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Segunda-feira, 27 de setembro de 2021

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Vida e legado de Aline Figueiredo se tornam livro e documentário

Da Redação - José Lucas Salvani

01 Set 2021 - 16:40

Foto: Reprodução

Vida e legado de Aline Figueiredo se tornam livro e documentário
A vida e legado de Aline Figueiredo, crítica de arte e entusiasta cultural, se tornaram no livro “O Propósito de Aline”, escrito pelo jornalista Rodrigo Vargas, e no documentário “Eu Sou Capim-Navalha”. Ambas as obras serão lançadas no próximo dia 14 de setembro, no Sesc Arsenal.

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Ao longo de 29 capítulos no livro, Rodrigo Vargas descreve a infância e a adolescência em meio à natureza quase intocada, a descoberta da magia da arte na adolescência e a vida adulta repleta de reviravoltas e realizações.

"Você, ou qualquer pessoa que correr os olhos por estas páginas, vai entender mais sobre os motivos que levaram e levam Aline a ser o que ela é", escreve o jornalista, escritor e poeta Lorenzo Falcão, no prefácio.

No documentário "Eu Sou Capim Navalha", o olhar é menos cronológico, factual e mais intimista, mostrando Aline em sua lendária casa no bairro Popular, em Cuiabá, em meio a livros, centenas de obras de arte e quatro cães ruidosos que são sua paixão. "Aline tem uma capacidade ímpar de realizar aquilo que sonha. E, ao longo da vida, demonstrou essa disposição inúmeras vezes, mesmo com dificuldades e incompreensão. E, aos 75 anos, segue atenta e em busca de novos projetos. Isso é o que mais me fascina", avaliou o jornalista Rodrigo Vargas.

Trajetória

Ao contar a vida agitada da crítica de arte e animadora cultural, o conjunto formado pelas duas obras vai do Pantanal aos canais de Veneza, passando pelas ruas do centro histórico de Cuiabá. O que emerge dessa experiência é uma personagem carismática, polêmica e extremamente determinada.

Em 1966, aos 20 anos de idade, conseguiu reunir 17 artistas de todos os cantos de Mato Grosso em uma exposição que até hoje é considerada como o marco de um novo momento para a cena local. Para isso, bateu à porta de ninguém menos que Assis Chateaubriand, o “Rei do Brasil”.

Aos 28, morando em Cuiabá, começou a mobilização que levaria ao surgimento do Museu de Arte e de Cultura Popular da UFMT, cujo acervo é um dos mais importantes do Estado. Esteve à frente da movimentação que levou à criação do Ateliê Livre da Fundação Cultural de MT, berço de inúmeros talentos das nossas artes.

Ganhadora de dois prêmios da Associação Brasileira dos Críticos de Arte, Aline escreveu cinco livros e está prestes a lançar o sexto. Já seu papel nos bastidores foi decisivo na trajetória de artistas como Dalva de Barros, Clóvis Irigaray, Adir Sodré e Gervane de Paula, entre dezenas de outros.

Aldir Blanc

O projeto foi contemplado no Edital "Conexão Mestres da Cultura – Marília Beatriz de Figueiredo Leite", da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e viabilizado com recursos da Lei Aldir Blanc.

O livro e o documentário serão lançados no próximo dia 14 de setembro às 19h, em evento no teatro do Sesc Arsenal.
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