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Sexta-feira, 12 de agosto de 2022

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Coletivo Negro lança curso de escrita acadêmica para estudantes da UFMT

Foto: Assessoria

Foto do minicurso - Mulher preta, africanidades e epistemologia - CNUUFMT - 2019

Foto do minicurso - Mulher preta, africanidades e epistemologia - CNUUFMT - 2019

O Coletivo Negro Universitário da UFMT, em Cuiabá, em parceria com o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Relações Raciais e Educação, está ofertando o curso “Na txintxa: descomplicando a escrita acadêmica”, com objetivo de fomentar e disseminar técnicas de comunicação de escrita à estudantes negros e negras da universidade. Dividido em três módulos, o curso será online de Julho a Setembro. Gratuito, as inscrições já estão abertas para as 50 vagas disponíveis e vão até o dia 19 de junho. Clique aqui para se inscrever.

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O curso tem por objetivo fomentar e disseminar técnicas de comunicação de escrita capazes de prover habilidades de estudantes negros e negras ingressantes nos cursos de graduação da UFMT para a produção de textos acadêmicos.
 
"Na txintxa" propõe uma via de instrumentalização visando o aperfeiçoamento da escrita e inscrições negras no mundo.  O curso será baseado em aulas expositivas, leituras e produção textual com a contribuição de profissionais de diferentes áreas (Nível Mestrado, Doutorado), estudantes de graduação e artistas.
 
Estudantes negros e negras de graduação e ingressantes por Políticas de Ações Afirmativa nos Campus Barra do Garças, Cuiabá, Sinop e Várzea Grande compõem o público-alvo de “Na Txintxa.
 
Para Alice Marqueto, graduanda de Serviço Social e integrante do coletivo, apesar da alegria resultante do acesso à universidade pública como a UFMT, muitas pessoas negras se deparam com a formalidade da linguagem acadêmica, bem como sua burocracia institucional, o que causa, em certa medida, estranhamento. Então, o curso vem para retomar tal escrita nos moldes acadêmicos, de maneira rápida e motivadora.
 
Conforme a professora mestre Zizele Ferreira, que também integra o coletivo e é Presidente do Conselho de Políticas de Ação Afirmativa, a linguagem é um espaço de luta e disputa de narrativas, por isso a necessidade da reinvindicação à escrita voltada para pessoas pretas.
 
“Enquanto Movimentos Sociais Negros, entendemos que essa é uma discussão premente por toda a comunidade acadêmica, e cabe à universidade refletir sobre as questões que atravessam as experiências de pessoas negras nesses espaços. Este debate inclui observar como a escrita se torna fundamental para construir estratégias de enfrentamento e mudanças nas relações que mediam as textualidades”, disse.
 
Coletivo Negro
 
O CNU/UFMT é um Movimento Social Negro atuante no âmbito da academia, cujo espaço político se dá por meio de processos educativos, realizando formação contínua sobre as Relações Étnico-Raciais no Brasil e onde tratamos de assuntos pertinentes a nossa vivência na UFMT.
 
O Coletivo surgiu em junho de 2013 a partir de necessidades conjuntas relacionadas às questões raciais e à universidade. É formado por estudantes, Técnicos Administrativos da UFMT, docentes desta universidade, bem como por participantes da comunidade externa, tendo como objetivo pautar questões pertinentes às Relações Étnico-Raciais e Políticas de Ação Afirmativa na educação superior.

Serviço:
O quê: Curso de escrita acadêmica para estudantes da UFMT. Na txintxa: descomplicando a escrita acadêmica!

Quando: De julho à setembro
Onde: online
Valor: Gratuito - 50 vagas


CONTATOS:
E-mail: coletivonegrodaufmt2015@gmail.com / escritanatxintxa@gmail.com
Instagram: @cnuufmt
Facebook: Coletivo Negro Universitário da UFMT.
 
 
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