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Domingo, 25 de outubro de 2020

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Para ‘sobreviver’ à quarentena, cuiabana tenta manter rotina de exercícios e alimentação saudável nos EUA

Da Redação - Isabela Mercuri

21 Mar 2020 - 10:21

Foto: Reprodução / Facebook

Beatriz vive nos EUA há 17 anos

Beatriz vive nos EUA há 17 anos

Já são quase duas semanas trabalhando dentro de casa, saindo o mínimo possível para seguir as recomendações e tentar evitar a propagação do novo coronavírus (COVID-19). Desde então, a brasileira Beatriz Coningham, 56, cuiabana de coração, precisou se adaptar. Ela, que mora sozinha, optou por manter sua rotina de exercícios e alimentação saudável para conseguir ‘sobreviver’ à nova realidade.

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“Eu sou normalmente uma pessoa tranquila, mas o que eu estou fazendo é mantendo a minha rotina de exercício. Porque pra mim, o que mais ajuda a me acalmar é ter alguma atividade física constante”, disse ao Olhar Conceito. “A academia pra onde eu vou fechou, mas eu e uma amiga minha, que somos vizinhas, assistimos pela internet uma aula de ioga, e também fazemos caminhada. E a gente está tentando manter uma alimentação saudável, porque se você fica em casa o dia inteiro a tendência é ficar só sentada, se a gente não cuida também começa a causar outros problemas de saúde”.
 
Segundo Beatriz, apesar de sua empresa ter mandado os funcionários para casa relativamente cedo, foi só há pouquíssimo tempo que a população passou a levar a doença a sério. “No início, há três semanas, tinha muita gente falando que era besteira, que não precisava se preocupar, que era só uma gripe. Essa mentalidade desapareceu. Agora o pessoal entendeu que isso é um vírus que tem um impacto muito mais forte do que uma gripe. E também aquela coisa de que só as pessoas de mais idade que estavam vulneráveis, que criança não... isso também está mudando bastante porque a gente está vendo que tem pessoas mais novas sendo contaminadas e ficando bem doentes,  e pessoas de todas as idades. Ninguém está imune. Isso já mudo bastante aqui, e as pessoas estão bem mais conscientes de que o risco é muito maior do que a gente imaginava”, afirma.
 
Os Estados Unidos têm hoje 16.018 casos do novo coronavírus (COVID-19), com 216 mortes. Destas, apenas uma foi no Distrito de Columbia, onde fica Washington DC. O governo ainda não determinou quarentena, mas a maioria das pessoas está ficando em casa voluntariamente. “O problema aqui nos Estados Unidos é que não estão testando muitas pessoas”, lamenta Beatriz. “A disponibilidade de testes está pequena. Eles só testam quando a pessoa está com sintomas bem claros ou quando ela tem certeza que foi exposta ao vírus”.
 
Outra questão é a falta de saúde pública. Beatriz tem acesso a um seguro saúde oferecido por sua empresa, mas quem está desempregado ou trabalha para uma companhia menor, não tem alternativa. “O medo que o pessoal está aqui é que mesmo que você tenha seguro saúde, se os hospitais, serviços todos ficarem abarrotados de pessoas com coronavírus, vai ser difícil a pessoa receber tratamento, mesmo que ela tenha o seguro”, declara.

A solução, então, é mesmo se isolar. Por isso, desde que começaram as notícias, segundo Beatriz, muitas pessoas foram aos supermercados e começaram a estocar produtos para ficar até três meses dentro de casa. “Mas é muito difícil. Por causa do nível de contagio e a rapidez do contagio é tao difícil prevenir... mesmo com todos esses cuidados. A gente tem que ter os cuidados, mas é difícil”, lamenta.

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