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Segunda-feira, 21 de junho de 2021

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Imortal da AML

Dunga Rodrigues é homenageada em sarau na Casa Barão de Melgaço nesta sexta-feira

Da Redação - José Lucas Salvani

21 Mai 2021 - 15:00

Foto: Reprodução

Dunga Rodrigues é homenageada em sarau na Casa Barão de Melgaço nesta sexta-feira
A imortal da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Dunga Rodrigues, será homenageada em um sarau nesta sexta-feira (21), às 19h, na Casa Barão de Melgaço. O evento será restrito para 30 convidados, entre autoridades, membros do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, AML, e do Conservatório Dunga Rodrigues. O sarau será gravado e disponibilizado ao público na próxima segunda-feira (24).

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O sarau começa com a execução da obra-prima Rapsódia Cuiabana, peça que Dunga Rodrigues encomendou ao maestro Miguel Ângelo Ruiz, natural de Santos e radicado em Bauru, especialmente para as comemorações dos 250 anos de sua cidade natal, Cuiabá. Na ocasião, a partitura foi executada por Dunga ao piano e Tote Garcia no violino.

Na Rapsódia Cuiabana há elementos dos ritos religiosos, hinos e rasqueados cuiabanos. Trata-se de um arranjo para piano a quatro mãos, elaborado pela arranjadora e pianista Hannelore Ema Bucher, de Vitória/ES, encomendado pela diretora do Conservatório Musical Dunga Rodrigues.

A parte instrumental fica a cargo do Conservatório Musical Dunga Rodrigues, apresentada, a quatro mãos, por Edith Seixas, diretora do Conservatório e Ebe Sofia Amorim, tendo a parte final da Rapsódia, a do rasqueado, abrilhantada por dois dançarinos, Francis Petini e Priscila de Paula, integrantes do Grupo Flor Ribeirinha.

A segunda parte do Sarau será dedicada ao compositor brasileiro Ernesto Nazaré, nascido no Rio de Janeiro em 1863, e falecido na mesma cidade em 1934. Sua música se situa entre a erudita e a popular, gênero peculiar entre a valsa e o choro, a que chamava de "tango brasileiro”. A brasilidade de Ernesto Nazaré era muito do agrado da pianista Dunga Rodrigues. Deste compositor serão executadas quatro peças: Turbilhão de Beijos, valsa lenta publicada em 1911 por Bevilacqua & Cia., sob encomenda da Casa Mozart, e Turuna, grande tango característico de Ernesto Nazareth, publicado em 1899 pela Bevilacqua & Cia.

As duas últimas peças do mesmo compositor serão executadas ao piano e dançadas pelos dois componentes do Grupo Flor Ribeirinha, a saber, o famoso Brejeiro, primeiro tango brasileiro de Nazareth, publicado em 1893 por Fontes & Cia., e o não menos aplaudido Odeon.

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