Olhar Conceito

Domingo, 27 de setembro de 2020

Notícias / Cinema

Semana traz dez obras audiovisuais que discutem violência contra a mulher

Da Redação - Isabela Mercuri

25 Ago 2020 - 14:30

Foto: Divulgação

Contidas nunca mais

Contidas nunca mais

Dez obras audiovisuais de realizadoras mato-grossenses que abordam o protagonismo feminino ou que colocam em cena situações relacionadas à violência (e/ou combate à violência) contra mulheres são atração dessa semana na Edição Especial da Temporada de Filmes do Cine Teatro Cuiabá. As exibições são realizadas online em ação do Cine Teatro de Cuiabá.

Leia também:
Coletivo Quariterê lança pré-Mostra de Cinema Negro nesta terça-feira

O compartilhamento de novos filmes acontece sempre a partir das 19h30 das terças-feiras, mantendo o dia da semana e horário em que tradicionalmente acontecem as sessões de cinema do Cine Teatro Cuiabá.

Nesta semana as obras fazem alusão ao ‘Agosto Lilás’, campanha que tem por objetivo alertar a população sobre a importância da prevenção e do enfrentamento à violência contra a mulher, incentivando as denúncias de agressão contra mulheres. A Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006, surgiu da necessidade de inibir os casos de violência doméstica no Brasil.

Veja a sinopse das obras que serão exibidas:
 
A gente nasce só de mãe (Caru Roelis, 2017, 20’)
 
O curta retrata a história de Emilly Barbosa (Edilaine Duarte), uma adolescente de 17 anos vivendo em situação precária com seus dois irmãos e o filho recém-nascido na periferia de Várzea Grande-MT. Desde que a mãe (Bia Corrêa) foi morar com o namorado, a pobreza de Emily se agrava e um corte de energia incita uma enorme tragédia. Exibido em dezenas de mostras no Brasil e exterior, “A gente nasce só de mãe” foi eleito o melhor curta mato-grossense pelo júri oficial da MAUAL 2018 (17ª Mostra de Audiovisual Universitário e Independente da América Latina, realizada pelo Cineclube Coxiponés da UFMT).
 
Contidas nunca mais (Núcleo de Mulheres Cena Livre de Teatro, 2019, 42’)
 
Registro audiovisual do espetáculo teatral homônimo que mostra, de forma poética e performática, os estágios de violência sofridos por mulheres vítimas do feminicídio. A encenação critica a banalização e naturalização promovidas pela mídia em suas abordagens escandalosas sobre o feminicídio e propõe a união entre as mulheres como solução para confrontar o desrespeito da sociedade com a mulher. Com Ana de Mello, Manuela, Luana Ercília, Wenni Justo, Bárbara Biguinatti, Thalita Bastos e Líndice Moraes. Direção do espetáculo: Anna de Mello. Dramaturgia coletiva do Núcleo de Mulheres Cena Livre de Teatro. Registro do espetáculo: Luis Fernando Fernandes (câmera), Carla Renk (som) e Ana Carolina de Mello (edição). Teaser de divulgação: João Pedro Regis (câmera) e Ana Carolina de Mello (direção de arte e edição).
 
Controvérsias (Vitória Molina, 2018, 15’)
 
Gabriela (Marcela Vieira) é uma estudante de letras que vive um belo romance com o músico Caio (Lucas Lemos). Eles vivem uma história de amor, até que Gabi se vê sendo destruída aos poucos.
 
De volta pra casa (Danielle Bertolini, 2016, 61’)
 
Preso devido à violência doméstica cometida contra sua mulher, José faz planos de regressar para a esposa e filhas após sair da prisão. Este documentário acompanha sua trajetória, e busca refletir sobre as causas da violência contra a mulher no Brasil, ouvindo os mais diversos atores e atrizes deste drama familiar e social.
 
Duas em um (Ana de Mello, 2018, 2’)
 
Uma menina (Ana de Mello) em tempos diferentes se percebe no mesmo espaço.
 
Inexorável Marilza (Carol Araújo, 5’, 2013)
 
Documentário sobre a poetiza Marilza Ribeiro, que transborda inquietações e reflexões sobre a cidade, a arte e o outro.
 
