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Quinta-feira, 18 de agosto de 2022

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Modelo online imposto pela pandemia contribuiu para o crescimento da Bom Momento, avalia empresária

Foto: Reprodução

Modelo online imposto pela pandemia contribuiu para o crescimento da Bom Momento, avalia empresária
Em 2018, Cuiabá conheceu a história de Tássia Helman. À época, a ex-bancária havia iniciado a venda de cappuccinos, pela Bom Momento, para conseguir custear o seu tratamento referente a um tumor agressivo, que lutou contra durante 20 anos. Três anos depois, o negócio cresceu ao ponto de se tornar sua principal fonte de renda ao lado do marido, Everton Souza Silva, e a marca se tornou referência na capital mato-grossense.

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“Naquele momento, começou de forma bem despretensiosa, então não achei que ela seria o que é hoje. Achei que seria sempre uma renda extra. Não achei que ela se tornaria minha principal fonte de renda, o sustento de minha família, que hoje eu e meu marido vivemos disso”, conta em entrevista ao Olhar Conceito.



A Bom Momento não era focada em vendas online. O modelo de negócio que estava dando certo era a partir da participação em feiras e eventos na capital mato-grossense, já que online as vendas estavam baixas. A empresa, inclusive, era encarada como uma renda extra até o final de 2019, quando começou a dar indícios de que poderia crescer mais.
 
A decisão de investir cada vez mais na marca para torná-la sua renda principal aconteceu em fevereiro de 2020, mas poucas semanas depois Tássia se viu assustada com a chegada da pandemia do novo coronavírus. Assim como o mundo todo, se viu trancada dentro de casa por um período que parecia interminável, inicialmente sem saber como proceder.



“Era tudo novo, mas desse cenário surgiu uma ‘nova empresa’, nossa loja online pelo Instagram. Ali nos reinventamos e se tornou nossa fonte onde as pessoas nos encontravam. [Consequentemente], nossa principal fonte de venda se tornou o Instagram. Conseguimos nos posicionar na rede. (...) Nosso público que era presencial virou online e chegaram novos clientes”.

Tássia explica que tinha uma certa experiência com as redes sociais, mas precisou aprender muitas coisas para conseguir atender a demanda. “[Eu] já tinha uma certa experiência, mas nada comparado ao que é viver apenas do online. É um mundo muito diferente”, explica ao Olhar Conceito.



Com três anos no mercado, Tássia sente que conseguiu se profissionalizar mais e deixa uma dica para quem está começando um novo negócio. Para ela, é necessário sempre investir e não “se assustar” por não ver o dinheiro dando retorno a curto prazo. Sem investimentos, segundo ela, não é possível crescer.

Inspiração divina

A bancária lutou contra um tumor agressivo durante mais de 20 anos e, em fevereiro de 2018, fez uma cirurgia para recuperar as sequelas que a doença causou e recuperar a qualidade de vida. O tratamento, no entanto, precisou ser feito em Curitiba (PR), e ela teve de se afastar do serviço pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).



Os gastos com medicamentos, alimentação, médicos, e com todo o suporte necessário para o tratamento fora do estado foram muito altos, e Tássia precisou pensar em uma alternativa que pudesse dar o retorno financeiro que ela precisava. Foi aí que se lembrou do capuccino.

Tassia conta que a inspiração foi divina. Ela queria um nome que trouxesse tudo o que o café e o cappuccino remetem a ela e o esposo. “O cheirinho de café em casa, ao sentimento bom, ao aconchego do lar e da família, aos momentos gostosos com amigos e no trabalho. Por mais corrido que o dia esteja, um café ou cappuccino traz uma sensação sem igual”, pontua.
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