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Domingo, 26 de junho de 2022

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Vencedora do Oscar, atriz Viola Davis compartilha vídeo tocante de casamento em MT

Foto: Reprodução

Vencedora do Oscar, atriz Viola Davis compartilha vídeo tocante de casamento em MT
Cinthia Zanuni, 33, e Hugo Hohling, 38, se conheceram em junho de 2017 por um aplicativo de relacionamentos. Menos de dois anos depois, em 2019, eles se casaram em Cuiabá, mas não imaginavam que a festa virasse notícia em todo o Brasil. Agora, nesta terça-feira (22), a cerimônia emocionante virou repercussão mundial.

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Isso porque a atriz norte-americana e considerada pela revista Time uma das 100 mulheres mais influentes do mundo em dois anos (2012 e 2017) Viola Davis, de 56 anos, que foi vencedora do Oscar, Emmy e Tony Awards, compartilhou o vídeo do casamento de Cinthia Zanuni e Hugo Holing em seu instagram.
 
O post no perfil de Viola foi feito nesta terça-feira (22), e já tem 1.799.000 de visualizações e mais de 6 mil comentários. A atriz legendou o post com a frase “What an incredible video. We can all only wish to have friends who support us in life like this”.

Na tradução livre para português “Que vídeo incrível. Todos nós só podemos desejar ter amigos que nos apoiem na vida assim”, em tradução livre para o português. No registro, Hugo Holing, que é paraplégico, se levantou – com a ajuda do pai e de um padrinho – durante a valsa, para dançar com a esposa.

“Poder abraçá-lo, poder encostar minha cabeça no peito dele, sentir o coração dele bater... é muito gostoso. Foi a melhor experiência da minha vida”, contou ela, que é maquiadora, ao Olhar Conceito.

Hugo se tornou cadeirante depois de sofrer um acidente em 2014. Ele vinha de moto do Lago do Manso, mas escorregou em algumas pedras e caiu numa ribanceira. A lesão na coluna foi alta, e ele perdeu os movimentos na hora. 
 

O casamento

Quando os dois se conheceram, ela demorou cerca de vinte dias para saber que Hugo era deficiente físico. Depois da primeira conversa no aplicativo, eles começaram a se falar por ‘direct’ no Instagram, e pelo WhatsApp. “Trocamos WhatsApp, mas eu não fiquei o stalkeando no Instagram, então não vi as fotos”, lembra. “Depois de uns vinte dias que a gente estava conversando eu resolvi olhar o Instagram dele, e vi um vídeo dele com o sobrinho no colo na cadeira de rodas. E perguntei pra ele se ele era cadeirante. Logo ele me falou: ‘você não sabia, né? Ah, logo eu imaginei... se você não quiser continuar conversando comigo eu vou entender’. Nossa, na hora eu pensei: ‘Meu Deus, quantas pessoas devem tê-lo magoado? Devem tê-lo ferido? E eu falei: ‘não, eu quero conhecer sua história’”.
 
Foi em uma viagem para João Pessoa, ao vê-lo entrar no mar, que ela percebeu que queria ficar com ele para o resto da vida. “Ele falava que tinha muita vontade de sentir o mar no rosto de novo. Eu planejei tudo, consegui uma cadeira anfíbia, e na viagem quando a gente entrou no mar e ele sentiu a água batendo no rosto, a sensação que eu tive foi sem explicação, não consigo nem mensurar. E foi ali que eu decidi que eu o queria pra minha vida. Porque alguém que faz eu me sentir daquela maneira, eu queria ter sempre. Eu falei: eu preciso ter na minha vida alguém que faça eu me sentir assim”.

O pedido de casamento veio pouco tempo depois, no casamento da irmã de Cinthia, em abril de 2018. Os dois logo começaram os preparativos, e Hugo contou que tinha o sonho de ficar em pé na cerimônia. “Ele comentou comigo que uma das coisas que as pessoas podiam fazer por um cadeirante era sempre se abaixar na altura dos olhos e conversar, porque a visão de vida dele hoje, do universo, é diferente. É muito mais de baixo, ele precisa sempre ficar olhando pro alto pra conversar com as pessoas. E ele falou: seria muito incrível conseguir ficar em pé no meu casamento. E eu falei: então nós faremos isso”.

A ajuda veio da irmã e do cunhado de Cinthia, que são coreógrafos de casamento. Foram somente três ensaios e, segundo a noiva, todas as vezes os presentes choravam. No dia, ela afirma que ‘quase infartou’. “Porque é muito diferente pra mim vê-lo em pé, né? Poder abraçá-lo, poder encostar minha cabeça no peito dele, sentir o coração dele bater... é muito gostoso. Foi a melhor experiência da minha vida olhar pra ele e vê-lo em pé, do jeito que ele sonha ficar de novo”, finaliza.
 
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