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Longa-metragem de estreia de cineasta cuiabano é selecionado para festivais nacionais

da Redação - Isabela Mercuri

17 Nov 2019 - 10:28

Foto: da Assessoria

Longa-metragem de estreia de cineasta cuiabano é selecionado para festivais nacionais
O longa-metragem ‘A Batalha de Shangri-lá’, gravado em Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Nova Brasilândia e Santo Antônio do Leverger e dirigido pelo mato-grossense Severino Neto participa, ainda neste mês de novembro, de dois festivais de cinema nacionais, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e o Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade (São Paulo), nos dias 30 e 17, respectivamente.

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O filme conta a história de João que, depois da morte de seu pai adotivo, parte em busca de sua mãe biológica, que o abandonou há quase 40 anos no interior de Mato Grosso. Numa viagem por um Brasil profundo, ele conhece sua cidade natal e pessoas que fizeram parte do passado da mulher a quem ele procura.
 
As pistas encontradas nessa pequena cidade o levam de volta à capital Cuiabá, mas, também, o envolvem por caminhos físicos e emocionais que alteram suas convicções e preconceitos. A produção toca em temas atuais, mas difíceis de lidar, como violência familiar e social e a sexualidade em evidência. O filme é um drama, com pitadas de suspense e tragédia, que possui nuances e camadas complexas, desvendadas passo a passo.
 
Ele é a estreia do publicitário roteirista e cineasta mato-grossense Severino Neto na direção de longas, e conta também com a parceria do codiretor Rafael de Carvalho. Severino é formado em Publicidade e Propaganda e especialista em Cinema.
 
O cineasta já teve curtas selecionados para vários festivais, com inúmeras premiações. Seu primeiro curta-metragem de ficção, “3,60”, foi vencedor de seis prêmios. Já o curta-metragem documental “Composto” foi selecionado em 37 festivas, ganhou seis prêmios internacionais e foi adquirido pelo Canal Brasil.
 
O último curta-metragem de ficção, “Juba”, foi selecionado em 26 festivais e também ganhou vários prêmios. Seu novo roteiro de curta-metragem ficcional, “Mata Grande”, foi selecionado para o Labex no 28º Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo e ganhou o prêmio TNT Labex-Curta Kinoforum.
 
O roteiro de a “A Batalha de Shangri-Lá” foi selecionado em Madri, Espanha, na 13ª edição do concorrido Ibermedia (programa de incentivo à co-produção de filmes de ficção e documentários realizados na comunidade Ibero-Americana), e também venceu o primeiro edital de produção Ancine/FSA.
 
No Ibermedia, o roteiro de fato nasceu. “Meus consultores foram Karim Ainouz e Tomas Aragay, dois baitas roteiristas, graças a isso o filme existe. O Ibermedia é importante, porque é um grande Laboratório de Desenvolvimento de Roteiro, um dos maiores do mundo, que abrange toda a América Latina, mais Portugal e Espanha”, explica Severino.
 
Roterista e diretor, Karim Ainouz é diretor de “A Vida Invisível”, produção brasileira indicada a concorrer ao Oscar de Filme Estrangeiro, é também responsável por filmes como “Madame Satã” e “O Céu de Sueli”. Já Tomas Aragay é um escritor e roteirista espanhol, vencedor do prêmio Goya de Melhor Roteiro Original por Truman (com Ricardo Darin).
 
O longa conta com nomes conhecidos no elenco principal, como a atriz Ingra Liberato, que entre outras novelas globais fez “Ana Raio e Zé Trovão”, “Tieta” e “Segundo Sol”; o ator Gustavo Machado cuja longa carreira no cinema inclui os filmes “Chacrinha”, “Elis”, “Bruna Surfistinha” e “As Melhores Coisas do Mundo”, além de novelas como “A Força do Querer”, “Além do Tempo” e “Sete Vidas” - atualmente Gustavo pode ser visto na série “Coisa Mais Linda”, da Netflix; e Maria Ceiça da série “Sobre Pressão”, da Globo. Ceiça também estrelou novelas de sucesso como "Por Amor" e as séries "Chiquinha Gonzaga" e "Filhas do Vento" e os filmes "Se eu Fosse Você", “Orfeu” e “Carlota Joaquina”. A equipe de produção é quase que 80% local.
 
“Um amigo me perguntou quanto tempo eu demorei para escrever este meu primeiro longa de ficção. Eu respondi que foram 38 anos, minha idade. Ele sorriu, consentiu com a cabeça e me deu um abraço. Aquilo me fez ter certeza de que cinema é muito mais do que um conjunto de regras narrativas”, explica o cineasta.
 
“Cinema é pegar tudo que você viveu e viu, tudo que te emocionou, te fez sofrer, tudo que faz sentido ou não, tudo que te incomoda. Cinema é sua voz, sua opinião, sua ideologia. É responsabilidade com o seu entorno e uma crítica sobre o que você considera belo, intrigante, errado ou absurdo”, acrescenta. Ainda não há previsão de lançamento do filme em Mato Grosso.

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