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Sexta-feira, 07 de maio de 2021

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ALMIRANTE CARMELO

Ex-jogador do Cuiabá Arsenal usa receita tradicional da família para vender biscoitos de Natal

Da Redação - José Lucas Salvani

15 Dez 2020 - 11:05

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Ex-jogador do Cuiabá Arsenal usa receita tradicional da família para vender biscoitos de Natal
Publicitário e ex-jogador do Cuiabá Arsenal, Henrique Pinheiro Pereira, de 31 anos, buscando evitar aglomerações em meio a pandemia do novo coronavírus, resolveu investir em um negócio de biscoitos amanteigados e, devido ao Natal, lançou uma linha temática. Os biscoitos são resultado de uma receita de uma família envolvida na gastronomia há anos, comandando lanchonete e confeitaria.

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Quem visita a casa de Henrique, logo percebe que ele é apaixonado pela cultura pop. Ao chegar na sala, é possível notar dois consoles de videogames e controles, alguns DVDs de filmes que marcaram o cinema nos últimos anos e sua árvore de Natal é decorada com enfeites de “Star Wars”. Entretanto, há poucos indícios de que ele é extremamente ligado aos seus avós, pelo menos até o momento em que ele decidiu pegar uma foto antiga para mostrá-la quando percebeu que seria fotografado durante a entrevista.

Seus avós faleceram há cerca de 16 anos. O avô foi o primeiro a falecer, vítima de um tumor de pele. Devido a doença, ele precisou abandonar o trabalho como marceneiro e decidiu investir em biscoitos, que eram vendidos em cestinhas nas ruas pelos filhos.

O casal, inclusive, chegou a abrir uma lanchonete no centro da capital mato-grossense, próximo ao Ganha Tempo, que funciona até hoje, sob gerência de seus tios. Já a mãe de Henrique por um tempo foi proprietária de uma confeitaria, local onde ele e sua esposa hoje moram.



O nome do negócio, Almirante Carmelo, é uma homenagem a sua avó materna Carmem. “Almirante é um apelido que tenho de videogame, coisa de adolescente que a gente vem carregando. Só que Carmem é feminino. Fui pesquisar e descobri que Carmem é uma contração de carmelo”, explica ao Olhar Conceito.

A pandemia do novo coronavírus foi uma das motivações para iniciar um novo negócio. Mesmo desempregado, a família de Henrique não passou por dificuldades devido a um planejamento financeiro, mas buscando ter uma maior segurança, optou por investir nos biscoitos. Henrique já planejava trabalhar de forma autônoma, como publicitário freelancer, mas não esperava usar o dinheiro guardado com algo totalmente fora de sua área de formação.

“O que me levou a isso talvez tenha sido um pouco a paixão e necessidade. Por conta da pandemia, eu não quis voltar para agências ou participar das eleições esse ano, devido ao medo. Eu e minha esposa somos do grupo de risco. Meus pais são grupo de risco. Eu preferi não me arriscar nesse sentido, mas chega um ponto que a segurança financeira da família alerta”, afirma.
 

Henrique trabalha com quatro tipos de sabores: estrela de baunilha, pinheiro de especiarias, sino de chocolate e tesouro de família. Os biscoitos são vendidos a partir de três tipos de encomendas: bote (saquinho com quatro biscoitos, um de cada, por R$ 5), escuna (saquinho com oito biscoitos, dois de cada, por R$ 10), galeão (caixa com 16 biscoitos, quatro de cada, por R$ 17) e o baú do tesouro (caixa com 32 biscoitos, oito de cada, por R$ 35).

Oficialmente, o negócio tem menos de uma semana, mas Henrique tem apenas o dia 24 de dezembro livre para encomendas. Para contratar seu trabalho, basta acessar o seu Instagram @almirantecarmelo.

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