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Segunda-feira, 09 de março de 2026

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De volta ao lar

Cão fica duas semanas esperando tutor que morreu em UPA de Cuiabá e, em reviravolta, reencontra família

Cão fica duas semanas esperando tutor que morreu em UPA de Cuiabá e, em reviravolta, reencontra família
O cão Zeus, que passou dias deitado na porta de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cuiabá, à espera do tutor que faleceu após dar entrada no local, teve um desfecho diferente do que costuma marcar histórias de abandono. Após a morte do homem que o acolheu, o animal reencontrou sua família de origem, em uma reviravolta que mobilizou a presidente da ONG É o Bicho MT, Jenifer Larrea, e a noiva, Kethury. De acordo com a família, Zeus desapareceu em 17 de fevereiro.


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A história começou na quarta-feira (25), quando Jenifer e Kethury estiveram na UPA para acompanhar um familiar em atendimento médico. Na entrada do local, um cachorro chamou atenção delas por observar atentamente quem olhava e saía pela porta da UPA.   

"Resolvemos perguntar ao funcionário da UPA que estava do lado, a quanto tempo o cãozinho estava ali, se foi abandonado, ou o que havia acontecido. Então o funcionário da UPA começou a nos relatar que já havia cerca de uma ou duas semanas que ele estava ali, desde que seu tutor tinha dado entrada na UPA, mas infelizmente o tutor tinha vindo a óbito. Desde então o cãozinho não saiu mais de lá, ficava ali na porta como se ainda esperasse pelo tutor e entrou e não saiu mais". 

Comovidas, decidiram agir e ainda no mesmo dia, Kethury, que é veterinária, administrou medicação contra pulgas e carrapatos. No dia seguinte, o cachorro foi resgatado e levado para banho e tosa, com a intenção de divulgá-lo para adoção responsável.

O vídeo do resgate rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, onde foi compartilhado centenas de vezes e acabou chegando a uma família que reconheceu o animal. Jenifer conta que, então, descobriu que o cachorro, na verdade, se chamava Zeus e havia se perdido dias antes.

A família afirmou que o procurou incansavelmente, com publicações em diversos grupos de animais perdidos, sem sucesso. Durante esse período, Zeus foi acolhido pelo homem que, posteriormente, deu entrada na UPA e veio a óbito.

“O Zeus já tinha se perdido da sua família e teve uma segunda perda quando o tutor que o acolheu faleceu. Ele estava triste e com medo”, disse Jenifer. O reencontro confirmou que o cão era bem cuidado e querido. “Percebemos que ele é muito amado e querido por eles”, completou.

Para a presidente da ONG, a história evidencia dois pontos centrais: o primeiro é a importância da divulgação de animais perdidos. “Essa reviravolta nos mostra como compartilhar pedidos de ajuda faz diferença. Muitos animais não têm essa mesma sorte e nunca voltam para seus lares”, afirmou. O segundo é a necessidade de discutir o destino de animais que perdem seus tutores por morte. “Eles ficam predispostos ao abandono. Precisamos falar mais sobre isso.”

Apesar do início marcado por perdas, o caso de Zeus terminou de forma diferente. “O Zeus teve um final feliz. Ele estava bem cuidado, bem tratado, certamente porque, nesse tempo em que se perdeu, estava com esse senhor que o acolheu”, concluiu Jenifer.
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