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Domingo, 26 de junho de 2022

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Ex-morador de casarão que desabou com chuva lembra que imóvel sempre passou por pequenas reformas, mas que foi se deteriorando com o tempo

Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto

Ex-morador de casarão que desabou com chuva lembra que imóvel sempre passou por pequenas reformas, mas que foi se deteriorando com o tempo
Por quatro anos, o historiador e memorialista Francisco Chagas Rocha residiu no casarão que desabou parcialmente no Centro Histórico de Cuiabá, após forte chuva nesta segunda-feira (14). Francisco alugava o imóvel de dona Helena Muller, filha do ex-governador Júlio Strubing Muller e da poetisa Maria de Arruma Muller.

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“Eu, minha esposa e meus filhos moramos nessa casa de 2004 a 2008.  A casa estava assim em bom estado, inclusive tinha um cômodo que estava reformado. Então sempre passava por pequenas manutenções para que não caísse. Em 2008 quando eu fui sorteado no loteamento no residencial no Nova Canaã, eu mudei pra lá. E casa ficou assim, meio que largada”, conta Francisco, que também é dono da página Cuiabá MT de Antigamente.

Segundo Francisco, o imóvel foi construído com taipa de pilão e adobe. “A casa foi deteriorando gradativamente, porque é uma casa com duas técnicas construtivas diferentes: taipa de pilão e adobe. Que não aguenta as fortes chuvas e veio a ocasionar esse desmoronamento”, pontuou.

Depois que o historiador saiu do casarão, o artista plástico Aleixo Cortez passou a morar na casa. Aos fundos do casarão, há um quarto com banheiro. Nesta parte, residiu o ex-colunista ícone da cuiabania, Jejé de Oyá.



No casarão que pertenceu a família Cuiabano, também morou Manoel Luís Pereira Cuiabano, amigo íntimo do ex-presidente da República, Marechal Dutra, que teria visitado o amigo no imóvel.

Em 1975, Coronel Meirelles e a esposa, Zulmira Meirelles teriam alugado o imóvel com mais três casais. Eles reformaram o casarão que passou a funcionar como creche filantrópica.
 
Em nota, a Defesa Civil informou que realizou a retirada dos entulhos junto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). De acordo com a Defesa Civil da Prefeitura de Cuiabá, o pluviômetro instalado na sede do Executivo Municipal registrou um volume de 112 mm de chuva, índice considerado altíssimo para o período. 

“Foi um volume de água muito grande e não deu tempo de escoar essa água toda”, disse o diretor da Defesa Civil Municipal, José Zanetti. 
 
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