Olhar Conceito

Domingo, 26 de junho de 2022

Notícias | Política Cultural

AMPARO JURÍDICO E RECONHECIMENTO

Redes de Várzea Grande terão certificação de autenticidade e de produção genuinamente manual

Foto: Assessoria

Redes de Várzea Grande terão certificação de autenticidade e de produção genuinamente manual
As redeiras de Limpo Grande, que são reconhecidas internacionalmente, agora estarão amparadas juridicamente, com a assinatura de certificado de autenticidade e de produção genuinamente manual nas peças produzidas. Além disso, elas poderão em breve comercializar os seus produtos artesanais no Centro Cultural que será construído no distrito, e que fomentará o turismo na localidade.  A estrutura contará com 184m² de área útil para exposições, trabalhos de tear, cursos, e reuniões; além de área administrativa, copa e 03 banheiros.

Leia mais: 
"É uma tradição que a gente não quer que morra", desabafa redeira do Limpo Grande

A presidente da Associação das Redeiras de Limpo Grande, Jiliane Maia da Silva Brito, disse que a oficialização desse projeto era um sonho antigo de todas as redeiras de Limpo Grande e que integram a Associação, que foi criada ano passado e que conseguiu mobilizar as artesãs para que não deixasse morrer essa cultura, que estava quase extinta.

"Com trabalho, dedicação, e apoio do poder público, conseguimos trazer de volta a tradição do tear, que é rara e única, e que só existe em Limpo Grande. Estamos muito felizes e gratos a todos vocês que de alguma forma estão contribuindo com a gente", disse a representante das artesãs da comunidade de Limpo Grande. 

A artesã Adelaide Ferreira de Oliveira, 67 anos, e que desde criança aprendeu a tear, disse que está muito feliz em ver que essa atividade agora se tornou profissão oficial e legal.

"O prefeito Kalil e sua esposa têm feito a diferença nesta comunidade e nós só temos a agradecer. Esse governo tem incentivado e fomentado essa cultura da confecção da rede manual, que será ainda mais reconhecida", comemorou. 





Tradição

“Primeiro eu começo fazendo a varanda, que é o mais fácil. Tece a rede no estrado, que não borda, para depois fazer a rede bordada, o mais difícil”. Esse é o passo a passo que Judith Pereira da Silva segue rigorosamente desde os 13 anos. Atualmente com 63, ela é uma das artesãs mais antigas em atividade, em busca de manter a arte de tecer redes viva na comunidade de Limpo Grande, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Judith aprendeu a tecer redes olhando sua mãe e irmãs. O modo de aprendizado da artesã não difere muito das rendeiras da região, cuja maioria integra a Associação de Redeiras Limpo Grande, a Tece Arte. A organização é recente e foi oficializada no segundo semestre de 2021.

Única de sete irmãos a seguir com as redes, ela tece desde os 15 anos e há cinco começou a vender salgados para completar sua renda. “Eu sempre gostei de cozinhar e fazer redes, mas as vendas caíram e comecei a fazer salgados para ajudar na renda. Já tem cinco anos que estou vendendo salgados”, contou em entrevista ao Olhar Conceito em 2021.

Outro acontecimento que fez com que os olhos se virassem para Limpo Grande foi a entrega de uma rede para Príncipe Charles em novembro, por meio da primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, e o governador Mauro Mendes (DEM), Kelvingrove Art Gallery and Museum, em Glasgow, na Escócia. 




Agora, as redeiras de Limpo Grande serão amparadas juridicamente com a assinatura de certificado de autenticidade e de produção genuinamente manual nas peças produzidas, além de, em breve, terem um espaço exclusivo para a comercialização e produção das redes, na própria comunidade.



 
Entre em nosso grupo de WhatsApp e receba notícias em tempo real, clique aqui

Comentários no Facebook

Sitevip Internet