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Quarta-feira, 28 de outubro de 2020

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Vivendo na China, professor de Jiu jitsu relata ruas desertas, mas alerta: “muitas notícias não são verdadeiras”

da Redação - Isabela Mercuri

08 Fev 2020 - 07:50

Foto: Arquivo Pessoal

Vivendo na China, professor de Jiu jitsu relata ruas desertas, mas alerta: “muitas notícias não são verdadeiras”
O professor de Jiu Jitsu e MMA (Mixed martial arts) Igor Nunes Monteiro, 39, viveu em Sinop por vários anos, antes de decidir se aventurar pela Ásia. Na China desde 2017, ele mora em Xian, e recentemente foi surpreendido pela mudança drástica de sua rotina, desde que foi anunciado o ‘surto’ de coronavírus.

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Igor nasceu em Corumbá, e mudou-se para Sinop em 2010. Chegou a morar em Porto Alegre por um ano, em 2013, mas logo voltou para a ‘capital do Nortão’, onde viveu e trabalhou até se mudar para a China.
 
Segundo ele, a notícia do coronavírus veio pelos noticiários – assim como para os ocidentais. A cidade onde vive, Xian, capital da província de Xianxim, fica a cerca de 800km de Wuhan, capital de Hubei, considerado o ‘epicentro’ do vírus. Apesar da proximidade, ele conta que não conhece ninguém que tenha sido infectado.
 
A rotina, no entanto, está totalmente afetada. “Ruas desertas... O transporte ainda funciona, mas está deserto. Praticamente a vida de todos se resume em ficar em casa e supermercado”, relata.







Apesar disso, Igor afirma que há muito exagero no que é noticiado fora do país. “Quanto ao abastecimento dos supermercados, está tudo normal, tranquilo. Embora tenha muita especulação, dizendo em que nos supermercados falta alimentos, que as pessoas estejam caindo na rua, etc... Quero informar a todos meus amigos, principalmente familiares, para não se preocuparem. Muitas notícias que dizem por aí não são verdadeiras. O governo está tendo todo o cuidado e [sendo] muito responsável para conter o vírus”, afirma.



Segundo o professor, a prevenção consiste em usar máscaras, lavar as mãos e constantemente usar álcool gel. “Quando saímos para comprar alguma coisa no supermercado podemos ver todo o cuidado que o governo está tendo com todos”, afirma. “Carros são desinfetados quando entram no condomínio, quando entramos no supermercado ou metrô checam nossa temperatura, etc”.

Pessoalmente, o maior problema para Igor tem sido a dificuldade de voltar para o Brasil. O retorno já estava programado, mas ele ainda não tinha comprado a passagem. “Com todo esse alarde sobre o coronavírus, as passagens tiveram um aumento considerável. E com o cancelamento de vários voos se tornou mais complicado a volta para o Brasil”, lamentou. “Pretendo primeiramente ir para a Tailândia ou Coreia do Sul, onde pretendo ficar 7 ou 10 dias e assim voar para o Brasil”, finaliza.

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