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Baguncinhas sentem mudanças e tentam se adequar ao novo cenário diante do Coronavírus

Da Redação - Isabela Mercuri

19 Mar 2020 - 17:20

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Baguncinhas sentem mudanças e tentam se adequar ao novo cenário diante do Coronavírus
Chapa cheia, mesas na calçada, cadeiras lotadas de gente. Este é o cenário comum nos ‘baguncinhas’ e lanches de rua em geral em Cuiabá, mas, em alguns lugares da capital, os microempresários já conseguem sentir os efeitos da pandemia de coronavírus que alastrou o mundo. Enquanto alguns perderam até cem clientes por noite, outros perceberam aumentar o delivery em horários específicos, e passaram a oferecer mais segurança aos clientes.

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O ‘Baguncinha do Tal’, que já tem mais de 25 anos de história, está passando por maus bocados. “Eu vendia mais ou menos 120, 130 baguncinhas por dia, agora estáou vendendo 30, 40”, lamentou Natanael da Silva Ferreira, 54.

Segundo o pequeno empresário, desde o final de 2019 ele passou a trabalhar somente com delivery, porque o movimento já tinha diminuído. Agora, estava pensando em voltar para as ruas, mas, com a pandemia, não sabe o que fazer. “Pensei até em fechar e ir pro sítio, ver o que faço”, lamentou.

Natanael tem dois filhos. Um deles também vende lanches, e sentiu o impacto nas duas últimas semanas. “Hoje está demorando 1h30 para atender um cliente depois que abre. Antigamente demorava minutos”.

Para Gustavo Belatto, do ‘Belatto’s Lanches’, o ideal será focar no delivery e aumentar a segurança dos clientes. O estabelecimento estava fechado para uma pequena reforma, e a partir desta quinta-feira (19) que ele vai perceber como estão as coisas. “Acredito que vai diminuir bastante. Você já vê o fluxo de movimento na rua que está bem menor, o fluxo de gente diminuiu muito, e é o que a gente teme. A gente não sabe o que vai ser, se as pessoas vão parar de sair realmente. A gente conta com o delivery para salvar”, afirma.

No delivery, que é comandado pelo irmão de Gustavo, Vinícius Belatto, o movimento continua normal até agora. “A gente abriu terça-feira e quarta, e sinceramente eu não tive muita alteração em volume de vendas e faturamento, foi bem próximo do que eu fazia em meses bons”, conta. “Mas o que se nota é que nos picos de horários aumentou, e dá 22h e morre. A sensação é que não tem mais ninguém. Inclusive nas conversas que tive com os entregadores, eles dizem que não tem muita gente circulando. Então a principio não teve muita alteração, está normal, mas acho que terá uma noção melhor agora, de quinta a domingo, quando geralmente temos um volume de venda mais expressivo”.

Na loja da Avenida Getúlio Vargas, os cuidados foram redobrados. “A gente providenciou o que é necessário para mostrar para todos que estamos em busca de combater e prevenir esse vírus. Estamos na expectativa de mostrar para os clientes que a gente é uma empresa que procura sempre o bem estar dos nossos clientes e funcionários também. Eles sempre usaram luvas e agora usam máscara, também passamos álcool sempre nas mesas, toda hora que tem contato com algo que precise. Vai ter álcool gel em cada mesa, vamos colocar as mesas com mais distância. E a gente tem um lavatório com sabão caso os clientes queiram lavar as mãos, que é o certo”, explica Gustavo.

Por outro lado, José Souza, o ‘Zé Dog’, conta que não percebeu nenhuma mudança. Segundo ele, o movimento está normal. “Continua normal. Mesmo número de clientes, mesmo número de pessoas”, afirmou. Ainda segundo ele, seu estabelecimento sempre usou álcool para fazer a limpeza, e o protocolo de higiene continua o mesmo.

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