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Terça-feira, 30 de novembro de 2021

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Quando tudo era mar

Em diferentes plataformas, Coletivo estreia experimento cênico para questionar solidão na maternidade

Da Redação - Vinicius Mendes

22 Nov 2021 - 16:00

Foto: Reprodução

Em diferentes plataformas, Coletivo estreia experimento cênico para questionar solidão na maternidade
O in-Próprio Coletivo estreia na próxima quarta-feira (24), às 20h (horário de Brasília), o novo experimento cênico “Quando tudo era mar”, um mergulho em discussões sobre a maternidade e o cuidado de uma criança. A apresentação fará uma travessia por diferentes plataformas. A apresentação conta com audiodescrição para deficientes visuais e ficará em cartaz até domingo (28). Os ingressos são limitados e podem ser reservados pela plataforma Primeiro Piso, a partir da próxima terça (23).
 
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“Quando tudo era mar” foi um dos projetos selecionados no Edital “MT Nascentes”, da Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
 
Ao longo do experimento, o espectador será convidado a uma espécie de travessia entre diferentes plataformas, explica Alexandre Cervi, membro do coletivo e co-diretor de “Quando tudo era mar”. A encenação, que entrelaça teatro, cinema e artes visuais, pretende abrir “uma fenda” para “derramar” outras possibilidades para a maternidade. 
 
“Discutimos muito sobre essa ideia de maternidade ser sobre o sacrifício e isolamento de uma mulher. Tivemos consultoria com a Daniela Monteiro, doula e artista visual, que deixou uma mensagem muito forte citando Michel Odent: “Para mudar o mundo é preciso mudar a forma de nascer”, relata a iluminadora, atriz e uma das criadoras do in-Próprio Coletivo, Karina Figueredo.
 
“O sistema conduz a mulher a uma experiência solitária e resume a maternidade a um ‘problema’ individual”, afirma Gus Lima, membro do coletivo e criador da trilha sonora original do experimento.
 
“A gente acredita que é preciso uma comunidade inteira para criar uma criança. Assim como é preciso um bando para criar uma obra”, explica Dani Leite, que assina a direção de “Quando tudo era mar”.
 
A equipe do espetáculo conta, além dos membros do in-Próprio Coletivo, com outros artistas de Cuiabá e São Paulo. Com a orientação artística de Eliana Monteiro (Teatro da Vertigem), a dramaturgia de Barbara Esmenia, direção de fotografia de Rosano Mauro, com desenhos da artista visual Thaís Magalhães e o dramaturgismo de Marília Bonna.
 
Experiência digital
 
O in-Próprio Coletivo vem experimentando algumas possibilidades de relação entre teatro e mídias digitais. O primeiro trabalho nesta chave foi “Despeça-te”, uma desmontagem de OraMortem, que integrou recentemente a programação do Palco Virtual do Itaú Cultural.

Em “Quando tudo era mar”, o espectador navega em uma experiência digital, guiada por pistas, encontradas nas legendas e descrições em cada plataforma, que te levará a outra, e a outra. Estas pistas compõem também a dramaturgia da obra, explica Dani Leite.
 
“Te convidamos a fazer um passeio por algumas plataformas digitais (YouTube, SoundCloud, Google Drive, WhatsApp e Instagram). Todas elas têm acesso livre e gratuito - fora o WhatsApp, não é necessário baixar nenhum aplicativo e nem cadastro prévio, lembra Karina Figueredo.
 
Sinopse
 
Assim como a Chapada dos Guimarães, nós também já fomos mar. Assim como o mar, múltiplas são as formas de se parir e criar no mundo. De todas elas, uma pergunta: e se cuidar de criança fosse uma prática compartilhada?
 
Quando tudo era mar propõe uma travessia por diferentes plataformas digitais, um mergulho visual e sonoro contra as correntezas da maternidade vinculada à solidão, à invisibilidade, ao esgotamento, ao amor medido pelo sacrifício. Conforme navega de uma plataforma a outra, de uma ilha a outra, a narrativa ganha novas camadas, novas ondas, uma provável imensidão.
 
Afinal, o que aconteceria se abríssemos uma fenda?
 
Sobre o in-Próprio Coletivo
 
O in-Próprio Coletivo busca o híbrido nas linguagens artísticas, privilegiando processos compartilhados de criação e composição. Em seu repertório possui OraMortem (2014), que circulou por mais de 30 cidades brasileiras; Não cabe mais, gente! (2015) que propôs residências em 10 estados da Amazônia Legal e a programação de festivais nacionais e internacionais; in-Próprio para Dinossauros (2018), que já se apresentou em algumas mostras, projetos regionais e temporadas online; e Despeça-te, uma desmontagem de OraMortem (2021), realizada em plataformas digitais de encontros remotos.
 
Estabeleceu sua sede criativa em parceria com o Espaço Cultural Metade Cheio, e a partir daí expandiu-se em curadorias e outros projetos e eventos, com destaque para o espetáculo Criame, co-produção junto à Cia Pessoal de Teatro; o Clube de Leitura “A invenção do Silêncio” ; os encontros presenciais “Ruidologias - Pensando o contemporâneo” ; a exposição de cenários e figurinos das artes cênicas de Cuiabá “Resquícios de Cena” e a série de lives “Casa, Corpo e Luz - reinventando o espaço doméstico como lugar de criação”, junto a outros artistas. Desdobra-se também em processos de formação artística através de cursos, oficinas e residências.
 
Serviço

 
Quando: 24 a 28 de novembro
Horário: 19h (MT) / 20h (BSB)
Ingressos gratuitos e limitados - reserva pelo site: www.aprimeiropiso.com
Contato: 65 98112-0169
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