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Teatro de Brinquedo estreia Voadeira no Circo; se inspira em clássico e traz novos elementos para inovar cena

Da Redação - Marianna Marimon

28 Nov 2013 - 08:21

Foto: Divulgação

Teatro de Brinquedo

Teatro de Brinquedo

Os bonecos manipulados ganham vida nas mãos dos atores, e o Teatro de Brinquedo alça novos voos com a incorporação do balé Petrushka de Ígor Stravinsky para apresentar ao público uma recriação daquilo que apreenderam em estudos e pesquisas. “Voadeira no Circo” é uma adaptação do grupo de jovens atores independentes de Cuiabá, que estreia pela primeira vez na capital do Estado, neste domingo (1º) na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) às 18h, na Praça do Restaurante Universitário.

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O espetáculo compõe a programação da “UFMT Portas Abertas”. A atriz Raquel Mützenberg, uma das integrantes e idealizadoras do Teatro de Brinquedo, conversou com o Olhar Conceito sobre o trabalho do grupo, as apresentações já realizadas este ano, e projetos futuros.

Com títeres e muita criatividade, o Teatro de Brinquedo não tem medo de arriscar e traz jovens ousados com vontade de fazer com que as artes cênicas em Cuiabá ganhem uma nova roupagem. Raquel conta que novos elementos foram incorporados, e ilustra como teve um ‘insight’ para novas cenas do espetáculo, como a utilização de fogo para dar novos ares à história.

“Tivemos esta ideia até audaciosa de usar fogo no espetáculo, e a Juliana que compõe o grupo é formada em física e trouxe esta pedra que se incendeia, o carbeto de cálcio, e aí ficou como imaginávamos, até porque, a personagem dela é um clássico do teatro, que é atrapalhada, e literalmente, rouba a cena com o fogo”, disse Raquel.

Na adaptação do grupo, a história de “Voadeira no Circo” conta a morte de Malafaias, que deixa um circo de bonecos como herança para a esposa Narcisa. Mas, Malafaias dá vida aos bonecos: Brutus, Fiorella e Pedrinho, que assim como na vida real, aprendem a amar e a odiar.

O “Voadeira no Circo” já passou por Curitiba e pelo interior do Estado, em que o grupo realizou quatro ações de intercâmbio cultural através da Secretaria de Cultura (SEC), tendo se apresentado em Primavera do Leste. “Assustamos o público em Primavera ao utilizarmos o fogo, mas o resultado foi muito bacana, porque ficaram surpresos e a cena é engraçada, conseguimos arrancar boas risadas”, contou Raquel.

A sonoplastia do espetáculo é realizada ao vivo com guitarra e o cenário é um carro desmontável em que nos primeiros momentos, apenas os bonecos de manipulação compõe as cenas. Apenas quando ganham vida, é que os atores tomam conta do palco.

Só em 2013, o Teatro de Brinquedo já passou por Curitiba (PR), Chapada dos Guimarães, Araputanga, Poconé (seis apresentações), Primavera do Leste e Cuiabá (duas apresentações).

Além do “Voadeira no Circo”, o Teatro de Brinquedo está se inscrevendo em diversos editais e festivais de fora, e também planeja uma turnê no Sul do país com apoio do SESC da região. Para dezembro deste ano, os atores devem se apresentar no Ponto de Cultura Leite de Pedras, e estudam uma temporada de espetáculos para janeiro.

Sobre o trabalho de buscar apoios e conseguir conquistar espaços em Cuiabá e no Brasil, por serem independentes, Raquel explica que o artista também precisa ser o discurso, pois, só assim, conseguirá conquistar adeptos para a causa das artes cênicas em Mato Grosso. “O artista precisa mudar, se reciclar, o teatro é isso, trazer o novo, incorporar o velho para trazer uma nova releitura dos clássicos”, destacou.

Teatro de Brinquedo

Seguindo a linha teatro de animação, o Teatro de Brinquedo é um grupo de jovens de Cuiabá, que estuda e se apresenta há oito anos e nasceu após oficinas ministradas pelo diretor da Cia Teatro Mosaico de Cuiabá, Sandro Lucose, em 2006, que também nomeou o grupo de Teatro de Brinquedo. Assim, os jovens começaram a estudar e montar suas próprias experiências teatrais. Com isto, em 2010, tornam-se independentes e iniciam o próprio trajeto. Coincidência ou não, o nome Teatro de Brinquedo batizado por Lucose, reflete o que o grupo trabalha agora: o teatro de animação.

O teatro de formas animadas que trabalha com bonecos, máscaras, objetos, formas ou sombras, se tornou o foco destes jovens sendo que este processo começou com o Pequeno Príncipe, projeto aprovado pela Funarte Microprojetos na Amazônia Legal em 2010, e que resultou no primeiro espetáculo de bonecos do grupo, tendo sido apresentado para mais de cinco mil espectadores em 20 apresentações.

O Teatro de Brinquedo é composto por nove integrantes, entre atores, produtores, músicos, bailarinos, artista plástico, figurinista e cenógrafo.

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