Licor de pequi (Marithê Azevedo, 2016, 15’)
 
O curta tem poética construída a partir de três gerações de mulheres: uma senhora (Lúcia Palma) guarda a memória do lugar por meio de objetos que juntou durante a vida, mas está esquecendo as palavras; uma jovem poeta (Luana Costa) busca a palavra geradora para escrever seus poemas; já a menina (Flor Leite), em fase de alfabetização, descobre as palavras. Uma conta histórias, a outra escreve poemas, a terceira solta pipas. As três habitam o mesmo espaço urbano, o Centro Histórico da cidade de Cuiabá, com casas abandonadas, casas habitadas e casas restauradas, todas com camadas distintas de memória. O filme foi realizado com recursos do MINC/SAV por meio de edital de curta metragem onde concorreram realizadores de todo o país.
 
Making of Mata Grossa (Cia D’Artes do Brasil, 2020, 11’)
 
Resgatar a história feminina no Estado de Mato Grosso. Essa é a proposta do documentário inédito “Mata Grossa”, de Tati Mendes e de Amauri Tangará. O making of investe no processo de realização do filme, dificuldades enfrentadas pela produção,  descobertas feitas durante as filmagens e resultados alcançados. Filmado em 2018 e com previsão de lançamento para o final de 2020, “Mata Grossa” reúne 13 mulheres que se destacam no rompimento da lógica historicamente instituída na qual os homens são colocados como protagonistas dos principais acontecimentos do Estado. Seja a professora, a curandeira, a lavadeira ou a doutora; a indígena, a quilombola, a trans ou a ex-freira, são mulheres que em suas diversidades de profissões e de identidades têm em comum a coragem, a serenidade, a força e a perspicácia que ajudaram a construir a parte mais desconhecida da história de Mato Grosso. Além das 13 mulheres entrevistadas, “Mata Grossa” traz também a produção de um mural pela grafiteira carioca Panmela Castro, conhecida como Anarkia Boladona, que possui um trabalho voltado para a luta pela igualdade de gêneros e para o protesto contra a inferioridade atribuída à mulher nas esferas econômica, política, social, educacional e sexual. A obra foi feita na Universidade Federal de Mato Grosso com o objetivo de funcionar como objeto artístico representativo do empoderamento feminino, da partilha e da busca do respeito à igualdade de gêneros.
 
Nó de rosas (Glória Albuês, 2007, 15’)
 
O curta apresenta a história de Rosa, Rosália e Rosário, mulheres de três gerações unidas pelo sangue. Rosa, nascida na fronteira do Brasil com a Bolívia, é filha de pai brasileiro e mãe boliviana. A trágica morte da mãe Rosália afeta a sexualidade de Rosa, que não consegue atingir o orgasmo. Através de uma viagem onírica à Bolívia em busca de suas origens, Rosa encontra a avó Rosário, que a inicia nos caminhos de sua ancestralidade feminina e na descoberta da plenitude do amor. O filme protagonizado por Juliana Knust e Sandro Lucose é uma co-produção Brasil/Bolívia e foi exibido em diversos festivais e mostras de cinema, incluindo: 14º Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá; 18º Festival Internacional de São Paulo; XXXIV Jornada Internacional de Cinema da Bahia; III Festival de Cinema Feminino Tudo Sobre Mulheres; 7º Goiânia Mostra Curtas; 6º Festival de Cinema de Juiz de Fora; 12º Brazilian Film Festival of Miami; Selecionado para circulação no SESC Amazônia das Artes.
 
Poemargens (Anna Maria Moura & Sol Ferreira, 2020, 25’)
 
Sol e Ananás coadunam em poemas, investigando as possibilidades de comunicação entre poesia marginal e performatividade para uma produção artística singular e autoral onde rimas se tecem e trajetórias se recriam.
 
Serviço
 

Temporada de Filmes Online, com compartilhamento de dez obras audiovisuais de realizadoras mato-grossenses em alusão ao Agosto Lilás, mês de combate à violência contra mulheres.
Data: A partir das 19h30 de terça-feira, 25 de agosto de 2020.
Local: facebook.com/cineteatrocuiaba (Link Publicações).
Classificação indicativa: a ser consultada.
Curtas ficarão disponíveis no link: https://wp.me/pbQLhj-v0

Comentários no Facebook

Redes Sociais

Sitevip Internet