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Família trabalha junto para fazer ceia de Natal para crianças carentes: “Eles pediram churrasco”

da Redação - Isabela Mercuri

25 Dez 2019 - 08:06

Foto: Arquivo Pessoal

Wilian Tavares (filho), Vicência Advincola (mãe), Wilson Tavares (pai) Danusa Tavares (filha)

Wilian Tavares (filho), Vicência Advincola (mãe), Wilson Tavares (pai) Danusa Tavares (filha)

Muito se fala sobre a busca pelo ‘verdadeiro significado do Natal’, e de como o consumismo tem tomado o lugar dos sentimentos de solidariedade e amor. Mas este não é o caso da família de Danusa Advíncola Tavares, moradora de Mirassol D’Oeste (295km de Cuiabá), que há dois anos decidiu realizar uma ceia para crianças carentes do bairro ‘Jardim São Paulo’. Junto ao grupo ‘Amigos Voluntários’, Danusa, sua mãe, seu pai e seu irmão realizaram o feito novamente neste ano, proporcionando um jantar especial para cerca de 130 estudantes do Lar das Irmãs Mercedárias. O cardápio foi o que eles escolheram: churrasco.

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O ‘Amigos Voluntários’ tem cerca de 15 participantes, e surgiu há cerca de dois anos, dos encontros que eles faziam para se divertir. “Chegamos a uma conclusão, já que a gente está sempre se reunindo para essa finalidade, vamos começar a nos reunir para fazer coisas para o próximo também, abraçar alguma causa, alguma coisa nesse sentido. Todo mundo topou, a gente começou a pagar uma mensalidade simbólica, de R$20, R$30 por mês, e toda vez que aparecia uma causa a gente abraçava”, contou Danusa ao Olhar Conceito. Hoje, sua mãe, Vicência Advíncola da Silva, é a mentora do grupo.

Desde então, os amigos já realizaram ações na Páscoa, com entrega de ovos de chocolate nas escolas públicas, fizeram uma festa de 15 anos, construíram uma casa, e o que mais puderam abraçar. A primeira ceia de Natal no Lar das Irmãs Mercedárias aconteceu em 2018 e, neste ano, foi realizada em 17 de dezembro.

Segundo Danusa, as crianças atendidas no Lar – que vive totalmente de doações - passavam muito tempo nas ruas, e com a presença da instituição no bairro, passaram a ter as refeições, aulas e atividades, como artes e educação física. No entanto, no final do ano, a casa entra de férias, e os estudantes acabam voltando para as ruas. 

Com a ajuda dos membros do grupo e também de empresários da cidade, a festa é realizada com jantar completo a partir do que as crianças pedem – geralmente churrasco, arroz, vinagrete, creme de milho, mandioca e refrigerante – e elas também ganham panetone, brinquedos e doces. Para entregar os presentes, é Danusa que se veste de Papai Noel. “Eles ficam eufóricos... no ano passado mesmo, na hora que eu apareci de Papai Noel com o saco de presentes eles quase me derrubaram”, lembra.

Para a voluntária, o principal benefício do evento é, além de proporcionar um momento de alegria às crianças, também levar uma mensagem de amor e união. “A gente faz a ceia e fala para eles levarem para a família a importância da união, da partilha, do amor... a gente tenta levar isso para eles, porque Natal é família. É amor, é paz, é união”.

Outras atividades

Não é somente no Natal que os ‘Amigos Voluntários’ realizam as ações. Danusa, pessoalmente, lembra com carinho de dois momentos. Um deles foi na Páscoa, quando ela se fantasiou de coelhinho para levar os ovos de chocolate para as crianças. “Entregamos de manhã e a tarde, só que estava um dia tão quente, que eu quase derreti dentro da fantasia”, lembra. “Eu achei que não fosse conseguir. Teve um momento que eu comecei a chorar - mas como era dentro da máscara eles não viam - porque eu não estava mais aguentando de tanto calor. Mas o que mais me motivou foi a euforia, a reação das crianças. É indescritível”.
 

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