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Sábado, 19 de setembro de 2020

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Após dois anos viajando de carona, mochileiro de Cuiabá faz vaquinha para chegar até o Alaska

da Redação - Isabela Mercuri

10 Jan 2020 - 14:00

Foto: Arquivo Pessoal

Após dois anos viajando de carona, mochileiro de Cuiabá faz vaquinha para chegar até o Alaska
Gabriel Dias da Silva tem 26 anos e já percorreu vinte e dois países de carona e bicicleta, se hospedando 'de favor', com um só objetivo: chegar até o Alaska. Agora, ele está mais perto do que nunca, no Canadá. No entanto, além do transporte, encontrou outro impeditivo, o frio. Por este motivo, criou uma ‘vaquinha virtual’, com a qual pretende juntar dinheiro para comprar as roupas necessárias para alcançar seu sonho. Paulista, ele viveu em Mato Grosso desde os três anos de idade, e em Cuiabá chegou a trabalhar em diversos setores antes de sair em viagem.

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A aventura começou em 2017, mas, desde então, já foram muitas idas e vindas. Antes disso, Gabriel já trabalhou vendendo capinha de celular pelas ruas cuiabanas, abriu uma empresa de informática, até chegar ao ramo imobiliário. Foi com a venda de um apartamento e a comissão ‘gorda’ de uma caminhonete que ele viu a vida mudar mais uma vez.

“Eu vendi a caminhonete para um fazendeiro, troquei em três mil sacos de milho. E foi assim que eu comecei a trabalhar com compra e venda de cereais. Comecei a trabalhar com isso e viajei 20 estados brasileiros, mais de cem mil quilômetros”, lembra.

Com o instinto viajante já instalado, ele decidiu comprar de volta a caminhonete e, com ela, ir até o Alaska. “Eu estava olhando o mapa no meu escritório e vi o Alaska lá na ponta do mapa, e falei: eu vou para o Alaska. É o lugar mais longe que dá pra chegar sem pegar avião, por estrada”, lembra.

Os planos logo deram errado quando Gabriel sofreu um acidente, e a caminhonete teve perda total. No entanto, ele não desistiu: tirou os vistos (americano e canadense) e decidiu viajar de carona.

Na primeira parte da viagem ele passou pelo Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Equador, Guiana Francesa, Suriname, Guiana Inglesa, Venezuela e Colômbia. Tudo de carona. Em 2019, no entanto, decidiu voltar ao Brasil para ir à formatura de seu irmão, em Minas Gerais. Neste meio tempo, voltou à casa do pai, em Brasnorte (Mato Grosso). pegou a bicicleta do pai e voltou a viajar, agora até a Venezuela, onde alguns problemas o fizeram voltar para casa.

“Antes de eu ter esses problemas na Venezuela, os meus pais me apoiavam muito, mas depois da Venezuela eles pararam de me apoiar, estavam me prendendo em casa”, lembra. De fevereiro a novembro, ele tentou juntar dinheiro para recomeçar a aventura, mesmo contra a vontade dos pais. Até que em novembro de 2019 saiu de casa escondido. Novamente, realizou sua trajetória: Porto Velho, Acre, Peru, Equador, Colômbia, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, México, Estados Unidos e, agora, chegou o Canadá.

Gabriel no caribe panamenho (Foto: Arquivo Pessoal)

Faltam apenas 3500km para Gabriel chegar a seu destino. No entanto, a maior dificuldade é o preço das roupas. “Eu tentei pedir patrocínio para algumas empresas de roupas, mas essas roupas para lá são um pouco caras, são as mesmas roupas que usam para escalar o Everest. É roupa para -50ºC. Só o saco de dormir custa 800 dólares, e o calçado uns 700 dólares... Estou tentando achar usado ou conseguir pelo menos um desconto”, explica.

Até agora, no entanto, Gabriel não conseguiu o patrocínio. Como tem apenas visto de turista, não pode trabalhar no Canadá – o que quer fazer apenas em último caso. Por este motivo, ele criou a vaquinha, e pede ajuda de seus seguidores para que ‘não morra’ de frio.

Gabriel no 'Polar Bear Swim' em Vancouver (Foto: Arquivo Pessoal)

Depois que chegar ao Alaska, no entanto, a viagem não vai acabar: “Depois do Alaska eu pretendo continuar e fazer uma volta ao mundo. Ainda não sei se eu cruzo para a Rússia ou se vou para Nova York e cruzo para a Espanha”, afirma.

Acompanhe as aventuras dele pelo INSTAGRAM. Quem quiser ajudar Gabriel pode acessar a vaquinha AQUI.

10 comentários

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  • Lucas
    13 Jan 2020 às 08:40

    Mas que folgado!!! Tá de sacanagem uma reportagem dessas.

  • Messias
    11 Jan 2020 às 14:08

    Se for para ir Ali na Alaska Sorveteria da Isaac povoas eu até ajudo.

  • Kleber Venâncio
    10 Jan 2020 às 19:43

    Brasileiros não têm vergonha de pedir no lugar de trabalhar. Mas esse aí supera qualquer cara de pau.

  • Marcos
    10 Jan 2020 às 18:41

    Também gosto de viajar, mas trabalho antes para ter dinheiro. Muita folga desse rapaz. Que a família banque, tudo bem, mas fazer vaquinha para ficar viajando é ridículo.

  • joana
    10 Jan 2020 às 16:33

    entrei na vaquinha so pra ver... realmente ele esta tentando conCeguir uma grana . ja tem quase quinhentos. infelizmente não vou poder ajudar pois estou aqui no brasil trabalhando pra pagar as minhas contas.

  • Itamar
    10 Jan 2020 às 16:28

    Só os trouxas que manda dinheiro quem quiz ir foi ele sivira malandro

  • Rafael
    10 Jan 2020 às 15:42

    Eu que sou trouxa de ficar trabalhando e pagando imposto...

  • Tsc tsc tsc
    10 Jan 2020 às 15:24

    Cara mentiroso!!! Eu moro no Canadá e botas de inverno não custam $700 dólares, luvas não custam $100 dólares e assim vai... mentiroso!!!!

  • Milton CPA I
    10 Jan 2020 às 15:21

    Mais um preguiçoso ,que não trabalha, pedindo dinheiro para passear. Chega a ser ridículo.

  • Juinense
    10 Jan 2020 às 14:18

    Deixa eu ver se entendi. Enquanto você passeia pelo mundo, nós ficamos aqui trabalhando e te mandando dinheiro para que você continue a passear. Tá “serto”!!!!

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