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Domingo, 20 de setembro de 2020

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Coletivo Quariterê lança pré-Mostra de Cinema Negro nesta terça-feira

Da Redação - Isabela Mercuri

25 Ago 2020 - 10:09

Foto: Divulgação

'Cabelo Bom' está na programação

'Cabelo Bom' está na programação

A pré-mostra de Cinema Negro de Mato Grosso começa nesta terça-feira (25) no site do coletivo audiovisual Quariterê. Os filmes ficarão disponíveis para acesso por uma semana, até dia 31 de agosto, antes do início da mostra, que começa em 6 de setembro.

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Esta pré exibição traz obras ganhadoras de mostras anteriores, além de algumas produções de membros do coletivo audiovisual negro Quariterê. O coletivo é formado por produtores e entusiastas do audiovisual mato-grossense, todos afrodescendentes, e tem por objetivo discutir temáticas relacionadas às questões raciais e suas interseccionalidades. O nome veio em homenagem ao Quilombo do Quariterê, localizado na região de Vila Bela, primeira capital do Estado.

A mostra acontece de 6 a 13 de setembro de 2020, e será realizada online. O objetivo é refletir sobre o protagonismo negro no audiovisual, além de ser uma resposta aos anseios de produtores afrodescendentes do Estado de Mato Grosso, que buscam dar visibilidade à produção audiovisual negra regional e nacional. Ela já acontece há cinco anos, e é a única do gênero no estado.

Além da mostra, mensalmente é realizada a Sessão Afrocine, em parceria com o Cineclube Coxiponés da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), além de sessões em escolas públicas de Cuiabá, comunidades quilombolas e cidades do interior do estado.

Em tempos de quarentena, o coletivo lançou também o canal QuariTV no YouTube e IGTV, com entrevistas de personalidades negras sobre arte, saúde mental e isolamento social.
 
Confira as sinopses dos filmes selecionados para a Pré-mostra:

A GRANDE CEIA QUILOMBOLA 
Direção de Ana Stela Cunha e Rodrigo Sena
(Documentário/Maranhão/ 52’/ 2017)


No Quilombo de Damásio, terra doada por um senhor de engenho a três de suas escravas, o alimento tem sido secularmente cultivado e extraído da natureza de forma parcimoniosa, fazendo parte de uma estrutura social que privilegia o grupo. O documentário retrata parte destes saberes, tendo a comida um papel fundamental na coesão do grupo. 
 
CABELO BOM
Direção Cláudia Alves Swahili Vidal Moreira
(Documentário/15’/2017)


Veja como a mulher negra é pressionada esteticamente para se enquadrar em padrões pré-estabelecidos a partir de três personagens que expõem sua relação com o cabelo crespo. Elas contam suas trajetórias de vida, histórias de preconceito e mostram como a auto aceitação de suas raízes capilares foi, e ainda é, fundamental para se afirmar como mulheres negras em um país como o Brasil.
 
CLANDESTYNA 
Direção de Duca Caldeira
(Documentário/Rio de Janeiro/ 21’/ 2018)


Um dos projetos finais do LAB NEM, iniciativa que possibilita a participação de pessoas trans no audiovisual, CLANDESTYNA apresenta Dayo, Piranhafudida e Ducaralho. Três travestis pretas da Baixada Fluminense, que recorrem a arte para sobreviver ao país que mais mata transvestigeneres no mundo.
 
COMO SER RACISTA EM 10 PASSOS 
Direção de Isabela Ferreira 
(Ficção/Cuiabá/15’/2018)


Curta provocativo que traz à tona e confronta o racismo estrutural velado, através de situações sensíveis, normalizadas e naturalizadas que serão facilmente identificadas pelo público. O filme mostra a realidade cotidiana de pessoas negras comumente afetadas pelo racismo enraizado, por atitudes que vão além do que é verbalmente dito. O racismo real precisa ser discutido.  

COROAÇÃO
Direção de Juciara Áwô e Luana Arah
(Experimental/ Rio de Janeiro/ 9’/2019)


Mulheres negras sustentam a ancestralidade, o lugar de fala e ação no ori. Coração subverte rodilhas, baldes, cargas. O trapo insignificante é coroa sagrada. Um corpo negro caminha, erguendo um balde, suportando um oceano, refazendo os passos da própria história. 
 
GIRAMUNDÁ - O congo e a diáspora
Direção de Cláudio Dias e Gilson Costa
(Documentário/Mato Grosso/52’/2018) 


Moradores de Cuiabá, Várzea Grande e Nossa Senhora do Livramento. Todos com uma só origem: o Complexo Quilombola de Mata Cavalo. Desterritorializados, eles se reúnem todo ano na festa de São Benedito, em Livramento, para encenar a Dança do Congo como uma forma de contar sua história e fortalecer a identidade quilombola em um ritual sagrado de resistência cultural. 
 
MÃE NÃO CHORA 
Direção Carol Rodrigues, Vaneza Oliveira
(Ficção/São Paulo/20’/2019)


Raquel trabalha na vara da família na defensoria pública, e tem que levar seu filho para o trabalho porque não consegue deixá-lo com o pai.
 
POEMARGENS 
Direção Sol e Ananás
(Experimental/ Cuiabá/25’/2020)


Sol e Ananás coadunam em poemas, investigando as possibilidades de comunicação entre poesia marginal e performatividade para uma produção artística singular e autoral onde rimas se tecem e trajetórias se recriam.
 
TIA CIATA 
Direção Mariana Campos e Raquel Beatriz
(Documentário/Rio de Janeiro/26’/2017)


TIA CIATA é um curta-metragem documental que aborda o protagonismo feminino negro sob a ótica de Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, uma mulher de suma importância para a história e cultura brasileira, referência na construção da identidade nacional.
 
MEMÓRIAS DE TONI
Direção Corte Secos Produções
(Documentário/Cuiabá/11’/2020)


Toni Bernardo veio da Guiné-Bissau para Cuiabá por um convênio com a UFMT para estudar economia, mas no dia 22 de setembro de 2011 foi espancado e morto em uma pizzaria próxima à universidade. Quase nove anos depois o documentário “Memórias de Toni” traz a lembrança desse caso no momento em que o mundo protesta contra o racismo e vários movimentos sociais reivindicam  justiça para Toni.

A VELHICE ILUMINA O VENTO
Realização Coletivo Audiovisual Negro Quariterê - MT/ Direção Juliana Segóvia
(Ficção/Cuiabá/25’/Previsão de lançamento 2020)


A Velhice Ilumina o Vento conta a história da Valda, mulher preta, idosa, periférica, trabalhadora doméstica da cidade de Cuiabá. Mulher forte, cuiabana do “pé rachado”, Valda subverte em seu cotidiano o paradigma da velhice estigmatizada.
 
Serviço

Pré-mostra online de 25 de agosto a 31 de agosto pelo site http://quaritere.com.br/

1 comentário

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  • jones arruda
    25 Ago 2020 às 10:30

    kkkkkkkkkkkkkk kkkkk cinema negru...misericórdia.

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