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Quarta-feira, 12 de agosto de 2020

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Cardiologista explica o que diferencia o coração dos homens do das mulheres

Dr. Juliano Slhessarenko

16 Dez 2019 - 11:00

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Cardiologista intervencionista. Doutor em cardiologia pela USP; Atendimento: Clinmed (65) 30559353, IOCI (65) 30387000 e Espaço Piu Vita (65)30567800

Cardiologista intervencionista. Doutor em cardiologia pela USP; Atendimento: Clinmed (65) 30559353, IOCI (65) 30387000 e Espaço Piu Vita (65)30567800

O coração da mulher é ligeiramente menor do que o do homem (cerca de dois terços do tamanho) e sua fisiologia é um pouco diferente. Pesquisas mostram que as suas frequências cardíacas médias, por exemplo, são mais aceleradas.

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As mulheres também têm artérias coronárias mais finas e maior tendência a sofrer com bloqueios não apenas nas artérias principais, mas também nas menores, que fornecem sangue ao coração (condição chamada “doença cardíaca de pequenos vasos” ou “doença microvascular coronária”). Por esse motivo, quando têm um ataque cardíaco, descrevem a dor no peito como uma pressão ou aperto, e não como uma dor lancinante. Além disso, tal sintoma é menos frequente entre o sexo feminino do que entre os homens.
 
Outras particularidades do organismo da mulher estão associadas às cardiopatias. O hormônio estrogênio ajuda a proteger seu corpo das doenças cardíacas antes da menopausa, aumentando o colesterol HDL (“bom”) e reduzindo o LDL (“ruim”). Mas após a última menstruação, o sexo feminino têm concentrações mais altas de colesterol do que os homens.  Os triglicerídeos elevados também são importantes contribuintes para o risco cardiovascular, o que aumenta o risco de morte por doença cardíaca após os 65 anos.
 
A diabetes é outro fator que aumenta o risco de doenças cardíacas nas mulheres -- mais do que nos homens. Isso ocorre porque, em geral, a condição está associada à obesidade, hipertensão e colesterol alto quando se trata do sexo feminino.
 
Porém, não significa que a mulher, só deva se preocupar com cardiopatias na velhice.
De acordo com a Escola de Medicina de Harvard, a síndrome metabólica é o fator de risco mais importante para ataques cardíacos em idades precoces.  Tal síndrome é um conjunto de doenças como pressão arterial elevada, excesso de gordura na região da cintura, colesterol "bom" baixo e triglicerídeos elevados.
 
Sempre que o coração das mulheres é mencionado, elas sempre lembram de  sensibilidade e fragilidade.  Mas isso é realmente um fato científico.  Além do mais, os corações das mulheres têm veias mais finas, mais sensíveis e mais suscetíveis a murchar.  Em termo se sexo o tamanho dos corações são muito diferentes um do outro em termos de tamanho também.  O coração de uma mulher é menor comparado ao de um homem.  Também é menos durável em um ataque!  Embora as doenças cardíacas, que ocupam o primeiro lugar no mundo entre as causas de morte, sejam frequentemente chamadas de "doenças do homem", metade das mulheres com mais de quarenta anos morrem de doenças cardiovasculares. 
 
Podemos citar 12 diferenças entre o coração de uma mulher e o de um homem e as medidas preventivas necessárias no âmbito da saúde Cardiaca.
 
1- 60 gramas menor 

O coração de uma mulher é menor que o coração de um homem.  Enquanto o peso médio do coração de uma mulher é de 118 gramas, o coração de um homem pesa 60 gramas a mais.
 
 2 - As vasos são mais finos

Os vasos do coração  de uma mulher são mais finos..  Ter vasos em média 1 mm mais finos que as dos homens dificulta o trabalho das mulheres.
 
3 - Mais palpitações

As mulheres têm uma estrutura de válvula mais flexível.  Distúrbios valvares cardíacos e queixas de palpitações são mais frequentes.
 
4 - Vasos mais sensíveis


Vasos no coração das mulheres são mais sensíveis e mais propensas a murchar.  O encolhimento temporário que ocorre nos vasos finos  pode causar dor no peito originada no coração que não é facilmente diagnosticado.
 
 5 - Os sintomas das doenças não se apresentam tão facilmente


As doenças cardíacas das mulheres não apresentam sintomas facilmente e o eletrocardiograma e os testes de esforço geralmente dão resultados normais.  Dúvidas clínicas e fatores de risco devem ser considerados e mais testes devem ser realizados de acordo.
 
6 - Menos durável após um ataque cardíaco

O coração das mulheres é menos durável contra danos após um ataque.  Comparadas aos homens, as mulheres têm maior risco de morte após um ataque cardíaco.
 
