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Sábado, 02 de julho de 2022

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Tema 'Família de LGBTQIA'

“Onda conservadora fala de respeito às famílias, mas quem respeita as nossas?”, questiona Rainha da Parada

Foto: Marcos Salesse (Comunica LGBTI+)

“Onda conservadora fala de respeito às famílias, mas quem respeita as nossas?”, questiona Rainha da Parada
A Parada da Diversidade Sexual de Mato Grosso retomou às ruas de Cuiabá no último sábado (4), após não realizar sua edição presencial em 2020, por conta dos casos de covid-19 no estado e a falta de uma vacina que pudesse trazer segurança à população. Sob o tema “Família LGBTI”, a Rainha da Parada, Thais Brazil, de 27 anos, relembra que a comunidade pode e deve constituir família.

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“Nós somos, podemos e devemos constituir família. Hoje fala-se muito de respeitar as famílias, mas respeitar qual? A minha família desrespeita outra família? A minha família não é legítima por quê? O que define a condição de família é a mesma das demais, se sou sangue do sangue ou sou vinculada ao laço afetivo. (...) Existe uma onda conservadora que se fala dee respeito a família [tradicional], mas quem respeita as nossas?”, questiona Thais em entrevista ao Olhar Conceito.



A Parada de 2021 aconteceu dias após o veto da Assembléia Legislativa de Mato Grosso quanto a criação de um conselho estadual. “Não tínhamos tanta esperança, mas não deixamos de lutar do começo ao fim. (...) Imaginávamos que íamos contar com mais sensatez e sabedoria de cada um, mas fomos surpreendidos com a justiça de orçamento”.



Thais foi eleita Rainha da Parada e, para ela, é uma honra poder representar a comunidade em 2021. Mulher cisgênero lésbica, ela ressalta que sente uma grande responsabilidade de trazer representativida às mulheres lésbicas e bissexuais que, para ela, muitas vezes têm suas pautas inviabilizadas.

“Nossas demandas enquanto mulheres lésbicas e bissexuais muitas vezes ficam apagadas. Nós mulheres, independente de nossa orientação sexual, sofremos muito com as violências pelo fato de sermos mulheres. Quando temos em conjunto tanto a característica de sermos LGBTQIA+, mulheres lésbicas ou bissexuais, isso soma às vulnerabilidades e faz com que a gente tenha muito mais obstáculos”.

Imagens concedidas por Marcos Salesse (Comunica LGBTI+)
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