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População poderá fazer ‘visitas técnicas’ à Casa de Bem-Bem a partir de setembro

Da Redação - Isabela Mercuri

19 Ago 2019 - 11:07

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

População poderá fazer ‘visitas técnicas’ à Casa de Bem-Bem a partir de setembro
A Casa de Bem-Bem, ou ‘Casa de Nhô Nhô de Manduca’, uma das mais tradicionais e confortáveis da cidade, tipicamente cuiabana, ficou na memória recente dos cuiabanos depois que desabou, em 2018, após fortes chuvas. A partir do próximo mês de setembro, no entanto, ela será reaberta – pelo menos parcialmente, para visitas técnicas de grupos que queiram acompanhar as reformas.

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A casa retratava, na sua majestosa construção, todo o aconchego e receptividade do povo cuiabano. Dona Bem Bem, ou Constança Figueiredo era, dentre os 13 irmãos Novis Figueiredo, a mais popular.  Os festeiros de São Benedito realizavam as festas isoladas em suas residências, com muita fartura.

Na época do desabamento, a 17ª Promotoria de Justiça da Capital requisitou informações do município sobre as medidas de urgência que seriam adotadas para a sua proteção. No Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público Estadual, foi estabelecido o prazo de 30 dias para o município elaborar projeto com medidas emergenciais para evitar a ocorrência de novos danos. No entanto, o prazo expirou no último dia 22 de novembro de 2018.

Em abril deste ano, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro junto ao secretário de cultura, esporte e Lazer, Francisco Vuolo, e o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, Juares Silveira Samaniego, assinou uma ordem de serviço que determinou a “Estabilização estrutural e drenagem das águas pluviais da Casa de Bem-Bem”.

Na última sexta-feira (16), durante um debate sobre a situação do Centro Histórico da cidade, Vuolo afirmou ao Olhar Conceito que a intenção é que a casa seja entregue até 2020. No entanto, ainda serão necessárias três etapas.

“A primeira é uma obra emergencial para não permitir que aconteça mais nada, mesmo com as chuvas. Nessa parte também entra a retirada das paredes que caíram para serem armazenadas em lugares adequados”, explicou. “A segunda etapa é a reconstrução da parte que caiu, e depois disso pronto, se entra na terceira etapa, que é a efetiva restauração com os recursos do Iphan”.

Segundo Vuolo, as duas primeiras etapas são realizadas com recursos da Fonte 100, ou seja, próprios do município. “É um prejuízo grande que foi dado ao erário publico. Além do atraso cultural que representou, também foi financeiro, mas agora entra num ritmo que nós esperamos, dentro do cronograma, no ano que vem queremos estar devolvendo”. A terceira etapa será financiada com recursos federais do PAC Cidades Históricas.

As visitas técnicas, que devem começar em setembro, serão para que a população veja como os casarões eram construídos. “Nós teremos grupos de dez a quinze pessoas, que serão selecionadas, poderão fazer as inscrições, [para] fazer visita à casa, acompanhar a obra e conhecer um pouco da história”, afirmou o secretário. “As pessoas terão a oportunidade de ver como eram construída as casas antigamente, até porque essa casa vai ser reconstruída no mesmo formato que foi construída há séculos”.

Além da Casa de Bem-Bem, a prefeitura deve entregar restaurados o Chafariz do Mundéu em setembro, o obelisco na Praça Luís Albuquerque em 27 de agosto, e a reforma do monumento da Maria Taquara, “em breve”.

4 comentários

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  • IGOR
    03 Set 2019 às 12:26

    O telefone do IPHAN só dá ocupado.

  • Rodrigo Neves
    19 Ago 2019 às 13:51

    Pouca vergonha. Tantas escolas, creches etc, precisando de reparos e dinheiro do contribuinte sendo usado pra beneficiar particular. Mas não adianta, as coisas não mudam mesmo em Cuiabá, infelizmente.

  • JUSTO VERISSÍMO
    19 Ago 2019 às 13:12

    FAZER VISITA TÉCNICA PARA QUE??? GOSTARIA DE FAZER A VISITA SE CASA AINDA FOSSE ORIGINAL COMO ANTES, AGORA SERA APENAS RECONSTRUÇÃO.

  • chacal
    19 Ago 2019 às 11:34

    Essa reconstrução é um verdadeiro absurdo, usar dinheiro público para reformar casa particular, tombada ou não é uma vergonha.

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