7 - Causa reclamações atípicas

O coração de uma mulher doente geralmente apresenta sintomas atípicos.  Embora a dor no peito seja mais proeminente nos homens, as mulheres geralmente podem ter falta de ar, fraqueza, fadiga e inchaço como sintomas proeminentes.  Isso pode levar a desafios no diagnóstico.
 
8 - Bate mais

O coração das mulheres bate mais rápido do que os homens.  Por exemplo, a frequência cardíaca média diária para homens é de 70 a 72, enquanto essa taxa é de 78 a 82.  Isso causa as queixas de palpitações e falta de ar devem ser observadas mais em mulheres.
 
9 - Mais sensível aos efeitos colaterais

O coração das mulheres é especialmente mais sensível aos efeitos colaterais dos medicamentos.  Sua tendência a desenvolver distúrbios do ritmo é maior em comparação aos homens.

10 - Mais propenso a desenvolver coágulos

Os corações das mulheres são mais propensos a desenvolver coágulos em comparação com os homens.  Isso se torna mais proeminente em mulheres que usam controle de natalidade e fumaça.
 
11 - Mas suas veias são mais resistentes!


As veias do coração das mulheres são mais resistentes a doenças cardíacas.  Comparado aos homens, há uma diferença de 10 anos no desenvolvimento de doenças cardiovasculares.  No entanto, essa diferença desaparece após a menopausa.
 
12 - Difícil de determinar em testes

Uma doença que se desenvolve no coração de uma mulher geralmente tem mais efeito em uma veia.  Isso pode dificultar a determinação nos testes.  Estudos apontam que  muitas mulheres não demonstram os cuidados e a sensibilidade necessários à saúde do coração e descuidam em Manter o peso ideal, sem descuidar o tratamento de condições existentes, como hipertensão ou diabetes, ficar longe do cigarro, ter uma vida saudável.  A dieta mediterrânea e ficar longe do estresse ajudarão a manter o coração da mulher delicada saudável.
 
Cuidando de Nossos Corações

 
As mulheres geralmente minimizam as bandeiras vermelhas, como fadiga persistente, indigestão contínua e coisas do gênero.  Elas interpretam mal seus próprios sintomas vagos, assumindo que seus corações estão imunes a problemas.

As mulheres esperam mais que os homens para chegar ao hospital quando estão tendo um ataque cardíaco.  Mais músculos morreram no momento em que recebem tratamento.

Se você não está se sentindo bem, vá ao consultório médico.  As mulheres costumam ter um mês ou mais entre não se sentirem em estado de alerta e o início de um ataque cardíaco.  Os homens normalmente não têm essa janela de oportunidade.

4 comentários

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  • Daniela
    16 Dez 2019 às 23:13

    Boa noite ,eu passei no cardiologista pois estava sentindo mal estar falta de ar e sinto umas agulhadas no peito q as vezes chega a incomodar até o braço q parece q fica um peso nele.ai o médico me pediu um rother e resultado deu um sopro no coração disse o médico nada grave nem medicamento me passou .So q eu não estou tendo melhoras cada dia mas a falta de ar os incómodos no peito q chega ir para as costa com agulhadas aí passei em outro médico e me pediu uma ressonância cardíaca o resultado foivasos da basebol situação habitual e discreta dilataçao do tronco de arteria pulmonar,aí gostaria de saber se tem algum risco pois eu tenho reumatismo no sangue e estou na nenopausa com 37 anos. E gostaria de saber se o casanço físico a sonolência e falta de ar tem algo Acer com isso dez de já obrigado

  • Andrea
    16 Dez 2019 às 21:01

    Excelente matéria. Excelente estudioso da medicina. Parabéns.

  • Sandra
    16 Dez 2019 às 17:40

    Realmente é vde, a mulher demora mais a ir no médico após um infarto isso pq demora a diagnosticar esse infarto.... Aconteceu comigo... Tive um infarto do miocárdio e senti uma forte dor no braço esquerdo. Eu fiquei dois dias com essa dor e ao chegar ao médico fui internada diretamente pra uma UTI. Fiz um cateterismo e me encontro ainda com fadiga ao realizar um esforço físico. Achei interessante a matéria pra conscientizar as pessoas a mudarem o hábito de vida....a entender melhor o que é um infarto pois nem todos tem a sorte de poder viver após um. Tive infarto com 43 anos e hoje com 44 penso muito diferente...perdi um terço de meu coração e me encontro em tratamento. Sei bem como é sentir as palpitações e o corpo realmente avisa com antecedência a esse episódio. Parabéns a essa pesquisa e materia elaborada... Obrigada pelo espaço.

  • Amorim
    16 Dez 2019 às 17:04

    Muito legal o trabalho de reportagens propositivas, torço para que se perpetue. Parabéns ao site!

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