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Sábado, 05 de dezembro de 2020

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Isolamento pode agravar sintomas e levar à depressão pós-parto: Veja como ajudar

Da Redação - Isabela Mercuri

06 Mai 2020 - 08:33

Foto: Anneka / Shuterstock

Isolamento pode agravar sintomas e levar à depressão pós-parto: Veja como ajudar
O dia 6 de maio é marcado para lembrar da importância da ‘saúde mental materna’. Conhecida como uma fase da vida de amor e felicidade, a maternidade pode se tornar um verdadeiro martírio para muitas mulheres e, em tempos de isolamento social e incertezas da pandemia, a situação pode ficar ainda pior, levando a problemas graves como transtornos ansiosos, psicose puerperal, disforia puerperal ou baby blues, burnout materno e a depressão pós-parto (além da necessidade de lidar com o luto para aquelas mães com perda neonatal ou gestacional).

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Segundo a psicóloga perinatal Fabiane Espindola de Assis, é importante que as pessoas cuidem de sua saúde mental durante todos os momentos, mas as mães recentes devem ter especial atenção. “[Ela] passa por mudanças significativas na puberdade, gestação e climatério, que são considerados períodos potenciais de crise devido às mudanças intensas que ocorrem nessas respectivas fases”, explica.
 
O acompanhamento psicológico desde o início da gestação é uma forma de ter suporte emocional neste momento significativo. Nestes tempos de pandemia, inclusive, ele passa a ser ainda mais importante (mesmo que à distância). “Em tempos de isolamento, a falta de contato com a rede de apoio, de carinho, acolhimento, principalmente de ajuda (geralmente oferecida pela mãe/sogra) nesse momento tão delicado que é a chegada de um bebê, ou até mesmo de atividades que eram prazerosas e serviam como fatores de proteção da pessoa e que até o momento estão suspensas, pode agravar sintomas já pré-existentes levando à depressão pós-parto”, declara.

Psicóloga Fabiane Espindola de Assis (Foto: Arquivo Pessoal)
 
Além da depressão pós-parto, outros transtornos emocionais menos conhecidos podem atingir as mulheres neste momento. Para elas, a psicóloga sugere que procure ajuda emocional e profissional, mas os conselhos vêm também para quem está por perto. “Esteja atento aos cuidados com essa mulher, evite comentários! Se não sabe o que dizer, então não diga nada. Evite perguntas especulativas, apenas escute e acolha, e sempre lembre-se que se ela está dizendo, é porque realmente está sentindo e confiou em você para compartilhar os sentimentos dela. Ofereça ajuda, a rede de apoio é muito importante e apresente profissionais qualificados que possam ajuda-la. Disponibilizar é amar, e quem dá colo também quer colo”.
 
Pensando nesta ajuda necessária, Fabiane iniciou em maio um grupo de apoio às recém-mães, “para que juntas possam construir uma rede de apoio, compartilhar experiências, ressignificar os momentos que forem necessários e encontrar recursos de enfrentamento”, explica. Além disso, participa de um calendário do Instituto MaterOnline, com uma semana cheia de palestras até a próxima sexta-feira (8), com temas diversos sobre a atenção psicológica materna. Para saber mais, acesse o Instagram de Fabiane AQUI.

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