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Duas artesãs de Mato Grosso expõem suas peças em exposição da ONU em Nova York

Da Redação - Lidiane Barros

09 Set 2013 - 17:55

Lucileicka (à esquerda) e Neulione Alves Gomes comemoram a participação em exposição internacional

Lucileicka (à esquerda) e Neulione Alves Gomes comemoram a participação em exposição internacional

O artesanato mato-grossense chega a Nova York, nos Estados Unidos. Duas artesãs figuram entra 15 artistas brasileiras que integram a exposição “Mulheres Artesãs Brasileiras” em cartaz até o dia 13 de setembro, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

Lucileicka da Silva David é de Barra do Bugres e Neulione Alves Gomes, mora na da aldeia umutina, em Barra do Bugres. Ambas, participam pela primeira vez de um evento internacional.

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De acordo com a assessoria da Prefeitura Municipal de Barra do Bugres, Neulione é casada com um umutina e aprendeu a fazer as peças expostas, vivenciando a cultura indígena. A artesã enviou fotos de mais de 100 peças e teve o privilégio de ter três selecionadas (a maioria das artesãs está expondo apenas uma obra). Ela embarcou para os EUA neste domingo (8).

As peças selecionadas pela organização da mostra foram um cocar e um painel indígena com todos os utensílios do dia-a-dia dos indígenas e uma biojoia de sua escolha, um colar tradicional contendo três peças, sendo duas de saboneteira com seis voltas cada e uma volta de semente de olho de cabra. “Expor na sede da ONU é um privilégio, por que sou artesã há quase 20 anos e agora estou sendo reconhecida mundialmente”, disse.

Já Lucileicka da Silva David, conhecida por suas produções utilitárias, como cumbucas e canecas de argila, é artesã em Barra do Garças há 15 anos. Ela festeja a visibilidade que o artesanato regional terá após o evento, “Teremos um reconhecimento mundial e com toda certeza isso irá valorizar ainda mais nosso trabalho”.

O grupo que está expondo em Nova York faz parte de associações já capacitadas pelo ArteSol, programa desenvolvido pela ONU com o objetivo divulgar a cultura e a economia brasileira por meio das artesãs que fizeram desse tipo de atividade não somente uma forma de subsistência, mas também uma motivação constante de transformação da realidade social.

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