registrado como patrimônio imaterial da cidade desde 2007.

A coroada de 2018 foi Yakira Queiroz, do Ceará. Após vencer, Yakira disse que a comunidade LGBTI+ precisa ter mais visibilidade, além de representatividade e politização adequada. 

“Vou usar a representatividade adquirida com a vitória do concurso para contagiar com bons princípios o maior número de pessoas que eu vier a conhecer durante meu reinado, assim como enaltecer as tradições, belezas, histórias e costumes da nossa terra e do nosso povo. Precisamos de mais amor e colaboração. Eu desejo à comunidade LGBT+ mais visibilidade respeitosa, menos preconceito, mais sororidade, mais empatia, mais representatividade e mais politização adequada”.
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