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Quarta-feira, 23 de setembro de 2020

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​Como a moda contribui para o empoderamento das pessoas?

Da Assessoria

29 Nov 2019 - 14:05

Foto: Reprodução

​Como a moda contribui para o empoderamento das pessoas?
Saias, vestidos, blusas e outras peças já são vistas pelas ruas compondo looks tanto para mulheres quanto para homens. Peças genderless (“sem gênero”, em português) começam a aparecer nas passarelas e nas vitrines. 
 
A quebra de paradigmas no mundo da moda não para por aí. Com o movimento Body Positive, as grandes marcas já se preocupam em atender um público diverso. Pensar nessa diversidade é incluir e contemplar diferentes corpos, estilos e gostos para quem é fora do conhecido padrão. Essas marcas, inclusive, já foram muito além do conceito vestuário girl power, buscando valorizar as singularidades, muitas vezes, que não se limitam a “girls” e “boys”.
 
Com muitas opções disponíveis, é possível colocar mais personalidade nos looks e ser mais você. A desconstrução da ideia de roupa feminina e roupa masculina é um grande passo para você escolher a peça que quiser. Cores, cortes, tecidos e modelagens são muito pessoais e vão de acordo com o gosto de quem os veste.
 
A sociedade muda, a moda muda
 
A psicóloga comportamental Sandra Galhardo comenta o assunto: “em um mundo onde há mais informação, reflexão, a sociedade muda alguns comportamentos. A ditadura da beleza que estabelecia um padrão inalcançável, principalmente às mulheres, tem perdido força, apesar de ainda existir. Isso porque as pessoas decidiram dar um ‘basta!’”. 
 
Para ela, a mudança externa é uma grande conquista. “A Moda precisou acompanhar essa mudança e rever sua forma de criar e vender. Hoje a nossa roupa é muito mais política. É um enfrentamento que usa o corpo como forma de resistência”, diz Galhardo.
 
Camisetas com frases empoderadoras como “Girl Power” e “O futuro será feminista” estão pelas ruas e podem ser encontradas sem demora em lojas de departamento. 
 
Outras estampas mais ousadas trazem imagens de vaginas, úteros, seios com mamilos, por exemplo; a especialista comenta: “romper com padrões é um ato corajoso que dá uma sensação importante e muito prazerosa de libertação. Quando vi uma mulher gorda em uma livraria com a blusa escrito “GORDA”, em letras garrafais, achei genial! É ela enfrentando a todos que ainda querem julgar o corpo dela como anormal”. 
 
A saia é para quem?
 
Não é de hoje que mulheres usam terno e homens, saia. Algumas marcas tentaram emplacar roupas unissex em suas araras, mas a estratégia não deu muito certo. Isso porque o vestuário agênero é diferente de vestuário para ambos os sexos. 
 
Galhardo explica o equívoco: “A discussão sobre gênero causa ainda grande curiosidade e também confusões. Fazer roupa que serve tanto para homem quanto para mulher é considerar apenas essas duas possibilidades. Existem outras que não podem ser excluídas; há mais fluidez do que a opção binária”.
 
Vivendo a nova realidade de que cada um pode escolher seu gênero, a moda não teve outra escolha, senão atender essa demanda e se adequar à nova necessidade social. Qualquer pessoa pode vestir o que quiser. A tendência agora é ser feliz com o corpo que se tem.

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