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REAPROVEITAMENTO

Artesã cria colares feitos com sobras de tecido: “uma energia nova para o que iria para o lixo”

Da Redação - José Lucas Salvani

13 Dez 2020 - 14:45

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Artesã cria colares feitos com sobras de tecido: “uma energia nova para o que iria para o lixo”
Visando não descartar sobras de tecido, a artesã Barbara Marques, de 50 anos, resolveu criar colares com este material e fios de malha. A decisão surgiu quando ela resolveu reaproveitar uma calça jeans antiga que não usava mais e decidiu criar um acessório. Hoje, a decisão se tornou negócio.

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“Os colares tem aquela pegada de reaproveitamento. São feitos com fios de malha e sobras de tecido. O fio de malha é um resultado dos resíduos das fábricas de malha. É um material que para não ser descartado na natureza é reaproveitado e feito o fio de malha. Toda base dos colares é essa”, explica ao Olhar Conceito.

Bárbara sempre esteve ligada ao artesanato. Tudo começou quando ela  resolveu pegar uma calça jeans que não usava mais e decidiu que iria dar uma nova finalidade a ela. Após algumas pesquisas, encontrou o fio de malha e resolveu unir com as sobras de tecidos. A partir da primeira peça, ela criou outras e as nomeou com nomes de deusas, como Artemis, nome dado à primeira peça confeccionada.



Além de usar um acervo próprio e até mesmo peças antigas de sua filha, Bárbara conta com a ajuda de amigos que fazem confecção própria de roupas e pegam retalhos para reaproveitar. As peças levam de quatro a cinco horas e são vendidas entre R$ 109 a R$ 129.

Atualmente, Barbará está focada nos colares, mas é bacharel em Direito e trabalhou com parlamentares por cerca de um ano. Ela também trabalhou com uma ONG alemã que possuía filial no Brasil e foi proprietária de um boutique.

“Conforme sua maturidade, você vai tendo uma visão sobre a vida. Quando me caiu 50 anos de idade - eu sou muito grata por todos os lugares que fui, por todas as experiências que eu passei, mas eu cheguei nesse ponto de pensar: ‘eu preciso fazer aquilo que faz o meu olho brilhar e me dá o prazer’”, explica sobre a decisão de focar nos colares.

A pandemia do novo coronavírus foi essencial para que Bárbara desse um pontapé no negócio. Nos primeiros meses de isolamento, ela trabalhava em home office, mas se desvencilhou do trabalho. Sem ter o que fazer, ela pensou muito sobre ficar parada e decidiu então investir nos colares, os quais ela trabalha há cerca de quatro meses.

“Eu ainda estava empregada em outro local, mas estava fazendo home office. Sai desse local e resolvi me dedicar exclusivamente, mas com certeza eu acho que a pandemia, como a gente teve mais aquela coisa de introspecção, de ficar em casa, fazer uma recapitulação e análise de tudo que está acontecendo, isso realmente foi um pouco essencial para essa questão. O que eu vou fazer? Vou ficar em casa sem fazer nada?”.

Apesar da trajetória um pouco afastada da arte, ela sempre esteve inserida de alguma forma nesse meio. “Desde pequena, eu sempre tive curiosidade. Já pintei quadros, faço muitas peças de costura para minha filha e casa. Sempre. Desde pequeninha eu sempre amei. A moda é minha outra paixão, mas eu gosto da moda que pode abraçar todo o corpo, gênero e mulher”.

“É o que eu amo. É a pegada do reaproveitamento, da reutilização. Você dá uma energia nova para o que iria para o lixo. A gente não tem muito essa filosofia no Brasil de se reaproveitar, pegar algo e transformar. A gente joga muita coisa no lixo que pode ser reaproveitada. Não só pela questão de confecção, mas tudo”, finaliza. Para comprar suas peças, basta entrar em contato com ela pelo Instagram: @estilobarbaramarques.
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