Olhar Conceito

Quarta-feira, 05 de agosto de 2020

Notícias / Cinema

Coletivo Quariterê abre inscrições para mostra de Cinema Negro de Mato Grosso

Da Redação - Isabela Mercuri

02 Jul 2020 - 10:57

Foto: Divulgação

Coletivo Quariterê abre inscrições para mostra de Cinema Negro de Mato Grosso
Curtas, médias e longas, de todos os gêneros, lançados entre 2017 e 2020 e feitos por produtores e/ou realizadores negros podem se inscrever, até o próximo dia 30 de julho, na V Mostra de Cinema Negro de Mato Grosso. O evento será realizado online, entre os dias 6 e 13 de setembro de 2020, através da plataforma do Coletivo Audiovisual Negro Quariterê.

Leia também:
Coletivo MT Queer lança minissérie sobre homofobia no ambiente de trabalho
 
Não há limitações de tempo nas produções audiovisuais, que podem ser de ficção, documentário, animação, experimental ou videoclipe. Neste ano, o tema da mostra é Sobre(vivência) e foi escolhida para falar da resiliência do povo negro e de estar dentro de um sistema que cada vez mais coloca a negritude e a arte como inimigos.

Segundo o coletivo, “O cinema negro no Brasil tem, desde seu nascimento, a força motriz do antiepistemicídio, do antirracismo e da construção de novas potências de viver. Sobrevivemos sabendo que nossos corpos e ideias são os alvos, buscando na ancestralidade os exemplos para (re)construir nossas histórias e (sobre) viver às dificuldades”.

O objetivo da mostra é refletir sobre o protagonismo negro no audiovisual, além de ser uma resposta aos anseios de produtores afrodescendentes do Estado de Mato Grosso, que buscam dar visibilidade à produção audiovisual negra regional e nacional.

Ela já acontece há cinco anos, e é a única do gênero no estado. “Salvaguardar esse evento anual é dialogar com as necessidades, discutir as vivências e estratégias de sobrevivência em um estado fora do eixo. O cinema, enquanto agente transformador de vidas, precisa ter uma parcela de representação nas vidas dessas pessoas e não alimentar estereótipos da representação dos negros no cinema”, completa o coletivo.

Em anos anteriores, a mostra já teve como convidadas especiais Joyce Prado (APAN) e Adélia Sampaio, primeira negra a dirigir um longa-metragem no Brasil. Em 2019, o coletivo homenageou o professor, militante, antropólogo e cineasta Dr. Celso Luiz Prudente.

Além da mostra, mensalmente é realizada a Sessão Afrocine, em parceria com o Cineclube Coxiponés da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), além de sessões em escolas públicas de Cuiabá, comunidades quilombolas e cidades do interior do estado.

Em tempos de quarentena, o coletivo lançou também o canal QuariTV no YouTube e IGTV, com entrevistas de personalidades negras sobre arte, saúde mental e isolamento social.

Serviço

Inscrições e regulamento: http://www.quaritere.com.br/

1 comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Olhar Conceito. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Olhar Conceito poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • sediclaur
    04 Jul 2020 às 10:29

    Olha, eu acho uma enorme contradição nos movimentos antirracistas quando sai uma coisa dessas aqui. Os movimentos defendem a igualdade entre as raças e aí vem gente com essa história de cinema negro. É gente querendo pegar o bonde do momento pra se dar bem. Eles próprios estão fomentando o racismo. Por que não criam um tema onde brancos, negros, amarelos, peles-vermelhas , etc. devem lutar para obter a ascensão social sem que esta seja imposta por lei nenhuma? Ao meu ver, no Brasil, existe discriminação social e não racial. Se o branco, negro ou qualquer raça estiver bem economicamente falando, ele é acolhido na sociedade. Já pessoas de qualquer raça se for pobre é discriminado.

Redes Sociais

Sitevip Internet